04 maio 2012

ANATOMIA/ Os 16 Corpos - 05/05/2012



Nota:   Esta matéria é extensa                                          
Os 16 corpos
ÍNDICE:
16.01 - Tabela sobre Anatomia do Corpo Humano
16.1.1 - Filosofia Budista sobre o Corpo
16.02 - Corpo Físico
16.2.1 - Sangue
16.03 - Duplo Etérico
16.3.1 - Duplo Etérico
16.3.2 - Para-Anatomia do Duplo Etérico
16.3.3 - Estrutura Funcional do Duplo Etérico
16.3.4 - Duplo Etérico como Escudo de Proteção
16.04 - Energia Vital
16.4.1 - Teosofia
16.4.2 - Bipsicoenergética
16.4.3 - Espiritismo
16.05 - Corpo Astral
16.06 - Corpo Mental
16.07 - Corpo Causal
16.08 - Corpo Búdico
16.09 - Corpo Atmico
16.10 - Natureza do Homem em Diversas Culturas
16.11 - Iluminação Espiritual
16.12 - Alma




16.1 - TABELA DA ANATOMIA HUMANA ESPIRITUAL
PLANOS
ORIENTAL
Esoterismo em Geral
Rosacruz
André Luiz
Allan Kardec
P.Divino Atman
Atmã-Budhi
Jiva
Corpo Divino
Corpo Nirvânico
Corpo Intimo
Mônada
Espírito Puro Santo Cristo Espírito (8) Espírito
 P.Budico
ou Espiritual
Buddhi
Anandamayakosha
Corpo Búdico
Corpo Cósmico
Alma Espiritual Alma Divina (7) Eu sou (EGO)
P.Mental Buddhi-Manas
Manas Superior
Corpo fio-ego
Corpo Kármico
Mental Superior Corpo Causal
Ser Integral
(6) Corpo Causal (5) Mental (4) Perispírito
 P.Mental. Kama-Manas
Manas Inferior
Corpo Mental Mental Inferior Corpo Mental
Ser Mental
Mente
P.Astral Kama-Rupa Corpo Astral Corpo Astral
Corpo Sutil
Corpo Astral
Ser Natural
Corpo dos Desejos Psicossoma
Perispírito
... Prâna Vitalidade Vitalidade Perietérico Vitalidade Energia Vital (3) Fluído Vital
ou Principio Vital
P.Eterico Linga Sharira Duplo Etérico Duplo Etérico Corpo Etérico Corpo Vital (2) Biossoma
Duplo  Etérico
P.Fisico
Sthula Sharina
Corpo Físico
Matéria
Corpo Físico
Corpo Bruto
Físico
Ser Material
Corpo Denso
Corpo Carnal
SOMA
(1) Corpo Físico
OBSERVAÇÕES:
AURA HUMANA: Não faz parte da anatomia dos  corpos e sim MANIFESTAÇÃO semi-material, emocional e mental dos mesmos.
Onde Allan Kardec escreve FLUÍDO, em alguns casos, este termo refere-se a ENERGIA ESPIRITUAL o bom senso do leitor, para ao ler obras espiritualistas, faça essa observação interpretativa.
 
( 8 )
PLANO ÁTMICO - PLANO DIVINO (PD):
Espírito puro sem corpos , essência divina. Espírito Essência, Centelha Divina,   Mônada, Semente pulsante de vida, inconsciente Puro, Eu Cósmico.
( 7  )
PLANO BÚDICO (PB):
Budhi, Corpo Búdico, Alma Espiritual, Alma Divina, Eu sou (EGO).
( 6 )
PLANO MENTAL SUPERIOR (PM) (3 SUB-PLANOS):
 Buddhi-Manas, Nirvânico, Mental Superior, Corpo Causal, Ser Integral.
( 5 )
PLANO MENTAL INFERIOR(PM) (4 SUB-PLANOS):
 Kamas-Manas, Mental Inferior, Corpo Mental, Ser Mental, mente.
( 4 )
PLANO ASTRAL (PA) (7 DIMENSÕES):
Corpo Astral. Cópia celular de o corpo físico. Estruturas Corpóreas com Consciência.Veículos de manifestação do espírito. Supra-dimensões (vibrações médias e altas) e infra-dimensões (vibrações densas e baixas - Umbral).
( 3 )
PRANA:
Combustível, energia vital que alimenta o corpo físico, na medida que passa os anos essa energia vai terminando.  A energia Vital (perietérico ou Prana)  interpenetra o duplo etérico que é mais denso e é parte externa deste. O duplo etérico é o veículo condutor da energia vital ( o ser humana nasce com um quantum vital dessa energia e quando ela acaba ele deixa de existir fisicamente).
( 2 )
PLANO ETÉRICO (PE)- SEMI-FÍSICO:
Elo de ligação, energia semi-material , veículo responsável pelo vitalidade do corpo físico, transmutando a energia para manter energeticamente toda a estrutura funcionando. Possui quatro camadas, da mais densa dentro da derme, vai se sutilizando até penetrar no plano astral. Algumas doutrinas misturam DUPLO ETÉRICO com PERIETÉRICO (Fluído Vital), mas o DUPLO ETÉRICO é o VEÍCULO que conduz a a ENERGIA ELÉTROMAGNÉTICA que dá energia para manutenção ativa (animação) do corpo físico e dos órgãos físicos.
( 1 )
PLANO FÍSICO (PF):
Matéria, corpo denso, corpo físico. Suporte material do espírito encarnado.  Meio de que ele dispõe para atuar na matéria.  Nele somatizam-se os impulsos positivos ou negativos oriundos dos demais corpos, em forma de vitalidade ou doenças, desajustes ou desarmonias. Nele também somatizam-se as impressões oriundas das personalizadas que vivemos encarnações  anteriores, que hoje se encontram latentes mas existentes em nosso animismo.


TEOSOFIA:
Divisão de acordo com os 7 Princípios do Homem
7

Âtmâ
Espiritual
6

Buddhi
5

Manas Superior (alma)
Mental
4
Princípios intimamente inter-relacionados durante a vida terrena, algumas vezes chamado Plano Psíquico superior
Manas Inferior (alma)
3
Kâma
Astral
2

Prâna – Duplo Etérico
Físico
1

Corpo Físico Denso

16.1.1 - Filosofia Budista sobre Corpo:
SKANDHAS:
Por: J. Viñas





Este ensinamento não deve causar surpresa ao estudante de Teosofia que pode associar os 5 skandhas com o mencionado em nossos livros como "o quaternário inferior" mais a porção encarnada de Manas. A diferença consiste em que a Doutrina Oculta descreve o ser humano como sendo constituído por sete elementos ou princípios. No Glossário Teosófico, encontramos informação relativamente ampla sobre a palavra skandhas , que reproduzimos incompleta aqui:


"SKANDHAS: Literalmente: "faces"ou grupo de atributos (...). Em todo ser vivo há cinco -esotericamente sete (...) :

1. forma (rupa) 
2. percepção (vedana) 
3. consciência (sañajña) 
4. ação (sanskara) 
5. conhecimento (vidyana)

Estes skandhas se juntam ao nascimento do homem e constituem sua personalidade. São os atributos (...) que depois da morte formam a base, por assim dizer, para uma nova encarnação kármica. Os skandhas são os germens da vida em todos os sete planos do ser e constituem a totalidade do homem subjetivo e objetivo. 

Cada vibração que produzimos é um skandha.

 (...) são os vínculos que atraem o Ego que se reencarna, os germens deixados para trás quando este Ego entra no Devachan e que haverão de ser recolhidos outra vez e esgotados por uma nova personalidade. Cada skandha lançado pelo homem há de voltar a ele, cedo ou tarde, posto que é sua própria vibração. Os skandhas são pensamentos encarnados, bons ou maus; permanecem cristalizados na Luz Astral e são atraídos à vida quando o que os originou volta à vida terrestre. Os skandhas se aderem e contagiam como uma doença e, por tanto, são perigosos tanto para si mesmo como para os demais."

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Renascimentos e Tipo de Skandhas:
Por: Prof.a. Dra. Eliane Moura Silva

Cada encarnação é um elo da roda dos renascimentos e mortes, sinal de um Atman que ainda não alcançou a sua Libertação e Imortalidade na absorção a Brahman, por estar preso, envolvido em condição carnal, aprisionado em vestes grosseiras da matéria densa e sutil. A existência encarnada na matéria é um aspecto provisório, acidental e frágil, sujeito tanto a deterioração e corrupção como aos caminhos do conhecimento e da libertação. O corpo físico morre, porém a verdadeira Vida do Espírito transcorre eterna, indestrutível.


Para chegar a esta essência doutrinária da impermanência e do papel da mente na construção desta percepção holográfica da “realidade”, surge uma inovação filosófica e doutrinária no Budismo: a concepção de que toda forma de existência no mundo está classificada em cinco categorias de “agregados” conhecidos como Skandhas. Esta concepção é definitiva pois traça a anatomia, a fisiologia, a mecânica de funcionamento dos pensamentos, sentimentos e suas relações com a vida, com a existência encarnada, a sua qualidade e relações com as futuras reencarnações.


Os Skandhas são agregações, aderências, conjuntos de elementos físicos, mentais, emocionais, espirituais interpenetrados que compõem e formam a percepção física e sensorial das coisas e também o estabelecimento das relações, de idéias, as associações entre formas, sentidos e a construção de projeções mentais objetivas e subjetivas. De forma bastante simples e resumida, os cinco Skandas são definidos da seguinte maneira:


1) Rupa-Kandha - É o agregado que distingue, a percepção física que permite distinguir coisas e sua natureza: material, vegetal, animal, humano, mineral, elemento, imagem ou qualquer outra coisa.


2) Vedana-Kandha - É o agregado de sensações desencadeadas pelo contato do objeto, tal qual é percebido e captado pelos orgãos dos sentidos. por ex., leve, pesado, quente, frio, duro, mole, liso, áspero, perfumado, nauseante, claro, escuro, doce, salgado, etc.

3) Sanna-Kandha - É o agregado da elaboração mental, o conhecimento obtido à partir do contato das percepções físicas e sensoriais produzidas pelos agregados anteriores. É o conjunto de elementos, de conhecimentos transmitidos ao campo mental pelo Rupa-Kandha e Vedana-Kandha, o que se apreende através das sensações. Por ex. “O fogo é quente, queima e dói.”  “Comida estragada é ruim e faz mal.” “Bebida alcoólica deixa tonto e faz mal.” Etc. É o princípio do que chamamos experiência acumulada. Há quem afirme que produz as sensações de prazer, dor, etc., desde que oriundas de fatores materiais, por ex. comida, sexo, carícias, machucaduras, etc.


4) Shankara-Kandha - É o agregado das associações mentais, das produções psíquicas. É dele que parte a imaginação com toda a gama de possibilidades. É onde realidade e suposição se mesclam podendo apresentar-se até com distorções. Há quem afirme que partem daqui os pensamentos, sentimentos de prazer ou sofrimento ligados a lembranças de situações, fatos, momentos, pessoas ou coisas, que podem ou não, ter ocorrido.


5) Vinnana-Kandha - É o agregado equibrador, harmonizador, organizador, integrador das sensações, dos sentimentos, das emoções, das experiências, da imaginação, das memórias dos vários Skandhas. Talvez por isto se atribua a ele também a capacidade de produzir prazer, dor, sofrimento ou qualquer outra forma de sentimento. É evidente que, pela sua capacidade de gerar pensamentos, deve sempre tentar conduzir e fazer prevalecer o impulso que lhe pareça mais proveitoso e agradável. Seria, também, neste caso, as formas de se proporcionar prazer a si próprio, resultantes da ação prevalecente deste agregado. Evita, ou minimiza, que a excessiva preponderância de qualquer dos outros agregados predomine sobre o conjunto desarmonizando a estrutura interior. Tenta dividir a carga de força e influência. Possibilita a aprendizagem e, possivelmente, a realimente. Desenvolve conceitos de lógica, abstração, etc. É como o cérebro e o coração funcionando harmoniosamente, de outra forma seria um verdadeiro caos. Daí pode-se ter ações devidamente equilibradas. 
Sendo os Skandhas corpos formados por agregação, não possuindo em si e por si consistência e materialidade, construções que produzem construções que produzem construções que produzem construções... Infinitamente...


É como se estivéssemos constantemente acumulando karma ao mesmo tempo em que o dissolvemos e o produzimos. Vida após vida tentando reverter esta situação, dissolvendo mais que produzindo. Se o conseguimos, gradativamente, a custa de grande esforço, vida após vida, chamamos a isto evolução, senão...


No Oriente  ensina-se que as voltas infinitas dos ciclos desta “Roda” podem ser paradas e a “Roda” extinta, dissolvida em si mesma. É isto que chamam  Nirvana, Nibbana, a Suprema Libertação, a Grande Extinção, que ocorre, também, em conjunto com o Samadhi, Satori, a Suprema Beatitude, o Divino Êxtase, a Suprema Fusão, a Perfeita Reabsorção em Deus, O Princípio Criador. Uma vez atingido tal  estado, todos os Skandhas são automaticamente dissolvidos, desintegrados, sendo a sua “matéria”, corpo de energia e estrutura energética, desfeitas e reincorporadas à massa da  “matéria” Cósmica Universal.


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A experiência do Self em William James e no Budismo:
Por: Mariana Tavares Ferreira

Universidade Estadual do Rio de Janeiro/UERJ e Universidade Estácio de Sá/UNESA

Pelo pensamento budista, configurando-se como o coração de sua prática.   Anatta, no páli, ou anatman,   em   sânscrito,   geralmente   traduzido   como   não-eu,  é  considerado  como  o conceito  diferenciador  do  Budismo  com  relação  aos  outros  sistemas  filosóficos  da  Índia. Uma  outra  tradução,  ao  nosso  ver  mais  adequada,  seria  a  de   ausência de substância inerente.


O  termo  skandhas   teria  sido  então,  um  subterfúgio  utilizado  pelo  Buda,  para explicar como “montamos” o nosso eu, já que ele é vazio de substância. Porém mais do que  explicações,  eram  ensinamentos  para  serem  refletidos  e  experimentados  através  de determinadas   técnicas   psicofísicas   inspiradas   no  Yoga,  que  nós  ocidentais  chamamos genericamente  de  meditação.  Como  no  método  introspectivo  jameseano,  trata-se de uma focalização  da  atenção  nos  próprios  processos  mentais  e  corporais  (que  no  budismo,  e no  pensamento  antigo  de  forma  geral,  não  se  encontram  separados).  Por  exemplo,  Buda propunha  que  se  prestasse  atenção  às  partes  do  corpo.  Que  é  o  corpo?  De  que  é  feita esta entidade aparentemente tão sólida e permanente?


Como se houvesse um saco com uma abertura em uma extremidade cheio de vários tipos de grãos, como arroz sequilho, arroz vermelho, feijões, ervilhas, milhete, e arroz branco, e um homem com vista boa o abrisse e examinasse: “Isto é arroz sequilho, arroz  vermelho,  feijões,  ervilhas,  milhete,  e  arroz  branco”;  da  mesma  forma,  um bhikkhu examina esse mesmo corpo... repleto de muitos tipos de impurezas: “Neste corpo existem cabelos... e urina”.   (SUTTA PITAKA, Majjhima Nikaya 10; 2004, sem paginação.)


Notem  que  “neste  corpo  existem  cabelos”,  que  caem  a  todo  momento...  e  “urina”, que  está  dentro  dele  mas  logo  estará,  se  tudo  correr  bem,  fora.  Uma  observação  atenta  do corpo  nos  dá,  portanto,  a  idéia  do  quão  impermanente  é  isso ao que atribuímos tanta solidez e unidade.


Skandha  quer  dizer  “amontoado”,  “coleção”  ou  “porção”.  Encontramos  também o  termo  agregados. Nos  textos  os  skandhas  são  descritos  separadamente,  mas  eles devem  ser  entendidos  como  um  único  movimento.  Tamanha  a  rapidez  com  que  se  dá,  o processo  escapa  a  nossa  percepção  comum.  Seriam  eles:  forma,  sensação,  percepção, formações   disposicionais e  consciências.   Como   o   Buda   teria   ensinado,   nem   “a consciência  é  o  eu”  e  nem  tampouco  “o  eu  é  possuído  de  consciência”,  sem que com isso  se  suponha  “a  consciência  como  estando  no  eu”  ou  o  “eu  como  estando  na consciência”.  (SUTTA  PITAKA,  Samyutta  Nikaya  XXII.93;


contato entre os “objetos” e os   “sentidos”, no próprio processo cognitivo, que emerge a consciência.  O  interessante  é  que  este  processo  não  é  meramente  perceptivo,  no  sentido passivo  que  costumamos  atribuir  ao  termo.  Envolve  também  a  ação  ou  certos  impulsos (percepção)  para  com  relação  ao  objeto  baseados  na   sensação  (agradável,  desagradável ou  neutra) e  também  a  formação  de  determinados  hábitos  ou  disposições  de  ação  para com  aquele  objeto.  É  exatamente  aqui  que  a  meditação  entraria,  buscando  criar  um intervalo  nesse  processo,  tomando  como  objeto  da  atenção  um  aspecto  aparentemente muito  simples:  a  própria  respiração.  Busca-se  assim  criar  um  espaço  de  liberdade  nesse ciclo   extremamente   rápido   e   impulsivo   de   ações   perceptivamente   guiadas,   para   que possamos agir de forma diferente, mais livre e criativa.


Buddha,  cuja  raíz  buddh  quer  dizer   despertar,  acordar  ou  iluminar  é  um  título, um   título   para   alguém   que   atingiu   a   outra   margem   da   existência   e   libertou-se   da ignorância  que  produz  o  sofrimento  humano.  Essa  questão  do  sofrimento  tem  dado ensejo  a  muita  interpretação  errônea  do  budismo,  como  uma  espécie  de  pessimismo, porque   para   nós   sofrimento   tem   fortes   conatações   psicológicas   negativas,   como angústia,  dor,  enfim,  sofrimento  aqui  não  tem  este  sentido.  Não  é  apenas  uma  questão humana,     psicológica:   é        uma    espécie         de      sofrimento     universal         decorrente    da transitoriedade  a  que  toda  a  existência  está  submetida. 

Talvez  uma  melhor  tradução  seja insatisfatoriedade:   no   pragmatismo,   poderíamos   fazer   um   paralelo   com   o   estado   de dúvida  que  nos  impulsiona  para  outras  perquirições.  Portanto,  ele  não  tem  um  sentido estritamente  negativo.  Como  ensina  Leminski  (1987)  haveria  nas  línguas  indo-européias uma  palavra  que  significa  ser  objeto  de  uma  ação,  palavra  que  não  necessariamente  se associa a um sentido de dor, nem a um caráter depreciativo. Em grego, teríamos  o verbo
paskho, donde deriva passividade, paixão e padecer.


O interessante no budismo, ao contrário do que uma leitura apressada pode dar a entender,  é  que  não  é  exatamente  dessa  condição  transitória  que  decorre  nossa  dor, nossa  aflição.  Ela  decorre  de  uma  inabilidade  em  lidar  com  o  transitório,  de  uma  sede (tanha)  em  fixar-se  numa  forma  definitiva  ou  então,  de  buscar  refúgio  no  nada,  na negação  da  vida.  O  budismo  nos  aconselha  a  evitar  estes  extremos,  por  isso  ele  é conhecido   também   como   o   Caminho   do   Meio.   É   possível,   trilhar   um   caminho   de superação de nossa ignorância (avydia), e de fato, esse foi o maior legado de Buda, que, como Jesus Cristo, não deixou nada por escrito.


A   ignorância   que   devemos   superar   não   é   entretanto   algo   que   ainda   não saibamos,   mas   uma   ignorância   positiva,   por   assim   dizer:   trata-se  da  ignorância  que consiste  em  atribuir  aos  fenômenos,  principalmente  ao  nosso  self  um status  de solidez e substancialidade:  nosso  self   é  vazio  de  uma  substância  inerente.  Este  ensinamento  foi fortemente  enfatizado  no  Budismo  Mahayana,  constituindo-se  como  um  de  seus  pilares, através  da  noção  de  sunyata,  desenvolvida  pelo  filósofo  Nagarjuna,  que  viveu  cerca  de quatrocentos  anos  após  a  época  do  Buda  e  é  considerado  o  fundador  da  tradição Madhyamika (Caminho  do Meio).  Sunyata  geralmente  é  traduzido  como  vacuidade  ou não-substancialidade.  O  outro  pilar,  o  pólo  complementar  de  sunyata é  karuna  ou  a compaixão,  que  se  funda  não  num  sentimento  de  bondade  ou  piedade,  mas  na  própria experiência  de  não-substancialidade,  da  percepção  de  que  nada  é  em  si  mesmo,  mas apenas existe a partir das relações e da interdependência.


O   problema   do   sofrimento   relacionado   à   condição   temporal   da   experiência humana  não  é  exclusividade  do  Budismo,  várias  outras  filosofias  ou  darsanas  (pontos de  vista)  para  usar  a  terminologia  indiana,  procuraram  elaborar  vias  de  superação  desta condição. Por exemplo, a literatura das  Upanishad, que  começou a aparecer por volta de 800  a.  C.  e  foi  uma  primeira  “releitura”, digamos  assim,  da  antiga  tradição dos  Veda,  os mais antigos textos sagrados da Índia, defendia a idéia de que a superação da ignorância básica  do  ser  humano  seria  através  de  uma  relação  discípulo/mestre  (guru), na qual se busca  a  superação  das  categorias dualistas  do  pensamento  conceitual comum, de modo que  se  possa  vivenciar  a  identidade   entre  o  atman  (a essência) e brahman  (o substrato último  e  inexprimível  da  existência)  (GULMINI,  2002,  p.  30-1.)  No  entanto,  devemos ter  o  cuidado  de  não  equivaler  o  atman  ao  eu  pensante  da  psicologia  de  herança cartesiana,  uma  alma  ou  espírito  individual,  o  atman  é  mais  próximo  dos  sentidos  de psyche, o sopro vital que perpassa e anima todos os seres. Se não, vejamos:


O Eu habita todos os seres, ele está dentro de todos os seres; os seres, no entanto, não o conhecem; todos os seres são o seu corpo, ele os controla desde dentro. Ele não é visto, mas vê; não é ouvido, mas ouve; não é pensado, mas é o ‘pensador’ (manrt).  Ele  é  desconhecido  e,  contudo,  é  o  ‘conhecedor’  (...).  Ninguém  vê, exceto ele. Ele é o Eu, o Governante interior, o Imortal. (Brhadaranyakopanisad,
3.7, apud ZIMMER, 1991, p. 258.)


Já   os   ensinamentos   do   Buda  seria   considerados   como   “reformistas”   ou heterodoxos com relação à tradição dos Veda, isso porque o Buda irá discordar quanto à questão do  atman, “o eu que habita todos os seres”, propondo   a estratégia do  anatman. Vejamos as palavras atribuídas ao Buda no Discurso Curto do Rugido do Leão:


Embora certos contemplativos e brâmanes  reivindiquem apresentar a completa compreensão de todos os tipos  de apego...  eles  descrevem  apenas  a  completa compreensão  do  apego  a  prazeres  sensuais,  do  apego  a  idéias  e  do  apego  a preceitos  e  rituais  sem  descrever  a  completa  compreensão  do  apego  a  uma doutrina da existência de um eu.  (SUTTA PITAKA, Majjhima Nikaya 11; 2004, sem paginação.)


Através da leitura desta passagem, notemos que o Buda não Defende simplesmente a negação, o não-eu. Ele adota uma estratégia  pragmática,  procurando colocar  em  questão  doutrinas  metafísicas  e  verdades  preestabelecidas  em  prol  de  um incremento  da  experiência  humana. Sendo  assim,  uma  melhor  tradução  para  anatta  seria de fato  ausência de substância inerente, uma ausência que tem sua positividade e não é simplesmente   uma   negação,  o  não-eu. Uma ausência de substância que, como   no pragmatismo,  aponta para a dimensão da ação, onde tudo ainda está se fazendo, onde o que importa não é o ser ou o não ser, mas o vir-a-ser. A principal diferença com relação ao  pragmatismo  é  que,  mais  do  que  defender  um  pensamento  que  nos  incite  à  ação,  o budismo  é,  efetivamente,  uma  prática.  Para  saber  mais  sobre  ela,  propomos  que  se procure  o  mestre  mais  próximo,  ou  quem  sabe,  a  própria  vida.  Para  terminar,  uma história ou koan zen:

–Mestre, por favor, ensinai-me a verdadeira história do budismo.
Joshu respondeu-lhe:
–Terminaste a refeição?
–É claro, mestre, terminei.
–Então vai lavar suas tigelas! (DESHIMARU, p. 21, 1995.)
  
Referências Bibligráficas:
CALVINO, Italo. Seis Propostas para o Próximo Milênio . Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2001.
CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus. São Paulo: Palas Athena, 1994. COEN, Nissim. Dhammapada: a senda da virtude. São Paulo: Palas Athena, 2000.
DESHIMARU, Taisen. A tigela e o bastão: 120 contos zen. São Paulo: Pensamento, 1990. ELIADE, Mircea. Techniques du Yoga. Paris: Gallimard, 1948.
Mito do Eterno Retorno. São Paulo: Mercuryo, 1992.
Yoga: imortalidade e liberdade. São Paulo: Palas Athena, 1996.

FERREIRA, Aurélio B. de H. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
FERREIRA, Mariana. As Margens da Consciência: um estudo sobre o tema do self em William James e no Budismo. 2004. Dissertação. (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Medicina Social, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, 1998. v. 2. GLOSSÁRIO de termos Budistas em Pali. Disponível em:
<http://www.acessoaoinsight.net/glossario.htm>. Acesso em: 11 fev. 2004.

GULMINI, Lilian. O Yogasutra, de Patañjali: tradução e análise da obra, à luz de seus fundamentos contextuais, intertextuais e lingüísticos. 2002. Dissertação (Mestrado em Filosofia, Letras e Ciências Humanas) - Pós-Graduação em Lingüística – Área de Semiótica e Lingüística Geral, Universidade de São Paulo, São Paulo. Disponível para download em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-03122003-163103/>. Acesso em: 11 fev.
2004.

HANSON, Karen. Pragmatism and the secret self. Cognitio - Revista de Filosofia. São Paulo, n.
2, p. 28-45, 2001.
HARVEY, Peter. An Introduction to Buddhism: teachings, history and practices. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.
JAMES, Henry. A Fera na Selva. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
JAMES, William.  A Filosofia de William James: seleção de suas principais obras. Tradução de
Antônio Ruas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1943.


  


16.2 - CORPO FÍSICO:  

Níveis de organização estrutural que compõem o corpo humano:


1º Nível - Químico: inclui todas as substâncias químicas necessárias para manter a vida. As substâncias químicas são constituídas de átomos, e alguns deles, como o carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O), o nitrogênio (N), o cálcio (Ca), o potássio (K) e o sódio (Na) são essenciais para a manutenção da vida. Os átomos combinam-se para formar moléculas; dois ou mais átomos unidos. Exemplos familiares de moléculas são as proteínas, os carboidratos, as gorduras e as vitaminas.



2º Nível - Celular: As moléculas, por sua vez, combinam-se para formar o nível celular. As células são as unidades estruturais e funcionais básicas de um organismo. Entre os muitos tipos de células existentes em seu corpo estão as células musculares, nervosas e sangüíneas.



3º Nível - Tecidual: Os tecidos são grupos de células semelhantes que, juntas, realizam uma função particular. Os quatro tipos básicos de tecido são tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. 



4º Nível - Orgânico: Quando diferentes tipos de tecidos estão unidos, eles formam o nível orgânico. Os Órgãos são compostos de dois ou mais tecidos diferentes, têm funções específicas e geralmente apresentam uma forma reconhecível. Exemplos de órgãos são o coração, o fígado, os pulmões, o cérebro e o estômago.


5º Nível - Sistêmico: Um sistema consiste de órgãos relacionados que desempenham uma função comum. O sistema digestivo, que funciona na digestão e na absorção dos alimentos, é composto pelos seguintes órgãos: boca, glândulas salivares, faringe (garganta), esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, fígado, vesícula biliar e pâncreas. 



6º Nível - Orgânico: O mais alto nível de organização é o nível de organismo. Todos os sistemas do corpo funcionando como um todo compõem o organismo - um indivíduo vivo. 



Como ser vivo:

O organismo ou ser vivo, sob o ponto de vista da biologia, é um ser que:

  • É constituído por células;
  • Desenvolve-se e Cresce;
  • Responde a estímulos do meio;
  • Reproduz-se (à exceção de certos seres vivos como a mula).


16.2.1 - Sangue:  
A energia espiritual Vital, é que mantêm o corpo físico animado. Ela está em todas as células. A estrutura física precisa de um fluído, um líquido para que essa estrutura seja alimentada, esse líquido precisa ser ativo, vivo e ao mesmo tempo conduzir a ENERGIA VITAL em todos os pontos do corpo físico. Esse líquido é o SANGUE, que é ENERGIA que vai se transformando na medida que penetra na matéria e se transforma em sangue, que é a energia plasmada. Segundo André Luiz em Missionários da Luz: "... o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue ".
Sabemos pela medicina que O SANGUE é um tecido vivo que circula pelo corpo, levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos. Ele é composto por plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas.  O sangue é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno. Nas crianças o sangue também é produzido nos ossos longos como o fêmur. 

O sangue transporta a Hereditariedade, tem fundamental importância nos enlaces cármicos coletivos e individuais:" Na organização fetal, o patrimônio sangüíneo é uma dádiva do organismo materno. Logo após o renascimento, inicia-se o período de assimilação diferente das energias orgânicas, em que o “eu” reencarnado ensaia a consolidação de suas novas experiências e, somente aos sete anos de vida comum, começa a presidir, por si mesmo, ao processo de formação do sangue, elemento básico de equilíbrio ao corpo perispirítico ou forma preexistente, no novo serviço iniciado. 

O sangue, portanto, é como se fora o fluido divino que nos fixa as atividades no campo material e em seu fluxo e refluxo incessantes, na organização fisiológica, nos fornece o símbolo do eterno movimento das forças sublimes da Criação Infinita. Quando a sua circulação deixa de ser livre, surge o desequilíbrio ou enfermidade e, se surgem obstáculos que impedem o seu movimento, de maneira absoluta, então sobrevém a extinção do tônus vital, no campo físico, ao qual se segue a morte com a retirada imediata da alma" - Missionários da Luz - André Luiz.



De acordo com Professor Luiz Ferra Netto, em princípios do século XX (1905), Einstein deu a conhecer sua teoria especial da relatividade. Nela, o grande cientista estabeleceu que " matéria e energia são apenas duas manifestações diferentes da mesma realidade física fundamental e que podem converter-se, uma em outra, segundo a equação: E = m.c2 ".



Portanto o CORPO FÍSICO é a peça final, o DESFECHO do conjunto completo de um INDIVIDUO encarnado. UM CORPO FÍSICO sem o resto do conjunto é um CADÁVER. Não existe qualquer possibilidade de ser reanimado externamente, pois ele é o resultado de uma energia que se plasmou, desde a união sanguínea do pai (espermatozóide) e da mãe (óvulo). Daí começa o trabalho do sangue, da ação da energia vital materializada, sem o sangue, o corpo não anima-se, não irriga-se, não evolui, não se constrói pois ele é a própria energia. 

A medicina explica o funcionamento do corpo humano, baseada que o sangue, é o condutor da vida em todos os órgãos, e um dia vai descobrir, que a energia espiritual é o mesmo sangue, porém materializado, os religiosos, falam do mesmo principio, só que um fala da energia latente, o outro da energia plasmada.

Vampirismo, Larvas, Parasitas: Nas poças de sangues, são vistos por clarividentes, várias entidades astrais, como vampiros, larvas, parasitas astrais e etéricas, sorvendo a energia que se desprende no sangue que vai coagulando e perdendo sua essência. Essa energia e a mesma buscada por vampiros (seres humanos desequilibrados), , nos assédios em ataques-extrafísicos que anseiam energia, para prolongar suas vidas no plano astral.

6.3 - DUPLO ETÉRICO:
16.3.1 - DUPLO ETÉRICO:
Por Waldo Vieira - Livro Projeciologia
Definições: Duplo etérico, invólucro vibratório, energético, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste estruturalmente e circunvolve o corpo humano, estreitamente ligado à exteriorização de energias, ao cordão de prata, e aos centros de força ou chacras; agente energético íntermediário entre o psicossoma e o corpo humano.

Sinonímia: aerossoma I; armadura energética; casca luminosa; contracorpo; cópia vital humana; corpo aitérico; corpo Bardo (tibetanos); corpo biocósmico; corpo bioplásmico; corpo de vitalidade; corpo diáfano; corpo efêmero; corpo energético; corpo etérico; corpo lepto-hílico; corpo leptomérico; corpo ódico; corpo prânico; corpo unificador; corpo vital (rosacrucianos); djan; duplo vital; grande fantasma; lastro do psicossoma; ponte corpo-humano-psicossoma; pranamayakosha; primeiro corpo de energia; reboque energético; reflexo do corpo físico; umbra; veículo de vitalidade; veículo do prana; veículo energético; veículo semifísico; véu do corpo humano; véu etéreo.

Antiguidade: O duplo etérico, na condição de veículo energético, permanece sempre invisível à vista do homem comum. Foi conhecido como componente da individualidade (humana-espiritual) pelos antigos iniciados assírios, caldeus, chineses, egípcios, essênios e hindus.

Atualidade: Em nossos dias, o duplo etérico constitui ponto de estudo de ocultistas, rosacrucianos, teosofistas, iogues, etc. É ainda totalmente desconhecido pela Medicina convencional, sendo, no entanto, utilizado atualmente na prática para explicar os mecanismos de funcionamento da Homeopatia, da Acupuntura, do Do-in ou digitopressura, etc.

16.3.2 - PARA-ANATOMIA DO DUPLO ETÉRICO:
Contextura: O duplo etérico ultrapassa as linhas plásticas externas do corpo humano mais ou menos em um centímetro, apresentando contextura densa nos seres humanos primitivos, e contextura sutil e delicada nos seres humanos espiritualmente mais evoluídos.

Características: Dentre as características do duplo etérico destacam-se: forma humanóide geralmente maior do que a do corpo humano; corpo de vitalidade; doppelgänger (Alemanha); figura energética do corpo humano; luminosidade; coloração às vezes preta e branca; natureza híbrida ou estrutura física-extrafísica; diferenças no encarnado e no recém-desencamado; parece mais ligado ao centro de força umbilical ou área do plexo solar; etc.

Não atua como veículo separado, não possui órgãos, não possui consciência, porque não porta nenhum para-órgão como o cérebro ou outros do corpo humano, ele é apenas um elo um canal mediador, unificador entre dois planos, também é o veículo no qual a energia pranica age.

Nadis: Na para-anatomia do duplo etérico devem ser considerados os chacras, a aura humana, e os milhares de nadis (acupuntura), ou pequenos canais de circulação energética, que formam uma trama no interior e na superfície do duplo etérico, e que transmitem a energia às células do corpo humano.

Bibliografia: Aliança (13, p. 151), Andréa (33, p. 24), Andreas (36, p. 86), Babajiananda (65, p. 58), Battersby (92, p. 22), Besant (129, p. 37), Carton (252, p. 98), Castaneda (258, p. 201), Cavendish
(266, p. 83), Champlin (272, p. 165), Crookall (343, p. 118), Guéret (659, p. 60), Hodson (729, p. 39), Holroyd (736, p. 97), Kilner (843, p. 38), Leadbeater (897, p. 71), Maes (983, p. 141), Perkins (1236, p. 51), Powell (1280, p. 100), Prieur (1289, p. 106), Steiger (1601, p. 113), Vieira (1762, p. 73), Walker (1781, p. 53), Wang (1794, p. 187), Xavier (1881, p. 99).
Livro Projeciologia.
 
16.3.3 - ESTRUTURA FUNCIONAL DO DUPLO ETÉRICO:  
Aos  que permitem-se ver por meio da percepção extra-sensorial, com lucidez e estudar detalhadamente a de densidade, em física, expressa a relação entre a massa de um corpo e seu volume. Nos estados conhecidos e ponderados da matéria, existem diversos graus de densidade. Por analogia, deve-se admitir que também no estado etérico existam diversos graus de densidade.

Sobre esta base analógica, passaremos a descrever o que pudemos observar em relação ao corpo etérico humano (ou corpo eletromagnético). A fundamentação desse corpo está estabelecida por princípios correntes. A observação do mesmo é realizada por percepção extra-sensorial.

Observam-se quatro distintos graus de densidade em relação à energética humana (examinar a figura ao lado: A camada mais densa nº 1, que interpenetra e ultrapassa ligeiramente o organismo físico (Também é a Ponta do Cordão Astral que está ligado a nuca do corpo físico); a seguir, em ordem a camada 2, um pouco mais sutil, após camada Nº 3, um pouco mais sutil e de menor densidade, e que fica compreendida entre as duas anteriormente assinaladas. A camada 4 interpenetra o plano astral em sutiliza, embora seja um pouco mais densa (ponta do cordão astral que fica ligado a para-nuca do corpo astral) .

E importante destacar que mesmo a camada mais densa (Nº 1) do corpo etérico humano é mais sutil que o tipo de éter "ambiental” através do qual se propagam as radiações, a luz, o calor, etc. Significa que a energética etérica humana é sempre mais refinada que a energética etérica (ou substância etérica) utilizada nesses processos físicos.

Quanto ao aspecto morfológico dessas camadas, sua espessura, numa pessoa adulta de saúde normal, é de aproximadamente um centímetro cada uma. A camada mais densa, além de ultrapassar nessa medida o organismo, interpenetra-o totalmente, como já foi dito.

A distribuição dessa energética etérica é praticamente a mesma em todas as zonas do corpo, acompanhando a sua forma. Aparece assim uma espécie de "duplo", mas de natureza etérica.

Para o clarividente que estuda os etérico como Dora Van Gelder Kunz, uma das autoras do livro Os campos de Energia Humana, O CORPO ETÉRICO parece uma teia de linhas de força finas e brilhantes numa pessoa saudável , se projetam formando um ângulo reto com a superfície da pele. Em cada órgão do corpo físico existe uma constante circulação de energia etérica.

Possuem basicamente duas cores, cinza azulada pálido ou cinza violeta levemente luminoso e tremeluzente, como as ondas de calor sobre a terra em dias quentes. Numa pessoa normal se projeta de 5 a 7 centímetros além do corpo físico desaparecendo gradualmente no oceano circundante. Sua textura pode ser fina ou grosseira, variando de indivíduo para indivíduo.

O que se nota, é que as primeiras camadas 1ª e 2ª estão relacionadas com a vitalidade do corpo físico. Qualquer pessoa pode treinar e ver até a segunda camada, numa parede branca ou cinza ou uma cor pálida, pode-se perceber essa aura etérica, inclusive notar que atrás na NUCA existe uma concentração mais luminosa, que é a atividade  cerebral intelectual de uma pessoa, um aluno numa prova concentrado, a luminosidade é intensa porque ele está concentrado.

16.3.4 - DUPLO ETÉRICO COMO ESCUDO DE PROTEÇÃO:
Mais além existe uma teia sutil de textura extremamente delicada que se limita com o plano astral e esta atua como uma barreira natural entre o corpo etérico e astral além de proteger o indivíduo quanto à abertura prematura da COMUNICAÇÃO entre esse dois níveis (mundos).
(1)
c.w. Leadbeater descreve essa teia como uma trama apertada, composta por uma única camada de átomos etéricos que separam os chakras situados ao longo do corpo. Ela é na verdade um DISPOSITIVO de proteção, e quando é danificado pode trazer sérios transtornos de ordem mental e até física.

- O alcoolismo pode levar ao DELIRIUM TREMENS, o uso de drogas em excesso ou alucinógenos, podem romper essa proteção, temporariamente, ou definitivamente como em alguns casos de ESQUIZOFRENIA, que danifica definitivamente essa teia de proteção bem no chakra coronário, e causa visões que são distorcidas pelo onirismo, causada pela danificação de células neurônicas, influenciando a capacidade mental de raciocinar ordenadamente.

Existem remédios que diminuem o fluxo mental na região fechando temporariamente essa abertura, mas não curando. Por isso alguns pacientes ficam abobados, fora do contexto, mas sem as visões que os deixam ansiosos e fóbicos.

Num indivíduo saudável existe um relacionamento ordenado e fluxo ritmado entre todos os campos de energia.

Mas note que o medo e a depressão, tendem a reduzir o fluxo de energia, afetam órgãos como os rins, que deixam de funcionar normalmente pelo tempo de ação dessa falta de fluxo no local. Mas o excesso de energia é tão prejudicial quanto à escassez.

Se o fluxo de energia for excessivo demais, ele tende a gastar-se depressa demais, resultando no esgotamento do reservatório de energia do corpo. A tensão exaure energias, que afeta o chakra cardíaco, pode levar a problemas cardíacos e insuficiência renal. Os problemas de nível emocional causam problemas tão complexos que é difícil determinar em qual órgão vital ele irá se manifestar.

 Os chakras (centros de usinagem das energias mentais, astrais e etéricas), são capazes de transformar essas energias de nível para nível.

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(1) A teia protege todo o corpo, inclusive a entrada do chakra, só deixando passar a energia vital. Nos médiuns essa teia está comprometida, rompida ou não existe, logicamente em determinados chakras, até para diferenciar os tipos de mediunidade existente.
 
Livro: Chakras - Os campos de Energia Humana – Shafica Karangula e Dora Kunz;
Biopsicoenergética  - Livio Vinardi


16.4 - ENERGIA VITAL:
Sinônimia: Perietérico, Vitalidade, Princípio Vital, Prana, Combustível, Fluído Vital, fluído cósmico universal, éter, energia negra.

16.4.1 - TEOSOFIA:
Annie Besant, em seu livro  O HOMEM e seus corpos, afirma textualmente:

"a Força vital (Prana), percorre os nervos do corpo, permitindo-lhes que transmitam força motriz e sensibilidade às impressões externas. Os poderes do pensamento, do movimento e da sensibilidade não residem na substância nervosa física ou etérica; constituem atividades do Ego, que operam nos seus corpos mais internos, e a sua expressão no plano físico torna-se possível graças ao "sopro de vida" que percorre os filamentos nervosos e envolve as células nervosas.

Porque Prana, o "sôpro de vida", é a energia ativa do Ego, segundo nos dizem os ensinamentos de Shri Sankarâchârya, As funções do duplo etérico consistem em servir de intermediário físico para a manifestação desta energia. É êste o motivo por que muitas vêzes o denominam na nossa literatura "veículo de Prana".

16.4.2 - BIOPSICOENERGÉTICA:
Energética egóica e combustível perietérico por Lívio Vinardi:
Dentro do campo que denominamos "astral interno", as energias mais nobres (as mais sutilizadas que cada ser humano possui, como resultado da metabolização e transmutação de energias de planos mais densos) são as que se denominam "egóicas".
Tais energias correspondem aos valores vibracionais mais altos (maior energia quântica), e normalmente se encontram no campo superior, isto é, a partir da zona do plexo cardíaco para cima, tomando como referência o organismo humano. Logicamente, estas energias formam radiações em quantidade e qualidade diretamente proporcionais à sua magnitude, e podem chegar a ocupar - sempre em relação ao corpo físico do organismo áreas consideráveis.

16.4.2.1 - PERIETÉRICO:
Quanto ao que a biopsicoenergética chama de "energia perietérica", trata-se de uma substância sutil particular. Por suas características, constitui o que poderia ser chamado de "combustível", utilizado no plano etérico pelo ser humano para abastecer os processos relativos à economia energética desse piano.

Para darmos uma idéia mencionaremos que a energética perietérica está situada entre o corpo etérico e o corpo astral. Os sentidos de giro de cada uma destas três partes são tais que elas se amalgamam (o etérico e o astral giram no mesmo sentido; o perietérico, no sentido contrário).

Ao nascer, o ser humano traz consigo um quantum  de energia perietérica ou "combustível" (bateria), que vai consumindo no decorrer de toda a sua existência. À medida que vai utilizando-o, a espessura dessa camada diminui.
Numa criança, a espessura média é de cerca de 50 à 60 centímetros.

O tratamento mais amplo dessa energética escapa ao alcance do presente trabalho; mas é fácil concluir que o rendimento e longevidade do ser humano dependem do uso inteligente que se faça da própria energética perietérica.

16.4.3 - ESPIRITISMO:

PRINCIPIO VITAL:
  • O  princípio vital tem por fonte o fluido universal. 
  • É o que chamais fluido magnético, ou fluido elétrico animalizado. 
  • É o intermediário, o elo existente entre o Espírito e a matéria.
Livro dos Espiritos - questão 65
Principio Vital é o  princípio da vida material e orgânica, qualquer que seja a fonte donde provem, princípio esse comum a todos os seres vivos, desde as plantas até o homem. Pois que pode haver vida com exclusão da faculdade de pensar, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz achando-se a matéria em dadas circunstâncias. Segundo outros, e esta é a idéia mais comum, ele reside em um fluido especial, universalmente espalhado e do qual cada ser absorve e assimila uma parcela durante a vida, tal como os corpos inertes absorvem a luz.

Esse seria então o fluido vital que, na opinião de alguns, em nada difere do fluido elétrico animalizado, ao qual também se dão os nomes de fluído magnético, fluído nervoso, etc.   (Ver: Ectoplasma )
Livro dos Espíritos - Introdução II

Vitalidade se acha em estado latente, quando o agente vital não está unido ao corpo. O conjunto dos órgãos constitui uma espécie de mecanismo que recebe impulsão da atividade íntima ou princípio vital que entre eles existe. Ao mesmo tempo que o agente vital dá impulsão aos órgãos, a ação destes entretém e desenvolve a atividade daquele agente, quase como sucede com o atrito, que desenvolve o calor.
Livro dos Espíritos -  questão 67

Princípio Vital - há o conceito espírita e o científico. O que a Ciência admite, atualmente, é que, até a simples partícula sub-atômica é formada a partir de um agente estruturador (frameworker) externo ao Universo e que atuaria sobre nossa energia fundamental, estruturando a dita cuja. A partir daí, outros agentes também externos seriam capazes de reunir estas partículas, formando átomos, moléculas e corpos.

Ao passarmos da vida mineral para a vida biológica, o que se conclui é que esses agentes possuem, além da capacidade estruturadora uma condição capaz de dotar tanto os vegetais quanto os animais de vida.  Então esses agentes seriam os detentores do princípio vital correlato com o ser biológico que estruturasse.

No caso dos animais, esse princípio vital se materializaria no corpo somático sob forma de alma.

Não sou detentor da verdade. Mas, estas explicações são calcadas no que já se sabe. Quando eu não tiver condições de responder usarei a mesma franqueza, desde 1975, Murray Gell Mann, à frente do acelerador de partículas da Stanford University, ao analisar os choques entre um elétron e um pósitron (ou anti-elétron, partícula anti material correspondente ao elétron), confirmou que Werner Heisenberg (Princípio da Incerteza) tinha razão em dizer que as partículas das emissões tinham vontade própria, como se fossem comandadas por um agente, agente esse que não poderia pertencer ao domínio Universal dito material.

Com isso, nasceu a tese de que, para que a energia cósmica fundamental, em si, fosse modulada, dando origem às partículas, seria preciso que houvesse um agente externo ao Universo atuando nos campos em torno da estrela Alfa Centauro, agregando a poeira cósmica, provavelmente, para formar um sistema planetário e agentes externos atuando sobre possíveis cometas de água do sistema planetário solar, desviando suas trajetórias. Isto foi descoberto a partir da ação dos mesmos agentes sobre a sonda Pioneer 1, praticamente desativada.
Texto de Carlos de Brito Imbassahy

O fluido cósmico universal penetra os corpos, como um oceano imenso. É nele que reside o princípio vital que dá origem à vida dos seres e a perpetua em cada adormecido onde a voz de um ser não o chama. Toda criatura, mineral, vegetal, animal ou qualquer outra - porquanto há muitos outros reinos naturais, de cuja existência nem sequer suspeitais - sabe, em virtude desse princípio vital e universal, apropriar as condições de sua existência e de sua duração.
Gênese - capítulo VI  - item 18 - Allan Kardec

O princípio vital é efeito e causa. A vida é um efeito devido à ação de um agente sobre a matéria.  Esse agente, sem a matéria, não é vida, do mesmo modo que a matéria não pode viver sem esse agente.  Ele dá a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.
Livro dos espíritos - questão 63

Fluído Vital:
Há na matéria orgânica, um princípio especial, inapreensível e que ainda não pode ser definido: o princípio vital. A química, que decompõe e recompõe a maior parte dos corpos inorgânicos, também conseguiu decompor os corpos orgânicos, porém jamais chegou a reconstituir, sequer, uma folha morta, prova evidente de que há nestes últimos o que quer que seja, inexistente nos outros. 

Na combinação dos elementos para formarem os corpos orgânicos, desenvolve-se eletricidade. Os corpos orgânicos seriam, então, verdadeiras pilhas elétricas, que funcionam enquanto os elementos dessas pilhas (bateria) se acham em condições de produzir eletricidade: é a vida, e que deixam de funcionar, quando tais condições desaparecem: é a morte

Segundo essa maneira de ver, o princípio vital não seria mais do que uma espécie particular de eletricidade, denominada eletricidade animal, que durante a vida se desprende pela ação dos órgãos e cuja produção cessa, quando da morte, por se extinguir tal ação.
ALLAN KARDEC
Trabalho de João Gonçalves Filho  (Vida - 3349)

16.5 - CORPO ASTRAL:
16.5.1 - Sinônimos:
Alguns nomes dados ao corpo astral: Kâma Rupa (em sânscrito: kama = desejo; rupa = corpo), também conhecido como corpo de desejos, corpo emocional ou corpo astral, designa na teosofia e em algumas correntes rosacrucianas, um dos princípios da constituição humana. Corpo da Alma, Perispírito (definição do Espiritismo, por Allan Kardec), corpo emocional, invólucro espiritual, Ka (egito), segundo corpo (parapsicologia), psicossoma (projeciologia e André Luiz), metassoma, modelo organizador biológico, modelador do corpo físico, fantasma (Sylvan Muldoon), Corpo Sutil, corpo invisível, corpo oculto, corpo luminoso, corpo flutuante, corpo gêmeo, cópia, corpo ígneo, corpo egóico, duplicata, corpo de energia, eu astral, segundo eu, corpo extrafísico, corpo sideral, corpo borboleta, corpo celestial, corpo brilhante, corpo da ressurreição, corpo espiritual (Paulo de Tarso), corpo extra, doppelgänger (alemanha), corpo fluídico (Leibnitz), Nephesh (cabala), Aerossoma II, paracorpo, corpo sutil, Ser Natural e tantos outros ...

16.5.2 - Definição:
Sede da Emoção, dos desejos, seres comandados pelas emoções, são influenciadas por energias do meio onde vivem.

Veículo da consciência que atua no Plano Astral (plano espiritual extra-físico), o corpo astral foi construído, a partir da concepção, molécula por molécula sendo uma duplicata, perfeita nos mínimos detalhes.

16.5.3 - Para-Anatomia do Corpo Astral:
O Espírito tira o seu invólucro semimaterial do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa. Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro. 
Livro dos Espíritos - questão 94.


O perispírito, formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética (elemento genético) conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno.

Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir. 


Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço. 



O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução. 



O ROTEIRO - Emmanuel 1952


16.5.4 - Diferenças entre Corpo Astral de um Encarnado:
O psicossoma do encarnado, trás atrelado o duplo etérico, que trás consigo toda a estrutura dos chakras, cordão astral, perietérico, o que torna o perispirito mais denso, não permitindo ao homem comum num desdobramento, não ir a viagens astrais em dimensões superiores e muito além da crosta terrestre. (Ver soltura do Duplo Etérico).

Clarividentes experimentados, conseguem perceber a diferença de um encarnado projetado fora do corpo de um desencarnado, através de sua visão paranormal. Alegam que o encarnado possui uma leve nuvem em volta e sua transparência varia muito de pessoa para pessoa. Embora morfologicamente o corpo astral de um encarnado seja igual, eles possuem densidades diferentes, porque o corpo astral do encarnado possui em sí mais materialidade, no caso densidade etérica.

Peso:
Segundo Waldo Vieira o peso básico de um corpo astral (Psicossoma) encarnado  é: um milésimo do peso do seu corpo humano.

16.5.5 - CARACTERÍSTICAS:
Espiritismo & Ciencia Especial- nº 10 - Perispírito
Autor: Aluney Elferr
obs: O nome Perispirito foi trocado propositalmente por Corpo Astral (Psicossoma)

16.5.5.1 - PLASTICIDADE:
O perispírito se molda de acordo com o pensamento, no caso do encarnado com a memória molecular do corpo físico. Neste caso sendo uma cópia autentica do corpo físico. Porém nos espíritos livres dos laços fisiológicos, nota-se que este passa a ser controlado pela emoção, quer consciente ou inconsciente, no caso de alguns espíritos se apresentarem rejuvenescidos, após desencarnarem.

Contudo a possibilidade de alterar a indumentária psicossomática é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco de cada alma. Por assim dizer depende de sua organização interna, emocional, porque muitas vezes espíritos desequilibrados mergulham que causam grandes transformações em seus psicossoma, chegando a casos de MONODEISMO, (idéia fixa), o que causa um processo involutivo, chegando a gravidade da ovoi-dização.

Casos de Zoantropia, que é a capacidade da ideoplastização do corpo astral, em transformar-se em animais, ou formas animalescas.

Muitos espiritos, moldam-se de acordo com o meio ambiente em que vivem, como auto-defesa, em figuras horripilantes, outros, o são até por produzirem emoções pesadas, de ódio, vingança, rancor, idéias destrutivas.

16.5.5.2 - DENSIDADE:
Como dissemos no Início, o corpo astral (psicossoma) é formado também por fluidos; ainda que não sejam totalmente eterizados, também não são totalmente materiais.

A densidade do corpo astral (psicossoma) varia também de indivíduo para indivíduo; em Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos espíritos inferiores, ao contrário, se aproxima da matéria, e é o que faz os Espíritos inferiores de baixa condição conservarem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. A densidade psicossômica varia de acordo com a evolução do Espírito, ditando, então, seu peso e também sua luminosidade, pois quanto menor a densidade do corpo astral (psicossoma), menor seu peso e maior a luminosidade.

16.5.5.3 - Ponderabilidade:
Sob os aspectos físicos, a matéria sutil - o corpo espiritual - em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida.

Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização psicossomática tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, ditada sobretudo pelo estado de moralidade do Espírito. Nossa posição determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o habitat que lhe compete. Significa que, embora possa parecer fisicamente imponderável - porque não é matéria densa - não deixa de apresentar certo peso. Este é variável em cada região ou esfera, uma vez que, sendo matéria (ainda que tênue),

submete-se aos princípios gravitacionais que  imperam no  meio em que se situa e do qual se nutre.

16.5.5.4 - LUMINOSIDADE:
Assim como muitas outras características, a luminosidade também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos.   

A intensidade a luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam e enfraquecem a condição de luminosidade do Espírito.

Sabemos que quanto mais o Espírito evolui, naturalmente mais etérea e pura se torna sua condição vibracional energética. Uma vez que a energia, em diversos níveis vibracionais ou velocidade de movimento, produz luminosidade  - dependendo da frequência em que se encontram operando - Quanto mais evoluída uma entidade, maior será sua frequencia vibracional e por conseguinte, maior será sua luminosidade, consequentemente, uma entidade com pouca evolução, terá uma menor frequencia vibracional e uma menor luminosidade.

A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva quanto maior o seu adiantamento. Assim sendo, de alguma forma o Espírito é o seu próprio farol luminescente; verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem em grande capacidade se acham na obscuridade.

Note-se que a luz espiritual nada tem com a luz conhecida em física, a radiação eletro-magnética. A luz emitida por fontes como lâmpadas fluorescentes ou de mercúrio, por exemplo, diante de uma presença espiritual, chega a parecer a mera claridade emitida por uma vela.

16.5.5.5 - PENETRABILlDADE:
Caso o Espírito apresente as necessárias condições mentais, a natureza etérea do corpo astral (psicossoma) permite que o Espírito atravesse qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opõe obstáculo; ele atravessa a todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes.

Todavia, verifiquemos que existem Espíritos que não conseguem atravessar alguns obstáculos, pelo simples motivo de não saberem que podem fazê-lo. A ignorância, ou até mesmo a incerteza, diminuem suas aptidões, potenciais e, conseqüentemente, seu poder de ação nas mais diversas áreas. Gabriel Delanne escreveu que "[ ... ] Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar passagem a um corpo estranho. 

Os académicos de Florença tinham demonstrado este ponto fazendo violenta pressão sobre a água encerrada em uma esfera de ouro; ao fim de pouco tempo, via-se o líquido transmudar por pequenas gotas na superfície da esfera. Verificamos, por esses diferentes exemplos, qual a matéria pode atravessar a matéria. É preciso empregar a pressão ou calor para dilatar as substâncias que se quer fazer atravessar outras. Isso é possível e necessário porque as moléculas do corpo que atravessa, não adquirindo o grau suficiente de dilatação, ficam encerradas umas contra as outras. Mas se pusermos um estado da matéria em que as moléculas sejam muito menos aproximadas e eminentemente ténues, poderá ela atravessar todas as substâncias.

16.5.5.6 - VISIBILIDADE:
Aos olhos físicos, o corpo astral (psicossoma) é totalmente invisível; todavia, não o é para os Espíritos. No caso dos menos evoluídos, só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral. Já os Espíritos superiores, podem perscrutar a intimidade perispiritual de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. Mostram-no bem, por exemplo, os trabalhos de esclarecimento espiritual, em que os Espíritos superiores responsáveis revelam, por meio dos dialogadores encarnados, a realidade do sofredor, conduzindo ao entendimento, auscultando seu corpo astral (psicossoma), e também as sessões de cura, em que os médicos espirituais detectam os sinais patológicos presentes no psicossoma do enfermo.

Finalmente, quanto à possibilidade de alguns médiuns videntes verem o corpo astral (psicossoma), muito raro são os que, em verdade, possuem as necessárias condições para distingui-lo, ainda que eventualmente, entre as projeções que formam a aura.

16.5.5.7 - TANGIBILlDADE:
Sendo o corpo astral (psicossoma) também matéria, com o devido apoio ectoplásmico poderá se tornar materialmente tangível, no todo ou em parte. Esse fenômeno também é chamado de teleplastia; nele o corpo astral (psicossoma) do desencarnado ou até mesmo do encarnado se envolve, por assim dizer, com as condições energéticas do ambiente e de algum médium capaz de emprestar recursos energéticos através do duplo etérico, fomentando matéria necessária para revestir o corpo astral (psicossoma) com a energia necessária para o aparecimento.

"Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser apalpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras" (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, cap 1, II Parte, n. 57).

16.5.5.8 - SENSIBILIDADE GLOBAL:
Quando encarnado, o Espírito registra impressões exteriores por meio de vias especializadas, identificadas no corpo somático, e que compõem os órgãos dos sentidos; sem o corpo físico, sua capacidade de perceber se amplia extraordinariamente pois, livre das peias somáticas, a percepção do meio que o envolve já não depende dos canais nervosos materiais. O que acontece é uma espécie de registro global do corpo astral (psicossoma), ou seja, uma percepção que o Espírito realiza com todo o seu ser. Assim, vê, ouve e sente com o corpo espiritual inteiro; uma vez que as sedes dos sentidos não se encontram numa localização específica e limitada, que se observa no estado de encarnação, os sentidos e capacidades se ampliam.

Neste capítulo, ganham destaques os fenômenos chamados por nós de transposição de sentidos, que mostram a possibilidade de algumas pessoas mais sensíveis perceberem os estímulos por vias físicas totalmente impróprias para isso, explicando, assim, que a sensibilidade global do corpo astral (psicossoma) pode se exteriorizar mesmo estando o Espírito encarnado, ainda que em casos excepcionais.

16.5.5.9 - SENSIBILIDADE MAGNÉTICA:
Sendo o corpo astral (psicossoma) um campo de força a sustentar uma estrutura semi-material, apresenta-se impressionável pela ação magnética, sendo ele mesmo uma criação vibratória do Espírito.

Sabemos que somos criados pela mesma matéria, no seu sentido original; e essa matéria, que, em diferentes estados, dá origem a tudo, é energia pura. Sendo o corpo astral (psicossoma) também oriundo dessa matéria, que é o Fluido Cósmico Universal (FCU), o Espírito se torna suscetível às influências da energia ambiental que o envolve (psicosfera), e é essa propriedade que lhe permite absorver, assimilar e também transmitir a energia espiritual que capta ou recebe. A exemplo disso, temos o precioso processo do passe: o Espírito, acumulando energias e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste, psíquicas e vitais, para a transmissão dos recursos de cura.

16.5.5.10 - EXPANSIBILIDADE:
Já nos diz Kardec, em O Livro dos Espíritos, na questão 400, “ ... o  Espírito aspira incessantemente a libertação".

Entretanto, conforme suas condições o corpo astral (psicossoma) pode se expandir, inclusive aumentando o campo de percepção sensorial. É a expansibilidade do corpo astral (psicossoma) que faculta o processo de emancipação da alma. Expandindo-se, o corpo astral (psicossoma) pode chegar a um estado inicial de desprendimento, em que a percepção se torna acentuadamente mais aguda, podendo, a partir daí, se for o caso, evoluir para o desdobramento, envolvendo outra propriedade do corpo astral (psicossoma), que é a bio-corporeidade.

A expansibilidade psicossomática, aliás, está na base dos principais processos mediúnicos; por exemplo, é a exteriorização do psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual; e também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contato corpo astral (psicossoma) a corpo astral (psicossoma), que marca o fenómeno chamado de incorporação, seja psicofonia ou psicografia.

16.5.5.11 - BIOCORPOREIDADE:
Termo criado pelo grande codificador Kardec, relacionando-o ao fenômeno de desdobramento. Embora de certa forma seja uma expressão mais adiantada da expansibilidade, define-se particularmente como uma notável faculdade do corpo astral (psicossoma) que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento. Poderíamos dizer, com muita cautela, "fazer-se em dois", no mesmo lugar ou em lugares diferentes.

É um processo que ainda chegaremos a descobrir com mais claridade. Mas graças a essa propriedade o corpo astral (psicossoma) pode se apresentar biocorpóreo, ou seja, com um corpo igual ao físico da atualidade, fluídico, com maior ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e até tocado, como acontece em muitos casos.

Fenômeno absolutamente natural, nos dizeres de Kardec: "...tal fenômeno, como todos os outros, se compreende na ordem dos fenômenos naturais, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural" (Obras Póstumas, pp. 56 e 57).

16.5.5.12 - UNICIDADE:
A estrutura psicossomática, como reflexo da alma que é, não é igual a outros corpo astral (psicossoma)s, como a rigor não existem almas idênticas.

Obviamente, no decorrer do processo evolutivo, diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que, entretanto, a individualidade deixe de ser preservada.

"A idéia do grande todo não implica, necessariamente, a fusão dos seres em um só. Um soldado que volta ao seu regimento entra em um todo coletivo, mas não deixa, por isso, de conservar sua individualidade. O mesmo se dá com as almas que entram no mundo dos Espíritos, que, para elas, é igualmente um todo coletivo: o todo universal" (Kardec, Allan. Iniciação Espírita. 13 Ed. Sobradinho, DF: Edicel, 1995, p 213. Trad. Caibar Schutel).

Nessa direção está registrado em O Livro dos Espíritos, nas questões 149 a 152, que a alma sempre conserva sua individualidade, a refletir em seu perispirito (corpo astral = psicossoma).

16.5.5.13 - MUTABILIDADE:
No decorrer do processo evolutivo, se o corpo astral (perispírito) não é suscetível de se modificar no que se refere à sua substância, ele o é com relação à sua estrutura íntima e sua forma. Sabemos que, por meio da ação plastizante, o Espírito pode mudar seu aspecto, por exemplo; porém, tal fenômeno envolve apenas modificação transitória e superficial, sustentada transitoriamente pela mente.

Desde as formas dos seres antigos, até o homem e o anjo, uma longa escala é percorrida. E quanto mais progride a alma, através das sucessivas transformações, mais apurado vai se tornando seu veículo espiritual e, conseqüentemente, mais delicada a sua forma.

Poder-se-ia   assentar que o desenvolvimento do corpo astral (psicossoma), através dos milênios incontáveis, passa, como formação rudimentar, pelo estágio vegetal, viaja pelo reino animal, como uma prato-estrutura psicossômica, chegando então à dimensão hominal como veículo elaborado, sensível e complexo, a refletir as próprias condições da alma que surge vitoriosa, tocada pelo Pensamento Divino.

O tempo, pois, constrói, com a evolução da alma neste e em outros mundos, a própria eterização do corpo astral (psicossoma).

O item 186 de O Livro dos Espíritos nos esclarece a respeito da condição do corpo astral (psicossoma) mais aperfeiçoado que chega a confundir-se com a própria alma, como segue:

"Haverá mundos onde o Espírito, deixando de  revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o Perispírito?  

 R:-  Há, e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros."

16.5.5.14 - CAPACIDADE REFLETORA:
O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais.

O corpo astral (psicossoma) é suscetível de refletir a glória ou viciação da mente. Por isso, a atividade mental nos marca o corpo astral (psicossoma), identificando nossa real posição evolutiva.

Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual, produzindo dois tipos de efeitos:

1) gera na aura a sua imagem, conhecida hoje como forma-pensamento, variável de acordo com a carga emocional, inclusive sob o aspecto cromático, como demonstram técnicas e testemunhos incontestáveis;

2) dimensão física, influindo na fisiologia dos centros vitais, repercute nos sistemas nervoso, endócrino, sangüíneo e demais vias de sustentação do edifício celular, marcando-lhe o desempenho regular ou não, na economia vital.

16.5.5.15 - ODOR:
O corpo astral (psicossoma), a se refletir na aura, se caracteriza também por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos.

A literatura mediúnica contém - em especial as obras de André Luiz - descrição de regiões infestadas de miasmas pestilentos, a exalarem odores tão fétidos que se tornam quase insuportáveis para os Espíritos mais sensíveis. Tais odores brotariam da podridão fluídica característica desses ambientes e, ao que se sabe, dos próprios corpos astrais (psicossomas) de seus habitantes.

Todas as criaturas vivem cercadas pelo seu próprio halo vital das energias que lhes vibram no íntimo do ser. Esse halo é constituído por partículas de força a se irradiarem por todos os lados e direções, de si para o ambiente, impressionando-nos o olfato de modo agradável ou desagradável, segundo a natureza do indivíduo que as irradia; cada criatura se caracteriza pela vibração, exalação que lhe é peculiar, aqui e em todos os mundos.

Em alguns trabalhos no campo do labor mediúnico e da fluido terapia, médiuns chegam a captar odores agradáveis ou não, indicativos, inclusive, da evolução dos Espíritos presentes. Odores esses que não se confundem com aqueles oriundos da manipulação ectoplásmica, e que chegam a impressionar uma assistência por inteiro, característica essa que nós mesmos já experimentamos na presença do dr. Bezerra de Menezes, em momentos de suas comunicações.

16.5.5.16 - TEMPERATURA:
Como, no desenvolvimento da atividade mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a avizinhação de algum espírito sofredor, como o inverso quando um espírito superior trás a sensação de bem estar, junto uma temperatura agradável se faz presente.

16.6 - CORPO MENTAL:
16.6.1 - SINÔNIMOS:
Kama-Manas, Manas Inferior, Mental Inferior, Ser Mental.

16.6.2 - DEFINIÇÃO:
Sede do Pensamento, do intelecto, do controle de si mesmo seres com o mental desenvolvido usam a razão e não a emoção. Seres comandados pelo pensamento, não sofrem influencias do meio ambiente.

Os corpos inferiores, pertencem ao plano concreto, onde a matéria se faz presente nos veículos no qual revestem o espírito e são chamados de corpos inferiores, justamente por serem inferiores eles precisam de um desenvolvimento. São corpos que podem, ser treinados e desenvolvidos para servirem como instrumento para a manifestação do Espírito.
 
16.6.3 - O PLANO MENTAL:
Texto abaixo retirado do Livro:
O HOMEM e os seus Corpos - Annie Besant
O mundo mental é o terceiro plano à nossa observação uma tríplice região, constando dos mundos físico, astral e mental - o nosso globo e duas esferas que o circundam - uma região que constitui o teatro da atividade humana durante as suas encarnações terrestres e onde o homem também reside durante os períodos que se interpõem entre a morte que encerra uma vida terrestre e o nascimento que dá início a outra vida.

Estas três esferas concêntricas formam a escola e o reino do homem; é aí que ele procede ao seu desenvolvimento; é aí que realiza a peregrinação do seu progresso; enquanto as portas da iniciação se não abrirem de par em par para lhe darem passagem, não poderá sair desses três mundos, pois para ele não há outro caminho.

O Devachân ou Devaloka, segundo o nome que lhe dão os teósofos, a terra dos deuses, a região feliz e bendita, como muitos lhe chamam nas tradições, acha-se incluída nesta terceira região que denominei mundo mental, não se identificando contudo com ela. O Devachân é cognominado de região feliz, devido à sua própria natureza e condição que de modo nenhum se coadunam com a tristeza ou com a dor. Constitui um Estado especialmente protegido, onde não é permitida a entrada ao mal positivo; é um lugar de repouso e de bem-aventurança onde o homem assimila serenamente os frutos da sua vida física.

É mister acrescentarmos umas palavras de explicação acerca do Plano Mental, a fim de se evitarem confusões. Neste mundo se acha igualmente subdividido em sete sub-planos, mas além disso oferece a particularidade de estas sete subdivisões se separarem em dois grupos distintos: um ternário e um quartenário. Os três sub-planos "superiores" são denominados em linguagem técnica "ARÛPA", ou seja, sem corpo, devido à sua extrema sutileza, ao passo que os quatro inferiores se chamam "RÛPA", ou seja, com corpo. O homem possui portanto dois veículos de consciência, nos quais é aplicável o termo "corpo mental". Aplicá-lo-emos, porém, exclusivamente ao veículo inferior, porque o superior é conhecido sob o nome de CORPO CAUSAL, mais adiante veremos as razões que determinaram esta designação.

Os estudantes de teosofia devem familiarizar-se com a distinção entre o Manas Superior e o Manas Inferior; o corpo causal pertence ao Manas Superior, ou seja, o corpo permanente do Ego, ou do homem, que persiste duma vida para a outra. O corpo mental é o do Manas Inferior, que continua a existir depois da morte e passa para o Devachân, acabando, porém, por se desagregar quando a vida na zona "rûpa" do Devachân chega ao seu termo.

16.6.4 - O CORPO MENTAL:
Este veículo da consciência humana compõe-se dos quatro sub-planos inferiores do Devachân, aos quais pertence. Constitui o veículo especial da consciência nessa região do plano mental, mas a par disso também trabalha no corpo astral e através dele no físico, produzindo tudo o que chamamos manifestações da inteligência no estado normal de vigília. Quando se trata de um homem pouco evoluído, este corpo não pode, durante a vida terrestre, funcionar separadamente como um veículo da consciência no seu próprio plano, e quando este homem exerce as suas faculdades mentais, é necessário que estas se revistam de matéria astral e física, para que ele adquira a consciência da sua atividade. O corpo mental é o veículo do Ego, do Pensador para todo o seu trabalho de raciocínio; mas durante os primeiros tempos do Ego, a organização desse corpo ainda é bastante imperfeita, o seu aspecto é fraco e indistinto como o corpo astral de um homem pouco evoluído.

A matéria de que se compõe o corpo mental é extremamente tênue e sutil. Já vimos que a matéria astral é muito menos densa do que mesmo o próprio éter do plano físico. Agora é mister dilatarmos ainda mais a nossa idéia acerca da matéria, a fim de concebermos a existência de uma substância invisível tanto à visão astral como à física, demasiado sutil para ser distinguida mesmo pelos "sentidos internos" do homem.

Esta matéria pertence ao quinto plano do universo, contando de cima para baixo, ou ao terceiro plano, contando de baixo para cima. Nesta matéria o Ego manifesta-se como inteligência, e no que se lhe segue mais abaixo (o astral), manifesta-se como sensação. O corpo mental apresenta uma particularidade ao mostrar a sua parte exterior na aura humana; à medida que o homem, na série das suas encarnações, se vai desenvolvendo progressivamente, o corpo mental cresce, aumenta em volume e em atividade. Constitui isto uma particularidade que até aqui se nos não tinha deparado.

Em cada encarnação é fabricado um corpo físico, que varia segundo a nacionalidade e o sexo; quanto às suas proporções, calculamos que tenham sido sempre mais ou menos idênticas desde os tempos remotos até aos nossos dias. O corpo astral, como observamos, desenvolve-se na sua organização, à medida que o homem progride. Mas o corpo mental, esse aumenta literalmente em volume com a evolução progressiva do homem. Se observarmos uma pessoa muito pouco evoluída, notaremos que o seu corpo mental dificilmente se distingue; acha-se tão fracamente desenvolvido que só à custa dum esforço se consegue vê-lo.

Se olharmos em seguida para um homem mais adiantado, que embora ainda não seja espiritual já tenha desenvolvido as faculdades mentais e educado a inteligência, veremos que o corpo mental desse homem se esforça por adquirir um desenvolvimento muito definitivo, e graças à sua organização, reconheceremos que se trata de um veículo da atividade humana. Constitui um objeto de contornos claros e nítidos, formado de material delicadíssimo, dotado de cores admiráveis, vibrando incessantemente com uma enorme atividade, cheio de vida e de vigor, sendo a verdadeira expressão da inteligência no mundo da inteligência.

A sua natureza, portanto, é uma essência sutil; as suas funções consistem em ser veículo imediato onde o Ego se manifesta como inteligência; quanto ao seu desenvolvimento, o corpo mental progride vida após vida, proporcionalmente ao desenvolvimento intelectual; e a sua organização também se vai tornando mais perfeita e definida, à medida que as qualidades e os atributos da inteligência se tornam mais conspícuos e distintos. Não constitui, como o corpo astral, uma cópia exata do homem, quando trabalha de acordo com os corpos astral e físico. Pelo contrário, tem uma forma oval e penetra, é claro, nos corpos físico e astral, envolvendo-os na sua atmosfera resplandecente, que tende sempre a aumentar com o progressivo desenvolvimento intelectual.

É escusado dizer que esta forma ovóide vai-se tornando um objeto admirável de beleza, à medida que o homem desenvolve as faculdades superiores da inteligência; a visão astral não o atinge, só se dá a conhecer à visão mais elevada que pertence ao mundo mental. Um homem vulgar que vive no mundo físico não vê nada do mundo astral, embora nele se ache imerso, até o dia em que despertam os seus sentidos astrais. Do mesmo modo, o homem que só tem os sentidos físicos e astrais em atividade não pode discernir o mundo mental, nem as formas compostas dessa matéria, a não ser que esses sentidos despertem nele.

16.6.5 - As Dimensões Superiores da Consciência
Texto Abaixo retirado do Livro:
OS CHAKRAS e os Campos de Energia Humanos - Shafica Karangulla, M.D. Dora van Gelder Kunz

o terceiro aspecto ou faceta do eu pessoal é o instrumento por meio do qual a mente se expressa; na literatura teosófica e esotérica ele é tradicionalmente chamado de corpo mental. Como já foi mencionado, do mesmo modo como o nível emocional ou astral possui uma freqüência mais elevada e um estado de materialidade mais sutil do que o etérico, o mental também tem uma contextura mais fina e se desloca com maior rapidez do que o astral.

Contudo, é preciso não esquecermos que o campo mental interpenetra os campos astral e etérico em todos os seus pontos, e ainda que o corpo mental também se harmoniza em estrutura com esses veículos. A dimensão mental está em constante interação com outros aspectos da personalidade durante toda a vida, e sua energia permeia todas as experiências, inclusive quando não estamos envolvidos em atividades intelectuais ou até mesmo pensando de forma consciente.

A energia oriunda do inesgotável reservatório do campo mental universal que jorra sobre os chakras mentais circula através do sistema de chakras mentais de uma maneira bastante semelhante à dos níveis astral e etérico. Contudo, a mente é mais complexa do que as emoções; ela possui na verdade duas funções ou aspectos primários que tornam possíveis a sutileza, a originalidade e o poder conceptual da mente, ao mesmo tempo em que ela pode nos conduzir ao falso raciocínio e à auto-ilusão. Em virtude da sua natureza de múltiplas facetas, os hábitos e padrões da mente podem não apenas afetar o processo da doença de maneira adversa, como também representar uma poderosa força para a saúde, o crescimento e a mudança.

No nível das experiências cotidianas, a mente é o instrumento que integra e interpreta o fluxo de dados sensoriais que nos chegam de todos os lados. Todos esses dados são processados e avaliados pelo cérebro/mente e aplicados ao nosso comportamento. Esse aspecto da mente fornece o bom senso que todos empregamos nos assuntos da vida quotidiana, e que percebe os relacionamentos entre as coisas, pessoas e eventos que dão a esses fenômenos contexto e significado.

A mente conceptual ou abstrata percebe um significado de ordem mais elevada: as ideias que dão significado aos eventos; as unidades que sustentam as variáveis da vida; a estrutura, proporção, equilíbrio, harmonia, ordem e legitimidade da natureza; o relacionamento entre a vida humana e a Terra, bem como entre o indivíduo e a humanidade. Essa dimensão da mente é um atributo humano universal, embora talvez não tenha o mesmo grau de desenvolvimento em todos nós.

O corpo mental humano é um ovóide, enquanto o corpo astral, asemelha-se ao corpo físico, mas o Corpo Mental é consideravelmente maior e menos denso do que este último. Suas cores e sua qualidade indicam com eficácia os interesses e os poderes mentais do indivíduo sejam eles latentes ou ativos, pois às vezes as habilidades que nascem conosco não se desenvolvem completamente durante a vida. Tudo isso aparece no Corpo mental, do mesmo modo como a aura astral revela de maneira precisa a vida emocional.

Tendo em vista a estreita ligação entre os campos mental e emocional, a mente é afetada pela emoção, do mesmo modo como os sentimentos são condicionados pelo pensamento. Esta é uma característica universal, mas quando desequilibrada ou fora de controle, a condição pode tornar-se patológica. Entretanto, quando a mente não é tolhida por estresses emocionais, ela é um instrumento delicado e flexível para a integração e assimilação de todos os níveis da experiência pessoal: mental, emocional e física.

O cérebro físico, à semelhança de um supercomputador, registra, armazena e reconstitui o que a mente descobre ou cria. A concepção do relacionamento mente/cérebro que emerge da nossa pesquisa é bastante diferente daquela gerada pela maior parte das teorizações psicofisiológicas. Longe de as considerarmos produto da atividade cerebral, julgamos que tanto a depuração do significado quanto a interpretação da experiência derivam de um nível mais profundo do eu. Essa percepção interior é então desenvolvida racionalmente pela mente e liberada para outro tipo de conhecimento, enquanto o cérebro, que é o instrumento da mente ou parceiro físico, registra as informações. Em outras palavras, a mente depende do cérebro para se expressar de forma física, mas ao mesmo tempo também transcende o mecanismo cerebral conseguindo até certo ponto compensar seus defeitos.

O corpo mental se estende cerca de noventa centímetros além da periferia do corpo físico, interpenetrando tanto o corpo astral quanto o etérico. O indivíduo que percebe o "Eu" mais em função dos seus pensamentos do que dos seus sentimentos, possui em geral um corpo mental mais brilhante e vital do que a média das pessoas, e, ainda, uma textura mais fina. Quando essa pessoa usa a mente, a energia sai e entra mais rapidamente dos chakras mentais, e todo o corpo mental se torna mais ativo e luminoso.

A velocidade através da qual a energia entra e sai dos chakras, o brilho das cores, o ritmo e o grau de luminosidade dos diferentes chakras indicam a qualidade do corpo mental (grau evolutivo da pessoa) e as áreas de desenvolvimento especial.

Quando o relacionamento é harmonioso desde o nível mental até o etérico, passando pelo emocional, o fluxo de energia através dos chakras exibe um padrão rítmico e desobstruído. Lamentavelmente, muitos seres humanos estão sujeitos a tempestades mentais ou emocionais e estresses periódicos, os quais, por sua vez, afetam os corpos etérico e físico.

As energias no nível mental são emitidas numa velocidade mais rápida, além de serem mais voláteis do que as energias inferiores. Na verdade, quando a energia entra e sai vigorosamente, o campo 'em volta do indivíduo se ilumina, o que afeta seu ambiente em proporção direta à força do pensamento. Desse modo, as idéias carregadas com poder mental influenciam fortemente outras pessoas.

Esse fato pode ou não estar diretamente relacionado com a verdade das idéias em si: idéias nobres suportam a prova da História contribuindo para o crescimento da cultura humana, mas as idéias errôneas podem dominar grandes grupos de pessoas quando são projetadas com grande força e convicção, como no caso do nazismo na Alemanha.

O poder transformador do pensamento, quando reforçado pela convicção, é bastante conhecido. A conversão religiosa é um dos exemplos; porém, num nível inferior, a capacidade de romper hábitos há muito existentes, como o fumo, resulta do poder mental de alterar o comportamento. Já não acreditamos mais no ditado, "Penso, logo existo", mas percebemos que aquilo que pensamos nos afeta fortemente, seja como indivíduos, membros de organizações ou cidadãos de uma nação. Na verdade, o objetivo ou caráter nacional depende amplamente da opinião de um povo sobre si mesmo.

De que forma essas idéias muito difundidas são transmitidas?

O efeito é parcialmente alcançado através da argumentação escrita e do discurso, mas principalmente através de um ponto de vista comum ou de uma concepção de mundo baseados numa forte imagem mental, a qual se tornou conhecida como forma-pensamento. A disseminação das idéias é alcançada através da habilidade da mente de construir uma imagem poderosa e bem definida dentro do corpo mental, e depois de dirigi-la na direção do objeto com clareza e intensidade. 

A capacidade de projetar claramente os pensamentos é um fator importante tanto na área do ensino quanto na vida política. Contudo, a habilidade de criar formas-pensamento poderosas também pode repercutir negativamente sobre nós, pois, se elas se tornam 'excessivamente rígidas, podem envolver-nos e aprisionar-nos no interior de um muro criado por nós mesmos, impedindo a entrada de novas idéias e de novas energias mentais. Tornamo-nos então radicais, ou fanáticos, rejeitando tudo que não corresponda à nossa interpretação da verdade.

16.6.5.1 -  As Formas-Pensamento:
Alguns clarividentes são capazes de ver as formas-pensamento dentro do corpo mental de um indivíduo. Uma conversa com a falecida Phoebe Payne Bendit, reconhecida como uma clarividente competente e experiente, ajudou bastante a esclarecer este assunto.

Ela contou o caso de um homem que a procurou afirmando estar possuído por diversos grandes músicos já falecidos, e que outros clarividentes haviam confirmado sua asseveração. Mas quando Phoebe Bendit o observou com cuidado, constatou que as figuras não eram em absoluto desses músicos há muito desaparecidos, e sim seus pensamentos ansiosos por serem satisfeitos que ele havia impregnado de seus desejos e esperanças. Ela avisou sua família que ele estava caminhando na direção de uma grave doença mental, o que, infelizmente, veio a ocorrer alguns meses depois, quando foi diagnosticada uma esquizofrenia paranóide e ele foi internado num hospital de doentes mentais.

Quando perguntaram à Sra. Bendit como ela distinguira a forma-pensamento do paciente de uma entidade astral verdadeira, ela respondeu: "Como se diferencia uma pessoa viva de uma estátua? Não é óbvio que uma está viva e a outra não? O mesmo critério se aplica ao plano astral e ao mental. Uma pessoa de verdade, mesmo já falecida, possui em tomo de si uma qualidade vital, movendo-se, mudando e reagindo ao que está ocorrendo. Uma forma-pensamento, ao contrário, não tem vida e é estática, e sua energia provém dos campos astral e mental do indivíduo que a alimenta."


A grande vantagem de sermos capazes de ver as formas-pensamento é que podemos ter consciência daquilo que estamos gerando, transformando-as em imagens mais construtivas. Mas mesmo quando não conseguimos vê-las através da clarividência, se percebemos que nossos pensamentos têm a capacidade de afetar diretamente outras pessoas e que os energizamos com nossas emoções, começamos a nutrir um certo grau de responsabilidade pelas nossas ações, e passamos até a reconhecer que os pensamentos são de fato um tipo de ação, na medida em que afetam o comportamento.

16.6.5.2 - O Efeito da Visualização
A habilidade de usarmos nossas mentes de forma construtiva para poder alcançar uma boa saúde e a auto transformação é literalmente assunto de centenas de livros atualmente oferecidos ao público. A maioria sugere métodos que podem ser empregados com um certo grau de sucesso, pois a mera convicção de que podemos operar a mudança e o crescimento pessoal já é bastante para dar início ao processo. Em virtude do interesse demonstrado por diversas técnicas que empregam não apenas a visualização como também diferentes formas de relaxamento e/ou de meditação, realizamos uma investigação exploratória das maneiras como os estudantes usam algumas dessas técnicas.

Descobrimos que determinados membros do grupo que estudamos não possuíam qualquer habilidade de perceber uma imagem mental. Quando fechavam os olhos, a única coisa que percebiam era um espaço vazio e a escuridão. A maior parte dos estudantes, com tudo, eram capazes de manter nos olhos da mente o objeto que lhes era solicitado visualizar, como o rosto de um amigo ou simplesmente uma figura geométrica colorida. Quando lhes perguntávamos como percebiam essa imagem mental, a maioria afirmava visualizar o objeto afastado de si, a uma distância de cerca de vinte centímetros à frente dos olhos, como se estivessem lendo um livro. Outros declaravam visualizar o objeto dentro da cabeça, normalmente nos lobos frontais do cérebro, embora alguns dissessem que o viam na parte posterior do cérebro, na região occipital. Houve também um grupo bem pequeno que disse que conseguia não apenas pensar no objeto como também percebê-lo como uma imagem cintilando diante de seus olhos sem uma localização específica.

Na maioria dos casos, a imagem mental formada permaneceu estática. Embora a manutenção dessa imagem possa ser um excelente exercício de concentração mental, exercerá pouca influência sobre os campos mental, astral e etérico a não ser que ela seja energizada e se tome dinâmica. Se, por exemplo, uma pessoa estiver emocionalmente perturbada e lhe pedirem que visualize um disco verde sobre a região do plexo solar para que se acalme, esse disco deverá ser percebido como uma luz verde penetrando no seu plexo solar harmonizando desse modo toda a região abdominal. Em outras palavras, para que a forma-pensamento seja eficaz, precisa manter sua dinâmica.

Numa outra experiência, pediram a DVK que observasse o efeito sobre o chakra laríngeo de VPN enquanto esta visualizava determinadas cores e formas geométricas. Nada foi dito a DVK a respeito dos símbolos que estavam sendo empregados, e ela devia apenas observar seus efeitos sobre o citado chakra, que estava levemente imperfeito.

VPN visualizou inicialmente uma figura azul-violeta em forma de diamante que media alguns centímetros e estava situada na frente do chakra laríngeo. DVK não informou qualquer efeito. O segundo símbolo visualizado foi um objeto dourado em forma de diamante. DVK informou que a imagem estava acelerando levemente o chakra laríngeo, mas que o efeito era mais visível no nível astral do que no etérico, onde o símbolo não parecia atingir o núcleo do centro.

Quando um diamante azul-prateado foi visualizado, o chakra astral também foi afetado, mas não o etérico. A conclusão pareceu ser que quando a visualização nada mais é do que um exercício puramente mental, ela não dá a impressão de afetar os chakras. Por outro lado, estes reagem à visualização de um símbolo que tenha alguma importância ou um significado interior para quem está realizando o exercício, como foi comprovado pelo emprego eficaz da visualização em alguns pacientes.

16.6.5.3 - Os Chakras Mentais
Os chakras do corpo mental se harmonizam com os do nível astral e etérico, processando energia e atuando como meio de troca com o campo mental universal. Cada chakra mental também está estreitamente ligado à sua contraparte de maior freqüência no nível intuitivo (búdico). Eles formam em conjunto um sistema estreitamente integrado que poderia ser concebido como uma grade tridimensional, na qual as energias se deslocam lateralmente através de cada sistema de chakras e também verticalmente entre os diferentes níveis. A energia do nível mental se desloca mais rapidamente e numa freqüência mais elevada do que a do emocional, do mesmo modo como a do emocional é mais elevada do que a do etérico.

A energia do campo mental se reduz à medida que passa pelos chakras, podendo desse modo ter um efeito direto sobre o corpo físico se não for bloqueada no nível emocional, o que algumas vezes ocorre.

A freqüência da energia que flui para os chakras depende do desenvolvimento mental do indivíduo. Quando ocorre um distúrbio em um dos centros mentais, ele é transmitido para os níveis emocional e etérico, mas o mais comum é que o distúrbio aconteça no nível astral. Uma perturbação astral não apenas afeta o chakra etérico como também inibe a energia oriunda do nível mental. Todo o processo é bastante complexo.

Quando existe um relacionamento harmonioso entre os vários aspectos da personalidade, a energia flui rítmica e livremente de nível para nível. Lamentavelmente, esse equilíbrio é bastante raro, uma vez que as pessoas interrompem a harmonia de diversas maneiras: através do estresse, da ansiedade, da rigidez mental e das perturbações emocionais, e muitas outras. Quando essas condições persistem, o corpo físico acaba sendo afetado de forma desfavorável.

À semelhança dos chakras astrais, a velocidade com a qual a energia entra e sai dos vórtices; o brilho das cores, o ritmo e a luminosidade dos diferentes centros indicam à qualidade e o poder da mente, bem como as áreas de desenvolvimento ou habilidade especial.


16.6.6 - A PROJEÇÃO DO CORPO MENTAL:


Texto retirado do Site:

http://www.ippb.org.br - Wagner Borges

O corpo mental é o veículo através do qual a consciência se manifesta no plano mental. Em relação à nossa concepção material, este corpo é algo bastante diferente, pois está sujeito à leis diversas das que estamos acostumados e sobre as quais pouco ou nada conhecemos. Considerando a partir de uma análise tridimensional, o corpo mental não é de modo algum um corpo, nem subjetiva nem objetivamente, já que ele não está submetido à ação do tempo, do espaço e da forma. É um conglomerado de energias sutis, apresentando-se como uma neblina ovalada de cor branca, dourada ou azul.



Assim como o psicossoma interpenetra o corpo físico durante a vigília física, o corpo mental interpenetra o psicossoma. Obviamente que a expressão "interpenetrar" não se aplica ao corpo mental e deve ser entendida entre aspas, pois cada um desses veículos de manifestação existe em dimensões diferentes.



Da mesma forma que o psicossoma é considerado como o corpo dos desejos e das emoções, o corpo mental é considerado o corpo do intelecto e do sentimento elevado. Seu desenvolvimento é contínuo e sua forma ovalada aumenta em cada reencarnação de acordo com o nível evolutivo da consciência. A energia que o forma é tão sutil que não é percebida diretamente do plano físico, sendo necessário ter os sentidos mentais e intuitivos bastante desenvolvidos para percebê-lo.



A comunicação entre dois corpos mentais dispensa códigos, pois ocorre de pensamento a pensamento, em seqüências telepáticas dinâmicas e extremamente rápidas.



Da mesma forma que o cordão de prata une o psicossoma ao corpo físico, o corpo mental é ligado ao psicossoma através de um conduto energético bastante sutil denominado "cordão de ouro".



A projeção mental ocorre quando o corpo mental se projeta para fora da paracabeça extra-física do psicossoma diretamente para o plano mental.

Essa experiência transcendente pode se dar de duas maneiras:

1) O corpo mental se projeta em um só estágio, deixando o psicossoma no interior do corpo físico.
2) O corpo mental se projeta em dois estágios: no primeiro, se projeta junto com o psicossoma para fora do corpo físico; no segundo, se projeta para fora do psicossoma, deixando-o flutuando nas proximidades do corpo físico ou em alguma dimensão do plano astral.


16.7 - CORPO CAUSAL:
O Mental Superior (Causal):
16.7.1 - SINÔNIMOS: Corpo Causal, Manas Superior, Buddhi-Manas, Ser integral, Sutrâma Reencarnador, fio-ego, Corpo Buddhi, corpo de Manas, Eu superior, super-Ego.
 
16.7.2 - DEFINIÇÃO: Sabemos que todos os corpos do agregado espiritual estão interligados pelo cordão de prata e pelos cordões fluídicos dos chakras. Assim, o Mental Superior mostra em sua anatomia essa ligação energética, com bastante clareza. É preciso passarmos a conhecer a constituição anatômica do Mental Superior.

É constituído de nove pétalas mais apétala nuclear, sendo que cada pétala corresponde a um dos corpos do agregado espiritual e pode demonstrar importantes características para diagnósticos claros e precisos. Seguindo a seqüência numérica crescente, temos:

Pétala numero 1 mostrando a ligação com o CORPO BUDHI e suas três almas: CONSCIENCIAL (lembranças de vidas ocorridas há mais de 700 anos); INTUITIVA (lembranças de vidas entre 300 e 700 anos) e MORAL (lembranças de vidas vivenciadas há menos de 300 anos).

Nessa pétala poderemos observar de que época estão brotando os eventos desarmônicos propulsores de dificuldade da consciência física. As alterações na abertura dessa pétala podem propiciar sérias dificuldades. A diminuição da abertura (estreitamento) significa baixo fluxo de informações e experiências já vividas necessárias ao processo de aprendizado contínuo.

Já o aumento (alargamento) da abertura superior da pétala correspondente ao CORPO BUDHI, mostra um grande fluxo de lembranças de outras vidas, podendo incorrer na esquizofrenia. Pétala número 2 mostra a ligação com o próprio Mental Superior. Nessa pétala, podemos observar sinais de obsessão, auto-obsessão ou simbiose.

Estes sinais poderão ser observados nas demais pétalas, com exceção da número 1 e da número 10. A abertura na ponta desta pétala, apresentar-se-á concomitante à abertura das pétalas 3, 8 e 9 (Mental inferior e Átmico), SOMENTE para indicar o grau de elevação espiritual. São poucos os encarnados que possuem essa abertura.
Fonte: Fabiana Donadel - Grupo Espírita Ramatís - Lages - SC

16.7.3 - MEMÓRIA DO SER HUMANO:
Segundo Annie Besant, este corpo, é o receptáculo, o reservatório, onde todos os tesouros do homem se acham acumulados para a eternidade e vai sempre se desenvolvendo E ACUMULANDO vivências.

É no corpo causal que são assimiladas todas as experiências do ser humano, todas suas reencarnações, intermissões, aquisições esxperimentais do espaço-tempo, os gérmens de todas as qualidades afim de serem transmitidas para as próximas reencarnações. Portanto as manifestações inferiores dependem inteiramente do progresso e do desenvolvimento deste homem. O corpo causal, é um corpo que se constrói na medida que o ser humano evolui. 

Todas as ações, são impregnadas ao corpo causal, que se liga como uma ponte energética ao corpo mental inferior que está interpenetrado no corpo astral, que está interligado molecularmente ao corpo físico. Esta ponte assimila as experiencias, porém nem todos os seres tem acesso a essa memória em sua integralidade, porque determinados laços energéticos são bloqueados, como exemplo: Lembrar de vidas passadas. Porém na medida que o ser humano evolui, esses laços vão sendo construídos e desbloqueados, aparecendo gradativamente nos seres mais evoluídos espiritualmente.

Porém o corpo Causal é um receptáculo tanto do mal como do bem, ele é tudo o que resta depois que o homem se descarta dos corpos INFERIORES (Corpo físico, Duplo Etérico, corpo Astral e Mental Inferior). As energias doentes, que são sentimentos e emoções geradas por essa degradação, impregna o corpo causal, que leva o espírito a buscar reencarnações na terra afim de tratar diretamente essas energias opacas, que causam manchas terríveis (infra-vibracionais) e impedem o corpo causal de crescer (sofrendo pressões de contrações). É da natureza do Corpo Causal se expandir e brilhar como espírito que busca a evolução,vibrante, luminoso, livre de sentimentos como a tristeza, egoístas, ambição, raiva, ódio, rancor, baixa estima, desequilíbrios de ordens vibracionais.

Por isso o Ego com ansiedade de evoluir, busca nos planos concretos, o mundo das manifestações temporais, para tratar essas energias, no caso REENCARNAR no mundo físico, onde a energia plasmada pode ser melhor tratada, usando um tempo bem menor.
Fonte: Baseado no Livro O HOMEM e seus Corpos de Anie Besant, textualizado por Beraldo Figueiredo

Consciência Nível/Estágio/Envoltório de Consciência Corpo-Energia
Sono Profundo (Informe) (sushupti) 5. Anandamayakosha(espírito - bem-aventurança) Corpo Causal (karana-sarira)
Sonho (svapna-sthana) 4. Vijnanamayakosha(buddhi; mente superior)
3. Manomayakosha(manas; mente)
2. Pranamayakosha(emocional-sexual)
 
Corpo Sutil(suksma-sarira)
Vigília (jagarita-sthana) 1. Annamayakosha (sensório-motor) Corpo Bruto(sthula-
Tabela produzida por Ken Wilber

16.7.4 - Manas, Buddhi-Manas ou Manas superior (corpo causal)
Os Vedas o chamam de Vijnanamayakosha.  É a luz da mente que conecta a Mônada dual (Atma-Buddhi descritos adiante), o nosso “Eu superior”, ao eu inferior descrito anteriormente. Segundo Paramahansa Yogananda, “é uma matriz ideativa para os corpos astral e físico”

Segundo ele, o corpo causal compõe-se de 35 idéias elementares do Espírito, correspondentes aos 19 elementos do corpo astral e aos 16 elementos químicos materiais básicos do corpo físico Existe em uma outra dimensão, a dimensão da intencionalidade, ou dimensão hárica.

É a parte nossa responsável pelo nosso pensamento abstrato, o qual é trazido à consciência física quando “desce” ao hemisfério cerebral direito. É o nosso “corpo” sutil que nos diferencia dos animais, nos capacita a noção abstrata de infinitude e nos abre a possibilidade de tomar as rédeas de nosso desenvolvimento. É a nossa alma humana possuidora de todas as nossas qualidades essenciais em latência, que, à medida que se desenvolve, confere ao homem características divinas que o distinguem do selvagem, possuidor de uma alma que é uma pedra preciosa ainda por lapidar. Dessa forma vemos que um corpo causal desenvolvido nos capacita a tomar parte ativa em nosso desenvolvimento.

A grande maioria das pessoas civilizadas do mundo atingiu, em sua evolução, o estágio em que o corpo astral é bastante desenvolvido, a mente inferior também é desenvolvida até um certo ponto, mas somente no caso de cientistas, filósofos e outros grandes pensadores, o corpo causal pode ser considerado atuante no sentido real do termo” .
Igbal Kishen Taimni (1.898-1.978)

Uma porção mais sutil do corpo causal, conhecida como Ovo Áurico, é o repositório da essência de todas as experiências vividas numa vida humana. Assim, é nele que ficam registradas todas os nossos hábitos e tendências  (nosso Carma ), bons e maus. Energias essas que, no processo de encarnação  são assimiladas em parte e manifestadas na personalidade que então se forma. Por isso se diz que ele é a matriz a partir da qual se desenvolvem os corpos astral e físico-etérico, ou, em outras palavras, o corpo causal é a causa do corpo astral e esse é a do físico-etérico.

O caminho para se chegar a ele, desenvolvê-lo, é através do corpo mental inferior.

Necessitamos desenvolver um corpo mental lógico para podermos desenvolver plenamente o corpo mental abstrato. O mesmo grau de dificuldade que se tem em perceber a existência do corpo etérico e do corpo astral separados do corpo físico, se tem em perceber a existência do corpo causal separado do astral.

Mohan Chandra Rajneesh – o Osho (1.931-1.990),
mestre espiritual hindu, o chama de Corpo Espiritual
Fonte:
Princípios Superiores - Escrito por Cláudio Azevedo

16.7.5 - Mental Superior e Mental Inferior
O homem pode ser portador de brilhante intelecto, fulgurante inteligência e outras características mentais de destaque, contudo, tudo isso não passa de uma manifestação do Mental Concreto, portanto, valores que podem ser conspurcados pela arrogância, vaidade, egoísmo, prepotência. São faculdades artificiais, sem consistência, não levando nada de positivo para o enriquecimento do Corpo Causal. Muito pelo contrário, servindo até de sério obstáculo à libertação do homem.
O verdadeiro Gênio, ou Jina é aquele que, embora possuindo os altos valores de uma inteligência superior, a mesma está isenta de qualquer mescla emocional de natureza tamásica ou astral inferior. Ele é portador da inteligência ou genialidade pura, não conspurcada por qualquer tipo de energia contaminada.

O Corpo Causal não é a Tríade Superior – O Eu Superior, ou Ego, é, como já vimos, a Tríade – Atman - Budhi – Manas. O Corpo Causal é apenas um estojo da substância do Mental Superior que expressa as qualidades adquiridas durante a encarnação da Mônada.
Embora o Corpo Causal tenha sua sede no “Chakra Cardíaco”, ele se expande no homem evoluído, formando aquilo que é conhecido por “Ovo Áurico”, com múltiplas formas, tamanhos, cores, luminosidades, etc.

Quando se atinge, na meditação, o estágio de Pratiaharara, a nossa mente alcança uma perfeita quietude, sem nenhum “vittris” a turbilhioná-la. Pode acontecer que se atinja um aprofundamento mental de alto nível, que transcenda o próprio Corpo Causal e se contate com Budhi e até mesmo com Atman. Quando os impulsos astrais e os tumultos mentais são dominados, no processo da meditação iniciática, a Voz do Silencio pode ser ouvida. Nesse estagio, cessa o raciocínio oriundo do Mental Concreto para dar lugar ao surgimento de uma energia espiritual de incalculável poder de penetração. A Mônada lança, então, sua benfazeja aura sobre a Personalidade.

Quem medita entra em contato com seu Mestre Interno que é o portador de todo saber universal. O carma negativo é gerado pela ignorância e quem tem a Sabedoria do Mestre é um sábio; dispõe de armas que eliminam qualquer circunstancia desfavorável que possa prejudicar a sua evolução e causar-lhe sofrimento e dor futuramente.

O primeiro passo na senda da iniciação será sempre o de conseguir a conquista do controle mental, sem o qual nada se logrará. Todos os Colégios Iniciáticos, seja do Oriente como do Ocidente, são unânimes em defender este princípio. O único caminho para se dominar a mente, ou seja, não permitir que vórtices vibratórios chamados pelos orientais de “vittris”, venham tumultuar a nossa mente, é inegavelmente a auto-educação mental através da meditação iniciatica constante. Esta verdade está expressa na figura excelsa de Budha, que aparece sempre em profundo estado de meditação nas suas imagens representativas. Estado designado pela palavra Sânscrita de Dhyana, cujos portais sagrados nos livram do mundo maiávico, gerador de dolorosos carmas.

Mental Superior – Enquanto o Mental Concreto é analítico, o Mental Abstrato é sintético, não se ocupa com formas, atua por lampejos instantâneos e globalizantes.



Uma criatura muito racional, acostumada a pensar elaborando imagens encontra grande obstáculo no mundo da abstração, onde se desconhecem as formas mentais definidas. Mesmo no mundo humano, um intelectual habituado à análise lógica não alcança os altos níveis de abstração dos filósofos Iniciados.

A Venerável Alice A. Bailey, teósofa americana dos idos anos vinte de nosso século, assim se expressou sobre o assunto em pauta:



O homem que contacta com o abstrato pouco se importa e se preocupa com a vida dos sentidos ou observações externas. Seus poderes são recolhidos, já não corre para fora em busca de satisfação. Vive calmamente dentro de si, buscando compreender as causas, ao invés de se deixar perturbar pelos efeitos. Aproxima-se cada vez mais do reconhecimento do UM que está imanente na diversidade exterior. À proporção que a Mente Inferior se subordina, os poderes do Ego afirmam sua predominância. 

A Intuição se desenvolve do raciocínio. O homem comum aceita o fardo cármico porque não sabe alterá-lo. Tem pouca força de vontade. O sábio apodera-se do seu destino e modela-o. O vicio pertence apenas aos veículos inferiores e não ao homem real no Corpo Causal. Nos veículos inferiores a repetição dos vícios pode provocar impulsos de difícil domínio. Será cortado pela raiz se o Ego criar uma virtude oposta. O Eu não pode assimilar nada de mal porque o mal não pode tocá-lo em nível de consciência. O Eu não é consciente do mal, nada sabe sobre o mal, não pode ser impressionado pelo mal.



Tudo quanto é mal, por mais forte que possa parecer, traz consigo o germe da sua própria destruição. O segredo reside no mal ser desarmonioso, portanto, contra as Leis Universais. Todo bem – estando em harmonia com as Leis Universais – é levado para frente por ela. Faz parte da corrente da evolução, jamais será destruído. Só o bom passará, o mau será rejeitado”.

Fonte: Azagadir

(FIAT LUX – caderno 5 – novembro 1995)

Site:

 
16.7.6 - O CORPO CAUSAL:
Texto retirado do Livro:
OS CHAKRAS e os Campos de Energia Humanos
O corpo Causal também é conhecido como Alma ou Espírito. O envoltório mais elevado do Eu, conhecido como buddhi (percepção interior, sabedoria, "visão clara" ou prajna), é chamado de "causal" porque, segundo o esoterismo, ele conduz a intencionalidade fundamental de ser do Eu, que é a causa última da nossa existência.
Não importa qual o nome, essa é a dimensão real, duradoura, da verdadeira existência dentro de cada um de nós - aquela que subsiste através de todas as mudanças e vicissitudes da vida, atribuindo-lhe significado e continuidade.

Essa dimensão espiritual é a origem de tudo que há de melhor em nós, podendo exercer uma poderosa influência no sentido do crescimento e da auto-transformação. De acordo com a doutrina da reencarnação, os frutos da experiência que transformamos em qualidades permanentes assinalam o crescimento ou a evolução do eu individual. Elas passam de vida para vida no interior do corpo causal que se toma uma combinação das qualidades mais elevadas do Eu: a percepção interior, a intuição ou conhecimento direto, a criatividade, a intencionalidade, o anseio de Deus ou do Bem, e as formas mais puras de amor e compaixão. Ele pode ser considerado o verdadeiro veículo da autopercepção, se com isso estivermos nos referindo à consciência universal focalizada no eu individual.

Sob o aspecto da clarividência, o corpo causal é pálido e etéreo, possuindo cores iridescentes como as de uma bolha de sabão. Ele foi chamado de Augoeides pelos gregos, a irradiação luminosa do Eu Espiritual, da qual a vida encarnada é apenas a sombra. Mas ele também é denominado "causal" porque reúne os frutos das nossas longas lutas e sacrifícios para ter mais entendimento, e é nele que se encontram as verdadeiras causas daquilo que somos aqui e agora as sementes das qualidades da nossa mente e do nosso coração.

Nesse nível, o Eu não é restringido pelos limites usuais de tempo, espaço e causalidade, sendo capaz de sentir a universalidade da vida além de perceber significados e relacionamentos que nos são amiúde ocultados durante a existência física.

O corpo causal não se desintegra com a morte como acaba acontecendo com os corpos astral e mental, perdurando vida após vida. No Tibete, os tulkus ou "encarnações" são considerados santos ou mestres que renascem repetidamente tendo acesso às mesmas lembranças e habilidades que possuíam anteriormente. Embora esses casos sejam raros, a dimensão causal contém a essência de toda a experiência terrena do indivíduo, e como está sempre presente, este registro é acessível a qualquer pessoa que tenha a capacidade de percebê-lo.

No caso de alguns de nossos pacientes, ficou claro para DVK que os problemas que encontrou tinham suas raízes em níveis além do físico, do emocional ou até do mental, e ela foi portanto buscar sua explicação num nível mais profundo, na dimensão causal.

Fonte:
OS CHAKRAS e os Campos de Energia Humanos - Shafica Karangulla, M.D. Dora van Gelder Kunz
16.8 - CORPO BÚDICO (BUDDHI - ALMA ESPIRITUAL):

 
16.8.1 - SINÔNIMOS: Corpo Cósmico, Alma Espiritual, Alma Divina, Corpo Búdico, Eu Sou, Ego Superior, Veículo de Manifestação de Atman, Buddhi.


16.8.2 - DEFINIÇÃO:Mohan Chandra Rajneesh – o Osho (1.931-1.990) o chama de Corpo Cósmico. É a nossa alma espiritual, chamada nos Vedas de Anandamayakosha.



É aquela parte responsável pela compreensão, discernimento, inteligência abstrata, sabedoria e intuição. Nos dá o sentimento de unidade interior com o Universo, com os Princípios Universais, aprovando ou desaprovando nossos usos do livre-arbítrio.



Enquanto Kama-Manas combina e coordena as vibrações provindas de nossos órgãos físicos dos sentidos, conhecendo e reconhecendo objetos, cabe a Buddhi compreender qualquer objeto. Essa compreensão das coisas gera a inteligência, a capacidade de compreender a importância e o significado do conhecimento obtido. Essa capacidade, quando voltada para os problemas mais profundos e fundamentais da vida, fazendo ver a vida e seus conflitos como são em sua essência, faz com que se desenvolva o discernimento entre o Real e o Ilusório.


E é esse discernimento que faculta ao homem a capacidade de reconhecer e compreender as verdades mais profundas, sem precisar usar a mente, o intelecto racional ou abstrato.

Mas para desenvolver plenamente Buddhi, nossa intuição, precisamos compreender e “controlar” Kama, nossas emoções. A uma personalidade regida e controlada pela diversidade de emoções fica difícil desenvolver a sabedoria e a intuição de Buddhi.
Mas desenvolver e controlar Kama-Manas, e conhecer e desenvolver Manas superior, não necessariamente traz a percepção direta da verdade da existência de Buddhi.



Para essa percepção não existe nenhum método ou caminho, é apenas uma dádiva divina (Cf. em “ILUMINAÇÃO”).



Buddhi é o veículo ou instrumento de manifestação de Atma.


Fonte: Princípios Superiores - Escrito por Cláudio Azevedo

16.9 - CORPO ATMICO:
16.9.1 - SINÔNIMOS: Corpo Nirvânico, Espirito Puro, ìntimo,  Atma ou Jiva, Eu Crístico, Eu cósmico, Eu Divino. Na realidade o termo CORPO não condiz com o plano abstrato, pois a manifestação do corpo (Ârupa = Sem Corpo) dispensa esse ferramental, por isso o nome: O IMANIFESTADO.

16.9.2 - DEFINIÇÃO: Procede da Vida Una, eterna e fundamental, sendo a vida que impregna a Mônada dual (Atma-Buddhi), o Espírito vivente bíblico. A Fonte Cósmica de Vida Una, quando embebe o corpo físico, denomina-se Prana e quando embebe nossa alma espiritual (Buddhi) denomina-se Atma.


Está unido com a ordem implícita do Universo, com O TODO de infinita paz e infinita alegria.



Mohan Chandra Rajneesh – o Osho - (1.931-1.990) o chama de Corpo Nirvânico.


Segundo José Lacerda de Azevedo: Alguns o chamam de "Eu Crístico, Eu Cósmico, ou eu Divino e constitui a Essência Divina presente em cada criatura. A linguagem humana é incapaz de descrever objetivamente o espírito. A milenar filosofia védica parece-nos mais esclarecedora.

Brahman, o Imanifestado, transcendente e eterno, ao se manifestar, torna-se imanente em sua temporária Ação; os indivíduos d’Ele emanados contém sua essência, assim como o pensador está em seus pensamentos. Assim, somos idênticos à Deus pelo Ser (Essência), mas diferentes d’Ele, pelo existir. Deus não "existe". Deus é, eternamente presente.


Daí porque Jesus afirmou "Vós Sois deuses". O evoluir do Homem consiste em viver e experienciar em todos os níveis da criação, desde o físico até o Divino ou Espiritual, para, desta experiência, recolher conhecimento e percepções que propiciam o desenvolvimento harmonioso de seu intelecto e sensibilidade de maneira a tornarem-no sábio e feliz. Ao longo de sua jornada evolutiva a criatura humana sofre sucessivas "mortes" e vai perdendo seus corpos, sem perder os "valores" inerentes a cada um deles. É como a flor que na sua expressão de beleza pura, contém a essência do vegetal por inteiro.

Fonte: Princípios Superiores - Escrito por Cláudio Azevedo

16.10 - Natureza do Homem em diversas Cultura:
Em todas as civilizações e culturas, desde as épocas mais remotas, o homem busca compreender sua essência íntima, ponto de ligação com a Divindade e fator de entendimento para o mistério da vida e da morte.
Denominada, simplificadamente, como Alma ou Espírito, representa a esperança na continuidade do ser e de sua vida de relações afetivas após a morte física, assumindo posição de destaque nas diversas filosofias e religiões.
Nos antigos povos da Ásia e do Egito surgem concepções bastante complexas e semelhantes sobre a natureza imaterial humana, frutos de uma mesma "raiz iniciática" de conhecimento.

CHINA: 
Na China antiga, ensinava-se que o corpo humano apresentava um complexo sistema de canais ou meridianos de energia, no qual circula a Força Vital ou Chi, responsável pela manutenção da vida e da saúde. A Medicina Tradicional Chinesa utiliza este sistema para tratar as enfermidades e os desequilíbrios orgânicos. Além desta força vital, acreditava-se na existência de uma energia ancestral (Tinh) associada à energia mental ou psíquica (Than), correspondendo ao conjunto dos sentimentos e pensamentos humanos. Como outras instâncias da individualidade humana, citam ainda a Alma Inferior, a Alma Superior e o Espírito Divino.

ÍNDIA: 
Na Índia dos brâmanes e budistas, entende-se que o corpo físico (Sthula Sharira) é envolto por um veículo composto pelo "éter", denominado Linga Sharira. Estas entidades, corpo físico e corpo etérico, são energizadas pela força vital ou Prana, uma corrente do oceano de vitalidade (Jiva) ou fluido cósmico universal. Como princípios intermediários, temos o corpo das paixões, das emoções e dos sentimentos (Kama-Rupa), a mente ou alma humana (Manas), que se divide em Manas Inferior (Intelecto) e Manas Superior (Consciência). Num nível acima teríamos a alma espiritual ou Buddhi, que é a manifestação da Sabedoria Celestial, intuindo o homem ao auto-aperfeiçoamento moral e espiritual. Como entidade máxima teríamos o Atma (Espírito), fonte primordial de onde emanam todas as demais manifestações.

EGITO: 
No Egito dos faraós, a constituição humana era compreendida, além do corpo material (Kha; Chat), pela aura ou invólucro etéreo (Ba; Anch), pelo veículo das paixões e emoções ou corpo astral (Khaba; Ka), pela alma animal (Seb; Ab-Hati), pela alma intelectual ou inteligência (Akhu; Bai), pela Alma Espiritual (Putah; Cheybi) e pelo Espírito ou Alma Divina (Atmu; Shu).
GRÉCIA:
Na Grécia antiga, Platão, elaborando as concepções de Sócrates, transfunde a idéia de que o homem era composto pela "dualidade corpo e alma" (Eu superior), intercalados pelos prazeres e pelas emoções (thumos ou coração). Aristóteles, seu grande seguidor, alterou a concepção do mestre, definindo a alma como o princípio vital e racional, material e espiritual, que habita o homem, misturando conceitos distintos (Aether, Quintessência, Alma), por não acreditar numa vida transpessoal após a morte física [Apoiado nos conceitos aristotélicos, São Tomás de Aquino (Idade Média) estrutura os fundamentos escolásticos da Igreja Católica, contrapondo-se às concepções re-encarnacionistas das escolas orientais]. 

Hipócrates, o "pai da Medicina", define a força vital (vis medicatrix naturae) como uma força instintiva e irracional, que se esforça para manter o equilíbrio das funções orgânicas, sem qualquer relação com o conceito aristotélico. Em linhas gerais, a filosofia grega reconhece no homem o corpo material (soma), a força vital (vis medicatrix naturae), a alma animal ou veículo das paixões e emoções (psyche) e a alma humana, mente ou intelecto (nous).


De Hipócrates até o século XIX, a Medicina foi influenciada pelo pensamento vitalista, que aceitava a existência de um princípio energético, vital, ligado substancialmente à materialidade orgânica, responsável pela manutenção da saúde do corpo físico. Personalidades como Erasistrato, Rhazes, Paracelso, Sydenham, van Helmont, Stahl, von Haller, Claude Bernard dentre outras, defendiam o princípio vitalista, mas sem utilizarem um método terapêutico para equilibrarem a força vital orgânica em desequilíbrio. No final do século XVIII, Samuel Hahnemann cria a Homeopatia, inaugurando uma etapa da terapêutica humana em que a unidade entre a doença e o doente é valorizada, atuando com seus medicamentos dinamizados nas distonias da força vital, transmitindo ao restante da individualidade humana (Mente e Espírito) um bem-estar indizível.


Da língua latina provém a origem de inúmeras dificuldades interpretativas dos termos que definem as entidades imateriais do homem, por colocarem diante de um único elemento material até seis elementos invisíveis: animus, anima, mens, spiritus, intellectus e ratio. Ao invés das complexas diferenças conceituais que abrigavam termos semelhantes, os idiomas franco-saxões mantiveram o simplismo teológico dos dois princípios imanentes: corpo e alma. Desta forma, disseminou-se a idéia geral de que o homem possui um corpo e uma Alma ou Espírito, sem levar em consideração as demais entidades imateriais da individualidade humana.


O animus corresponderia a um princípio localizado no coração, responsável pela coragem, o valor, o arrojo e a impetuosidade humana frente aos grandes empreendimentos. O termo anima aplica-se à força vital, fluido universal ou Linga Sharira, intimamente ligada ao corpo físico, com a propriedade de transmitir vida à matéria inerte. Grande parte das confusões referidas anteriormente surgem da tradução destes termos (animus e anima) pela palavra "alma", que engloba a totalidade das faculdades intelectuais. Assim sendo, a palavra mens é que corresponde à alma humana da teologia católica, com o significado de mente humana ou Manas da concepção hindu, sem estar unida ao corpo sistematicamente. Ao spiritus corresponderia o corpo astral ou Kama, ao intellectus o entendimento superior ou Buddhi e à ratio a entidade espiritual de caráter divino ou Atma.

CRISTIANISMO:
Na concepção cristã do Novo Testamento, encontramos conceitos como Alma e Espírito, utilizados indistintamente como sinônimos, representando a entidade espiritual e divina que habita o corpo humano. Em inúmeras passagens, a palavra "espírito" é utilizada com o significado de entidades obsessoras que perturbam os homens, causando-lhes doenças e outros tipos de perturbações psíquicas. São Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios (I Co. XV, 35-49), delega uma natureza corporal ao espírito, como as concepções orientais citadas anteriormente ("também há corpos celestiais e corpos terrestres"; "se há corpo natural, há também corpo espiritual"). 

Na Segunda Epístola aos Tessalonicenses (II Ts. V, 23), utiliza a divisão tríplice humana (corpo, alma e espírito): "e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis"; relaciona a alma às faculdades sensitivas e o espírito à mente ou razão, de acordo às concepções esotéricas orientais de corpo astral e corpo mental, respectivamente (Hebreus IV, 12). Apesar da concepção tríplice do homem (corpo, alma e espírito) ter sido admitida e ensinada pelos precursores da Igreja Católica (Irineu, Justino Mártir, Clemente, Orígines, Gregório e Santo Agostinho), não é ensinada atualmente pela mesma.

CABALA: 
Segundo a Cabala hebraica, que corresponde ao conhecimento esotérico do povo judeu, o homem apresenta um Guph (corpo físico), unido substancialmente ao Nepesh (alma vivente), servindo de morada terrena às demais estruturas sutis em processo de evolução. Como entidades intermediárias temos a alma animal ou Tzelem (ou Nephesh) e o Ruach (alma intelectual). Constituindo uma tríade superior, temos o Neshamah (Alma Humana), o Chiah (Alma Espiritual) e o Yechidah (Espírito Divino). Estes princípios eram associados às Dez Sephiroth ou potencialidades humanas (Árvore da Vida).

ROSACRUZ E TEOSOFIA: 
Como fruto deste "conhecimento iniciático oriental", trazido por Christian Rosenkreuz e Helena P. Blavatsky, surgem, no Ocidente, a Ordem Rosacruz e a Teosofia, apresentando um estudo pormenorizado da natureza imaterial humana. Dentro das concepções rosacruz e teosófica, teríamos, respectivamente, o corpo vital e o duplo etérico (Linga Sharira); o corpo de desejos e o corpo astral (Kama-Rupa); a mente e o corpo mental (Manas inferior); o Espírito Humano e o Corpo Causal (Manas Superior); o Espírito de Vida e o Corpo de Beatitude (Buddhi); e, finalmente, o Espírito Divino e o Espírito (Atma).


Associando sua percepção aos conhecimentos rosacruzes e teosóficos, Rudolf Steiner cria a Antroposofia, trazendo contribuições às várias áreas do conhecimento humano. Divide a natureza sutil humana em corpo etéreo ou vital, corpo anímico-sensitivo ou corpo astral, alma do intelecto ou organização do Eu, Alma da Consciência, Personalidade Espiritual e Homem-Espírito, em analogia às demais definições citadas.

ESPIRITISMO: 
Finalizando, citemos a concepção imaterial do homem segundo a Doutrina Espírita, que é bastante divulgada em nosso meio. Simplificando conceitos, apresenta uma visão ternária do homem constituída pelo princípio vital (união entre corpo físico e força vital), perispírito e Espírito. Com o termo perispírito, une o corpo astral e o corpo mental das demais concepções, em vista da dificuldade de separarmos, na prática, os sentimentos dos pensamentos humanos. Segundo suas definições, o Espírito também englobaria o Corpo Causal e Corpo de Beatitude anteriormente citados.

CONCLUSÃO: 
Nestas concepções filosóficas antigas, que parecem ter se originado de uma fonte de conhecimentos comum (raiz iniciática), os princípios imateriais humanos e suas manifestações são amplamente estudados, numa natureza séptupla de extrema complexidade. Sob este prisma, o modelo antropológico humano adquire matizes fascinantes.


No contato com os alunos da APH, observamos, freqüentemente, que ao buscarem a Homeopatia, além do interesse despertado pela observação de resultados clínicos surpreendentes, a idéia da existência de uma força vital imaterial, responsável pela manutenção da saúde e foco de atuação do tratamento homeopático, são razões suficientes para atrair muitos profissionais a estudarem esta prática terapêutica, apesar do preconceito existente entre os colegas de profissão. No meio homeopático, é grande o número de profissionais que acreditam em alguma concepção espiritualista (espíritas, rosacruzes, teosóficos, maçons, budistas, etc.).


Embora o modelo homeopático seja praticamente experimental e científico, apresentando uma terapêutica que se baseia no "princípio da similitude" e na "experimentação no homem são", o modelo filosófico vitalista amplia o entendimento da enfermidade e seu tratamento, trazendo, inclusive, subsídios para que se compreenda o emprego das "doses infinitesimais" (medicamento dinamizado) pela Homeopatia. Por outro lado, os conceitos vitalistas trazidos por Hahnemann, buscando explicar o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos (despertar da reação vital ou efeito secundário), fruto da observação minuciosa do efeito das substâncias medicinais no organismo humano, encontram respaldo nos mecanismos homeostásicos do organismo, estudados pela Fisiologia e pela Farmacologia modernas através do efeito-rebote.


No intuito de ampliarmos a compreensão do vitalismo homeopático, ensinado nos Cursos de Especialização em Homeopatia, geralmente, sob o conhecimento restrito e limitado das escolas médicas fundamentadas na vis medicatrix hipocrática, acrescentamos novos conhecimentos a este estudo padrão, que, certamente, ajudarão a dirimir as dúvidas que ainda possam restar sobre o entendimento da força vital hahnemanniana. Com esta abordagem universalista, estamos sugerindo uma maior dinâmica e integração com os alunos, segundo o modelo filosófico-religioso que acreditem.


Desde o momento em que lançamos a obra Concepção Vitalista de Samuel Hahnemann, retirada de circulação em 1997, judicialmente, por transgressões da Editora aos direitos do autor, sempre tivemos a idéia de ampliá-la com conceitos de outras escolas médicas e filosóficas, que estamos apresentando, detalhadamente, neste novo trabalho.
TEIXEIRA, M. Z. A natureza imaterial do homem. Informativo APH 12(79): 10-11.
  
ENERGIAS: Segundo KEN WILBER As três grandes famílias de energia são: bruta, sutil e causal. (Quando necessário, podemos adicionar a família turiya e a família turiyatita.)

1. A família energia-bruta contém os gêneros: gravitacional, eletromagnético, nuclear forte e nuclear fraco.
A. O gênero eletromagnético contém: espécie (1) raios cósmicos, (2) raios de gama, (3) raios-x, (4) luz visível, (5)infravermelho, (6) microondas, etc.
B. O gênero nuclear forte contém: energias de espécies de (1) bárions, (2) hádrons, (3) mésons (etc.)
C. e D. (Do mesmo modo para qualquer espécie possível no gênero gravitacional e no gênero nuclear fraco).

 
2. A família energia sutil contém os gêneros: etérico (L-1, biocampo-1), astral (L-2, biocampo-2), psíquico-1 (T-1), e psíquico-2 (T-2)
A. O gênero etérico ( L-1 ou biocampo-1) contém:
energias de espécies: (1) viral, (2) procariote, (3) neuronial, (4) cordão neuronial (etc.)
B. O gênero astral (L-2 ou biocampo-2) contém:
energias de espécies: (1) haste cerebral reptiliana, (2) sistema límbico (etc.)
C. O gênero psíquico-1 (ou T-1) contém:
energias de espécies: (1) vermelha, (2) azul, (3) laranja, (4) verde (etc.)
D. O gênero psíquico-2 (ou T-2) contém:
energias de espécies: (1) amarela, (2) turquesa, (3) coral (etc.)
 
3. A família energia causal: contém o gênero campo-C (etc.)
A. O gênero campo-C contém:
espécie nirvikalpa, jnana (etc.)

16.11 - Iluminação Espiritual:
16.11.1- Sinônimos: Transcendência, ascendência, batismo do espírito, big-bang consciencial, expansão da consciência, consciência intercósmica, super-consciência, consciência super-lúcida, Bem-aventurança, Auto-realização  consciência supramental, consciência transpessoal, cosnciência cósmica, grande voo, euforia extra-física, inter-fusão total, maturidade espiritual, maturidade extra-física, Nirvana, Bodhi ou Extinção (Budismo), Satori ou Iluminação (Zen-Budismo), sentimento oceânico, samadhi ou Conjunção (Yoga), supermente, Tao Absoluto (Taoismo), wu (China), Unio Mystica (ocidente), kensho, aniquilação (sufismo), mente universal, unificação do espirito com Deus, integralização do ser, casamento cósmico, batismo cósmico, estado atmico, estado búdico, fundição no Atman, mergulho no self, despertar consciente do superego, despertamento espiritual, despertar crístico, super, ascenção Kundalínica, terceira visão,  etc.

16.11.2 - DEFINIÇÃO: Quando o ser humano atinge sua evolução espiritual total ele se liberta roda de samsara, que é o ciclo de reencarnações nos planos inferiores, e nos respectivos corpos físico, astral e mental.
16.11.3 - SAMADHI: 
Samadhi é um termo utilizado no yoga, meditação budista e hinduismo. Samadhi é também o Hindi palavra para um mausoléu, uma estrutura comemorar os mortos (semelhante a um túmulo, mas sem se mantém). 



Samadhi é um termo sânscrito para a prática que produz  meditação completa(entre os "normais" um). Segundo a Vyasa, "Yoga é samadhi" decifrou como o controle completo (samadhana) sobre as funções da consciência (melhor é  maior controle sobre si mesmo). 



O significado exato e uso do termo varia entre as tradições religiosas indianas (como o hinduísmo e budismo), mas o seu significado é de "Sam", com o (a), juntamente + 'a' para + 'DHA' para levar (para obter , à espera). O resultado é verídico coalescentes vários graus de aquisição da verdade (samapatti). Samādhi (sânscrito , samyag,"correto", ādhi, "contemplação") pode ser traduzido por meditação completa.



Samadhi é o estado de estar ciente da existência de um sem pensar, em um estado de indiferenciado - Beingness. 



Três tipos de Samadhi são geralmente entendida (intensidade - profundidade) :



16.11.3.1 - Laja Samadhi - é latente ( "laja"), o potencial nível de samadhi. Inicia-se em profunda meditação ou Trance - mesmo com o movimento, como a dança, etc. Trata-se de estado de alegria, profunda e sensação de bem estar completa(euforia do espirito), pacífico estado meditativo (também com renda a partir de fonte conhecida como nível de freqüência alfa do cérebro). 



16.11.3.2 - Savikalpa Samadhi -  refere-se à inicial (início) estado de completo valorizada Samadhi. A mente ainda está presente com o trabalho (ING), que é razão para a palavra KALPA (sanKALPA) - o que significa imaginação (sankalpa significa desejo, que é definido neste exemplo, como imaginação com vontade de obtê-lo).

O Savikalpa Samadhi ocorre com a Kundalini subindo até o Vishuddha, na garganta. O Nirvikalpa Samadhi, bem mais raro, ocorre com a Kundalini no topo do crânio e é quase desconhecido entre não-renunciantes, não-swamis.



Mahasamadhi, "Grande União", ocorre quando a pessoa (e sua kundalini) sai definitivamente do corpo por esses chakras superiores; desencarna.


Satya

Em Savikalpa Samadhi chegarmos ao sabor de glória e do contentamento, mas ainda estão anexados aos nossos apegos, ao intelecto e numa errada identificação com o corpo, bem como para os nossos inúmeros atrativos mundanos. Existe a Verdade para tocar-lhe, entre todas as ilusões, falsos sentidos e opiniões - entre todas as imaginações.

VIKALPA significa "contra a imaginação", pois este nível de samadhi vai para a calma e espírito aberto pela superação de trabalho da mente - como são imaginações (até mais) que o resultado do trabalho). Portanto, esse nível de Sankalpa  à Verdade entre qualquer liga de espírito (que são principalmente imaginação). SA significa "com", por esse caminho. Então SAvikalpa SAMADHI significa "Samadhi (meditação superior) com o (a tendência) contra ou melhor ENTRE imaginações. 



16.11.3.3 - Nirvikalpa Samadhi -  (ou Sahaja Samadhi) é o resultado final. Não há mais KALPAs (imaginações, desejos e outros produtos do trabalho da mente, porque a mente está finalmente sob controle e, neste caso, silente, quieta,vazia, tranquila ...). 



Nirvikalpa Samadhi é a Realização do Bem mais precioso. Durante Nirvikalpa Samadhi, a Realidade é intuída no seu todo. É a experiência de Unicidade com o Absoluto. Ficam com Super-Consciência Brâhmica, no mesmo lugar da Consciência de Jiva (Alma individual). Experiência do Todo é chamada de Samadhi. É libertação de todo o sofrimento. É bem-aventurança absoluta. Samadhi não é a abolição da personalidade, é o completar da mesma. Naquele estado de Suprema Iluminação, sentes a Unicidade do sujeito com o objeto, aparte disso, não vês mais nada, não ouves mais nada, não sabes de mais nada. O Conhecimento simplesmente Ilumina. E não requer que faças alguma coisa depois dessa Iluminação. Saber é Ser. Saber e Ser não podem ser separados. Chit (Consciência) e Sat (Existência Absoluta / Verdade) são um e o mesmo. Onde prevalecerem o Conhecimento e a Existência Absoluta, existirá a Bem-aventurança Absoluta.





Samadhi Entrando no início leva esforço. Holding a um estado de Samadhi tem ainda mais esforço. O início das fases Samadhi são apenas temporários. Mas esse "esforço" não significa que a mente tem de trabalhar mais (como na concentração ou de forma), mas isso significa que trabalhamos para controlar a mente, a libertação auto I. 



Note que os níveis normais de meditação (principalmente a níveis mais baixos), pode ser deter quase "automaticamente", como "estar no estado de meditação", em vez de "fazer meditação". Mas essa capacidade dando muitos resultados positivos (incluindo material prático), é difícil obter sair. Recomenda-se para encontrar alguns (espiritual) Mestrado, ensinar sobre o "nível alfa" (e maiores níveis de freqüência de trabalho do cérebro) e assim por diante ... 



Após entrar Nirvikalpa Samadhi as diferenças são grandes com os Samadhis anteriores já que vimos antes estados desbotada da verdade e apenas uma parte substancial é visto com prazer. Nesta condição, porém atinge-se a pura Conscientização e a  integral Perfeição. 



Samadhi é a única estável imutável Realidade. Tudo o resto é sempre em mudança e não traz a paz eterna ou a felicidade verdadeira.  Nirvikalpa Samadhi é fácil, mas até mesmo de esta condição deve eventualmente retornar a um ego-consciência. 



Caso contrário, esse nível mais elevado de Samadhi leva ao Nirvana, o que significa total Unidade com lógica final de forma individual (final de sua alma e também a morte ou desmaterialização do corpo). No entanto, é perfeitamente possível para ficar em Nirvikalpa Samadhi e ainda ser totalmente funcional neste mundo físico (mundo das ilusões). Esta condição é conhecida como Sahaja Nirvikalpa Samadhi (sahaja significa "espontânea"). Só a verdade Iluminada (mestres espirituais e assim por diante) podem ser Spontaneously Livre. 



Nirvikalpa Samadhi é alcançado através do avançado e prolongada prática de Kriya Yoga ou outras formas de Yoga (ou mesmo sem a Yoga, algumas escolas iniciáticas espirituais e doutrinas, também possuem ensino a respeito) e é o estado de harmonia com o Atman - a verdadeira alma (como parte da consciência inteiramente a Deus). Em Nirvikalpa Samadhi, todos apego ao mundo material e todos os carma é dissolvida. 



Todo conhecimento é retiradas passo a passo a partir das práticas física, astral e causal num trabalho metódico e elaborado nestes organismos, buscando a auto-realização ou harmonia com a alma que é alcançado. Durante este processo, atinge-se estágios avançados de comtemplação como deixar respirar, o coração pára de bater. Consciente e plenamente consciente unicidade com alma é, então, alcançado em uma forma mais amorosa e todas as células do corpo físico são inundadas com o oceano do Divino Amor,  para qualquer período de tempo - horas, dias, semanas até que o indivíduo transfere a sua consciência de a alma de volta para o corpo físico. 



Por estar plenamente funcional neste palavra, ele consciência permanecer em ligação com o Divino, mas estadia (costas) no corpo, que normalmente não é funcional. Mas alguns "estranha" as condições estarão lá - melhor saúde (quase invulnerável), melhor sentimentos (mesmo para outra pessoa que toca o corpo, com alma atached à Divina) e "milagres" só pela presença, fala (desejos!) E gestos (ações) do Divino pessoa (também chamado de o Iluminado). 

Nirvikalpa Samadhi é uma etapa preparatória para Maha Samadhi e serve como extrema moralizante de todos os órgão vibração (veja acima) e conduz a completa cicatrização das feridas cármicas a abrir portas a Deus e amor divino para um maior progresso no seu caminho para Deus. 

»Samadhi» é o tema principal da primeira parte do chamado Samadhi Yoga Sutras-pada. 

Maha Samadhi (literalmente grande samadhi) é a palavra para Hindi percebeu jogue uma partida da consciência do corpo físico no momento do óbito. Que também é conhecido como Nirvana. 

Maha Samadhi é o último consciente de abandonar o corpo físico. Cada ínfimo pedaço de penhora ou carma é completamente entregue Deus e dissolvido no oceano do Divino Amor. O indivíduo transcende mundos para além do carma e retorna a Deus para fundir em Deus ou Nirvana, que literalmente significa "extinção" e / ou "extinção" e é o culminar da jogue o exercício da libertação. 


"No Bhagavad Gita Krishna fala sobre Samadhi e principais fases do Nirvana: Nirvana em Brahman (o Espírito Santo) e Nirvana em Ishvara (o Criador). Mas, na Índia o termo  Nirvana se tornou amplamente utilizado pelos budistas em algum ponto no tempo e no posteriormente, este termo, juntamente com Budismo, foi forçada a sair  da Índia pelos hindus. Em vez de utilizar o termo  Nirvana hindu escolas começaram a expandir o significado do termo  Samadhi, acrescentando-lhe vários prefixos. Várias escolas utilizaram estas palavras compostas e por isso o termo Samadhi  tenho difundido ² e perdeu sua unambiguity. Esta é a razão pela qual faz sentido voltar a terminologia precisa que Deus introduzidos cultura espiritual através Krishna. "


Samadhi em Bhakti As Escolas de Vaishnava Bhakti Yoga Samadhi definir como «completa absorção no objeto do amor de um (Krishna)". Ao invés de pensar em "nada", disse a verdade é samadhi ser alcançada somente quando tem um puro, desmotivada amor de Deus. Assim, mesmo durante o desempenho de atividades cotidianas podem procurar um médico para o pleno samadhi no seu coração. O Yogui está em MahaSamadhi os mortos antes e após a separação do material corpo, ele volta para um perfeito estado de êxtase trascendental e eterno amor pessoal com Deus ... Qual é na verdade "apenas" Nirvikalpa Samadhi, porque a personalidade individual ainda existe (nem tão purificado, que tem etereal relacionamento com Deus como com um ser do mesmo nível ... 


A tradição budista Samadhi, ou concentração da mente, é a segunda das três partes do ensinamento do Buda: sila ou conduta, samatha ou samadhi (concentração), e pnna (sabedoria). 

Tem sido ensinado pelo Buda usando 40 diferentes objetos de meditação, como a atenção da respiração (anapanasati) e bondade amorosa (metta). Ao desenvolvimento de samadhi, a mente torna-se um purificado da profanação, calmo, tranquilo, e luminosos. 

Uma vez que o meditador alcança uma concentração forte e poderoso, o seu espírito está pronto para entrar e ver na natureza última da realidade, eventualmente, obter libertação de todos os sofrimentos. Na língua dos oito vezes o trajeto, samatha é "direito de concentração". 

Importantes componentes da meditação budista, freqüentemente discutido pelo Buda, são os mais elevados sucessivamente meditativa estados conhecidos como os quatro jhanas.



O budista suttas mencionar que samadhi profissionais podem desenvolver PODERES EXTRASENSORIAIS - supernormal poderes (chamados de "siddhis"), e que a lista vários Buda desenvolvido, mas alertam que estes não devem ser autorizados a distrair o praticante a partir do objetivo maior de completa liberdade do sofrimento.

Sobre Siddhis:
E uma das coisas que acontece quando você medita, é a aparição dos poderes psíquicos, chamados siddhis. Qualquer estado mais elevado de consciência desencadeia os siddhis. Os siddhis vêm sozinhos com a prática, mas não são importantes. Importante é o seu desenvolvimento. Se poderes específicos surgirem ao longo do caminho, tudo bem. Pátañjali adverte sobre o perigo que se esconde na tentação de usar os siddhis. Pois quando alguém os obtém e começa a utilizá-los, esquece do objetivo do Yoga.

SIDDHA - Santo, asceta, uma criatura pura e perfeita, quase divina, um yogui ou adhikari dotado de poderes interiores.

Clique aqui para ir para GLOSSÁRIO ORIENTAL.
Fonte: Diversos autores orientais - Compilação e tradução Beraldo Lopes Figueiredo
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16.11.4 - ASCENSÃO 



Tecnicamente ascensão, também chamada de Samadhi ou ainda de Nirvana, descreve o processo no qual um ser abaixo da 8.º dimensão (8 D) reconecta (funde) sua consciência dual (abaixo da 8.º dimensão) com sua consciência liberta da dualidade, sua consciência verdadeira (acima da 8.º dimensão), que também pode ser chamada de Eu- Alma, consequentemente ele se conecta também à Unidade. Em termos estruturais o ser que ascensiona se reconecta com sua presença Eu Sou,  que vibra em dimensões ascensionadas, além de com seu Eu-Alma claro, que está além das dimensões e do Universo.


Esse processo pode ocorrer enquanto o ser ainda se encontra vivendo abaixo de 8 D (nesse caso sendo frequentemente chamado de Iluminação) ou então quando após deixar o nível dual em que se encontra (no caso de se encontrar no nosso plano material significaria o desencarne, a morte do corpo) se funde automaticamente com sua verdadeira identidade acima de 8 D (sendo chamado neste caso pelos indianos de Maha (grande) Samadhi), em ambos os casos o processo é denominado ascensão e o ser que o consegue realizar é considerado um mestre ascenso integrado, alguém que unificou sua parcela dual com sua parcela ascensionada, esse ser torna-se portanto um ser espiritual com mais experiência.



Todos nós já somos seres ascensionados porque existimos acima de 8 D, mas nosso objetivo na terra é nos conectarmos a essa nossa identidade a partir da dualidade, da separação, da ilusão, o objetivo é quebrarmos o véu entre nós e nós mesmos, entre o falso eu e o eu verdadeiro, entre a separação ilusória e a Unidade, aprendermos com isso, compreendermos melhor o Amor, nós mesmos, nosso próximo, Deus, a Criação, a partir de uma perspectiva desconectada, “compreender de fora” eu diria, com isso evoluiremos e adicionaremos mais experiencia ao Universo, iremos com isso desenvolver mais nosso sentido de eu, iremos desenvolver mais nossa personalidade, nossa individualidade.



Os seres que conhecemos como mestres ascensionados são, em sua maioria,  seres que integraram a partir da terra suas duas parcelas. 



É importante referir que ninguém tem 2 consciências, essa é só uma forma de expressão que usamos para tentarmos entender e descrever o processo, explicar algo inexplicável por palavras, nós apenas temos uma consciência, o Eu Superior (Eu- Alma), o eu humano nada mais é que um foco de atenção do Eu Superior direcionado para uma encarnação, e nesse foco o Eu Superior está tão focado que se abstrai do que ele é e do que está fazendo além disso, daí nossa amnésia divina, nosso véu, e também é a isso que se deve o fato de não lembrarmos o que fazemos na espiritualidade em simultâneo com nossa encarnação, mas nenhum desses véus existem, são ilusões, ascensão seria então, caso ocorra abaixo de 8 D, a desfocagem em parte do foco sobre a encarnação ou manifestação abaixo de 8 D, isto é, voltaremos a estar conscientes de quem somos e do que estamos fazendo em outros planos além do que fazemos na nossa encarnação ou manifestação na dualidade, e caso a ascensão ocorra com o abandono dos planos abaixo de 8 D por parte da alma o correto é dizer que essa ascensão nada mais é que o Eu Superior deixando de estar focado na encarnação ou manifestação dual em que até então estava focado.



A ascensão é um processo eterno, sempre estaremos ascensionando e nos iluminando, e a cada dia imergiremos mais e mais no oceano infinito de Amor que é a Unidade. Citando Buda: "Ascensão não é tornarem-se um, mas sim unificarem- se ao Um" .



Para ascensionarmos necessitamos então de nos integrarmos e sentirmos cada vez mais essa Unidade, essa Verdade, esse Amor, nosso Eu-Alma e o de nosso semelhante, Deus, só assim, quando nos voltamos para o Real, começamos então a dissolver o véu espesso da ilusão que nos fala que ainda não somos ascensionados. Ascensão se consegue então através da prática do bem e da Pesquisa da Verdade. 



O ser humano ascensionado não é mais um indivíduo, ele se libertou da ilusão da separação, ele sabe que sua consciência pertence, junto a todas as outras, a uma só Mente, Alma e Eu, a Unidade, Deus, ele abdicou do eu pela Unidade, não perdendo sua consciência quando o fez, expandiu ela inclusive, pois se libertou das amarras ilusórias da separação, o ser humano ascensionado cedeu todas suas faculdades físicas e mentais para a Unidade, e é esta que se expressa através dele, não mais apenas seu eu, e muito menos seu ilusório "eu" humano, o ser humano ascensionado fala, somente, em nome do Todo e atua, somente, em nome Deste também, nada fala em nome de seu eu e nada ele pode fazer por ele mesmo, a manifestação do ser humano ascensionado é uma encarnação da Unidade.



Como podemos ver, só sentindo estas coisas lindas em nosso coração e praticando-as poderemos ascensionar.

A fase que antecede a Ascensão é a fase das Revelações, revelações espirituais que preparam o discípulo para a Ascensão, embora, muito raramente, um discípulo possa ascensionar sem receber previamente as Revelações da Hierarquia. 





Os direitos autorais desta mensagem pertencem ao Espaço Espiritual Mitch Ham Ell (http://www.mitchhamell.com.br).

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16.12 - Alma
Alma [latim: anima, do grego: anemos= sopro, emanação, ar] - É o ser imaterial, distinto e individual, unido ao corpo que lhe serve de invólucro temporário, isto é, o Espírito em estado de encarnação.

 O vocábulo alma se emprega para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma ao princípio da vida e, nesta acepção, se pode com acerto dizer, figuradamente, que a alma é uma centelha anímica emanada do grande Todo. Estas últimas palavras indicam a fonte universal do principio vital de que cada ser absorve uma porção e que, após a morte, volta à massa donde saiu. Essa idéia de nenhum modo exclui a de um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. A esse ser, igualmente, se dá o nome de alma e nesta acepção é que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado.



Dando da alma definições diversas, os Espíritos falaram de acordo com o modo por que aplicavam a palavra e com as idéias terrenas de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isto resulta da deficiência da linguagem humana, que não dispõe de uma palavra para cada idéia, donde uma imensidade de equívocos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que primeiro nos entendamos acerca das palavras.

Livro dos Espíritos - questão 139.





A alma (psychê) é a personagem humana em seu conjunto de intelecto-emoções, excluído o corpo_enso e as sensações do duplo_etérico. Daí a definição da resposta 134 do "Livro dos Espíritos": "alma é o espírito encarnado", isto é, a personagem humana que habita no corpo denso.

SABEDORIA DO EVANGELHO - Carlos Torres Pastorino 





Esclareceu-me o Instrutor que o estado natural da alma encarnada pode ser comparado, em maior ou menor grau, à hipnose profunda ou à anestesia temporária, a que desce a mente da criatura através de vibrações mais lentas, peculiares aos planos inferiores, para fins de evolução, aprimoramento e redenção, no espaço e no tempo.



André Luiz - LIBERTAÇÃO - Francisco Cândido Xavier 




ALMA & ESPÍRITO 

A fim de apreendermos adequadamente o sentido que se dá à palavra ‘alma’ quando do estudo das obras da codificação Kardequiana, vejamos o que nos foi informado por Kardec a esse respeito, pois os próprios Espíritos lhe disseram respondendo à pergunta 138 em “O Livro dos Espíritos”: 



Perg.: Que pensar daqueles que consideram a alma como o princípio da vida material? 



Resp.: É uma questão de palavras que não nos diz respeito. Começai por vos entenderdes a vós mesmos. 



Também se deve notar que Kardec, no item 2 da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita contida em “O Livro dos Espíritos”, escreve o seguinte: “Há outra palavra sobre a qual devemos igualmente nos entender, por constituir em si um dos fechos de abóbada (*), isto é, a sustentação de toda a doutrina moral, e que se tornou objeto de muitas controvérsias por falta de um significado que a defina com precisão determinada. É a palavra alma.”. 



No entanto, em conformidade com o que se lê nas respostas às perguntas 134; 134a e 134b, é comum nos centros espíritas ouvir-se os confrades definirem a alma como sendo ‘um Espírito encarnado’ sem maiores explicações e sem levar em conta que, como lembrou Kardec: “filosoficamente, porém, é essencial estabelecer-se a diferença” (O Principiante Espírita – item 14, que segue, na íntegra): “14. A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito sem o corpo constituem o ser chamado espírito”. 



A alma é assim um ser simples, 



o Espírito um ser duplo, 



e o homem um ser triplo. 


“Seria mais justo reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra espírito para o ser semimaterial formado deste princípio e do corpo fluídico; porém, como não se pode conceber o princípio inteligente isolado de toda a matéria, nem o perispírito sem ser animado pelo princípio inteligente, as palavras alma e espírito são, no uso, indiferentemente tomadas uma pela outra; é a figura que consiste em tomar a parte pelo todo, assim como se diz que uma cidade é povoada por tantas almas, uma vila composta de tantas casas; filosoficamente, porém, é essencial estabelecer-se a diferença” (sublinhado nosso). 

Já no comentário que tece com referência à resposta dada pelos Espíritos na pergunta 139 em “O Livro dos Espíritos”, Kardec comenta: 

“A palavra alma é empregada para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma o princípio da vida, e com esse entendimento é exato dizer, em sentido figurado, que a alma é “uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Essas últimas palavras indicam a fonte universal do princípio vital do qual cada ser absorve uma porção que, depois da morte, retorna à massa. Essa idéia não exclui a de um ser moral distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. É esse ser que se chama, igualmente, alma, e é nesse sentido que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado. Ao dar à alma definições diferentes, os Espíritos falaram conforme a idéia que faziam da palavra de acordo com as idéias terrestres de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isso decorre da insuficiência da linguagem humana, que não tem uma palavra para cada idéia, gerando uma infinidade de enganos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que nos entendamos primeiro acerca das palavras”. 

Léon Denis observa: “Chamamos Espírito à alma revestida do seu corpo fluídico. A alma é o centro de vida do perispírito, como este é o centro de vida do organismo físico. Ela que sente, pensa e quer; o corpo físico constitui, com o corpo fluídico, o duplo organismo por cujo intermédio ela atua no mundo da matéria”. (Cristianismo e Espiritismo – FEB 10ª edição) 

 

ALMA
Princípio inteligente no qual reside o pensamento, a vontade e o senso moral. Foco da consciência.
Invólucro fluídico permanente, leve e imponderável, que acompanha a alma em sua evolução infinita, e com ela se melhora e purifica. Serve de laço e intermediário entre o espírito e o corpo.
Envoltório material temporário, que põe o espírito em relação com o mundo exterior e que é abandonado na morte, como o vestuário usado.
A alma desprendida do corpo material e revestida do seu invólucro sutil. Ser fluídico, de forma humana, liberto das necessidades terrestres, invisível e impalpável em seu estado normal.     (Espírito  =  Alma  +  Perispírito)
Ser complexo onde se combinam três elementos para formar uma unidade viva. (Homem  =  Alma  +  Perispírito  +  Corpo)  
Observação:
Assim como a palavra alma, outras que usamos comumente, como as deste artigo, necessitam ser estudadas com mais profundidade e cautela para ampliarmos o nosso entendimento. Kardec, em sua agudeza de espírito e profundo senso de honestidade para consigo mesmo e para com os demais, procurou fugir destes conflitos buscando a clareza em suas colocações. Nós nem sempre conseguimos acompanhar-lhe o espírito procurando agir da mesma forma. (tarefa difícil e que tem causado tantas divisões dentro e entre grupos e pessoas). 



Em última análise cada um de nós acaba por desenvolver uma ‘idéia’ ou ‘percepção pessoal’ do significado das palavras e com o tempo até produzir novas definições para as mesmas, modificando o sentido original de quem as empregou. Desta forma os Espíritos nos alertam sobre a questão das palavras para que nos entendamos claramente em nossas comunicações. 



Exemplo de palavras que pedem um estudo mais acurado para tentarmos captar o sentido empregado pelos Espíritos: 



pensamento; 

vontade; 

consciência; 

fluido; 

humanidade; 

corpo, 

saúde, etc. 



Bibliografia:

Kardec, Allan - “O Livro dos Espíritos”; “O que é o Espiritismo”; “O Principiante Espírita”. 

Denis, Léon - “Cristianismo e Espiritismo”; “Depois da Morte”. 

Zimmermann, Zalmino - “Perispírito” 2ª Edição Revista e Ampliada.



Teosofia:

Na Teosofia, a alma é associada ao 5º princípio do Homem, Manas, a Alma Humana ou Mente Divina. Manas é o elo entre o espírito (a díade Atman-Budhi) e a matéria (os princípios inferiores do Homem).


Assim, a constituição sétupla do Homem, aceita na Teosofia, adapta-se facilmente a um sistema com três elementos: Espírito, alma e corpo. Sendo a alma o elo entre o Espírito e o corpo.



MANAS

Na teosofia, Manas (da raiz do sânscrito, man, pensar), é o reflexo do 5º princípio na constituição setenária do Homem e é de natureza dual. Manas na sua essência mais elevada (Manas superior) é o "pensador" em nós, nossa verdadeira e divina mente, o Ego humano (não confundir com o ego definido pela psicologia). Manas inferior é definido como corpo mental que tem a tendência de se aliar ao desejo (Kama). Manas tem a função de unir a parte animal (quaternário inferior, formado por Kâma Rupa, Prâna, Linga Sharira e Sthula Sharira) à Atman-Budhi - a parte espiritual.



Manas é dividido em Manas superior e Manas inferior, unidos pelo Antahkarana.



De acordo com os escritos rosacrucianos de Max Heindel, a mente é a ultima aquisição do espírito humano e está associado à Região do Pensamento Concreto (inferior) do Mundo do Pensamento (Plano mental  na teosofia); enquanto que na Região do Pensamento Abstracto (superior) se localiza o 3º aspecto do tríplice Ego (Espírito, Eu Superior ou Centelha Divina), designado por Espírito Humano. A mente não é ainda um corpo organizado e na maior parte dos indivíduos é uma espécie de nuvem disposta na região da cabeça. A mente funciona como o link ou focus entre o tríplice espírito e o tríplice corpo, mas como uma reflexão invertida. Heindel refere que para o clarividente treinado parece haver um espaço vazio no centro da testa imediatamente a seguir e entre as sobrancelhas; esse espaço parece como a parte azul de uma chama de gás, mas nem o mais dotado clarividente pode penetrar nesse véu, também designado por "O Véu de Isís".



Fonte: Wikipédia




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