01 julho 2012

MISSÃO DE PORTUGAL E BRASIL - 2ª Parte





Fernão Lopes


6ª mensagem
Fernão Lopes

Possam estas palavras fluir como o mergulhar do mar e o sopro do vento, transportando o apelo futuro da glória passada. Saúdo em vós,herdeiros da pátria portuguesa e das suas tradições, os homens de todas as pátrias em expansão. Testemunhei, neste país, um passado glorioso; possam agora as minhas palavras fazer nascer nos vossos corações a saudade da glória por vir e das conquistas por fazer. 

Noutros tempos, Portugal foi grande na luta contra os infiéis detestados porque eram diferentes mas, também, porque cobiçavam o nosso território; e foi grande em feitos guerreiros, e grande na coragem perante adversários mais numerosos e aparentemente mais fortes. No entanto, levou-os de vencida, e muito se falou disso em toda a parte, pois a coragem do fraco, que derrota os fortes, e vence em si mesmo o medo, o desalento e a falta de Fé, suscitará sempre admiração entre os homens.

Repetidas vezes meus irmãos, vimos Portugal arremeter contra a adversidade nas suas mais diversas formas, fazendo-se grande à custa de ideias arreigadas, coragem e energia espiritual. Foi assim para derrotar os romanos, e Viriato teve nisso grande papel, ainda que nada tivesse feito sem os lusitanos. Foi assim para firmar a indepedência e expulsar os sarracenos, mas Afonso Henriques, e Afonso III e todos os outros, nada fariam sozinhos. Foi assim para que o país continuasse nosso, mas nem Nuno Álvares, nem João de Aviz, nem o Duque de Bragança fariam o que fizeram, se as gentes não tivessem sentido em si o chamamento para a batalha. Foi ainda assim, arremetendo contra o medo, impulsionados pelo ideal que, como as estrelas no céu os guiava, que os Portugueses foram à Ïndia e ao Brasil. 

Nenhum Adamastor os reteve, pois eles tinham onde chegar. Contudo, meus irmãos, este país não teve ainda a sabedoria da constância, e às suas glórias feitas de ímpeto, coragem, boa inspiração dos governantes, e força espiritual, corresponderam épocas de desventura e de fraqueza. Então, os traidores tiveram a sua tarefa. Apontá-los seria contrário à caridade; contudo sabeis detectá-los facilmente: foram aqueles que venderam, que desistiram, que negaram o espírito da nação, que ameaçaram- desviá-la do seu rumo. Muitas vezes, os portugueses souberam assumir-se a si próprios, e mesmo se alguns materializaram essa traição, ela já vivia nos corações de muitos, que preferiram procurar a riqueza á custa de tudo e de todos, a mostrar magnanimi-dade e espírito fraterno e construtuivo, ou prepotência escravizadora á verdadeira entre ajuda.


Fique como exemplo a acção nociva que resultou uso, finalmente cobiçado e egoísta, curto de vistas, cego aos efeitos, do ouro do BrasilI ou das especiarias da índia. Nesse tempo, as especiarias acabaram por embebedar a pátria; veio também a ser o chumbo que a fez do seu baixar do seu pedestal. Assim, queridos irmãos, este país, que é a barca, tem sofrido glórias e desaires, altos, ou, se preferirdes, variações cíclicas,sempre desejáveis. O tipo de impulso a obedecia um impulso completamente em com a época de peixes, produzia tais um espírito cristão cristão forte, pro arroubos de energia espiritual, mas exdo-se no desejo do povo, sempre impedindo na busca do ideal, mas sempre pronto naufragar quem se rendesse à simples o dos desejos... olhai para o vosso estado actual, apre-no passado e encontrai a semente do que já germina em vós: agora, já não cenos para expulsar. 

Também não há ouro e especiarias para cobiçar, nem há mares a conhecer. Já ninguém tem o poder de, sem mais, trair a pátria inteira. E os «castelhanos» não ameaçam integridades territoriais. Mas olhai mais profundamente. Portugal é também uma pátria espiritual, estreitamente unida, no Espírito, a todas as pátrias. Portugal, no seu interior, também a pátria celeste, terra formosa, reino divino, uma Sião face à Babel da nossa ignorância e da nossa desordem espiritual. Não esqueçais isto, como Camões não esqueceu tais reminiscências nos seus poemas, ele, que cantou como ninguém a Alma Portuguesa. Pois, irmãos, nós temos que conquistá-lo no nosso coração, empedernido como antigas muralhas! 

Nós temos que encontrar o ouro espiritual que já pressentimos; nós temos que saborear as especiarias da mesa do Pai, no reino espiritual onde estamos sem fronteiras; nós ternos que destruir os traidores que vivem nos nossos pensamentos mesquinhos e comodistas,no nosso egoísmo e na nossa indiferença pelo trabalho; nós temos, enfim, que defender a integridade da Alma Portuguesa e afirmá-la contra tudo o que tente afogá-la ou desviá-la do seu novo camino de glória!

Este país não tem que lamentar o passado, nem que deixar-se atraiçoar pelo actual estado de desalento e improdutividade das suas gentes. Não podemos acreditar, em cânticos de fado lamentoso, que só um D. Sebastião qualquer pode, em manhã de névoa, salvar um povo indigno. A nossa glória vai ser grande, como nunca foi, porque este povo vai crescer até à altura de, já sem oscilações ao sabor do desejo mas com firme vontade e intelecto aceso, se conquistar a si próprio. 

Nessa praça forte assim levada de assalto, ele encontrará o verdadeiro tesouro, obscurecido no passado, que é a Luz Crística. Erguendo a sua taça, plena dessa Luz, ofertará ao mundo, por todos os meios ao seu dispor, a Energia vivida que já animou tantas vezes outrora. Essa oferta, conjuntamente com a das taças repletas das almas de todas as nações, trará a todos uma verdadeira abundância, e fará da Humanidade uma só, vitoriosa contra o mal, e a doença em si própria, sob o comando do Cristo que somente poderá comandar uma Humanidade digna!... Despeço-me humildemente, como um grato observador destes acontecimentos que estão já a desencadear-se.

Fernão Lopes



7ª mensagem
Fernando Pessoa 

«Deus quer, o homem sonha, a obra nasce». Permiti, irmãos que nesta mensagem cite uma das frases daquela outra «Mensagem» que se traduziu no único livro que publiquei durante a minha última encarnação. Não o faço por imodéstia. Na verdade aquela, e muitas das frases que podeis encontrar nesse livro foram escritas por inspiração superior, de que fui o instrumento físico. Daí que, remetendo o mérito para aqueles que me inspiraram, não tenha qualquer inibição em vos recomendar a leitura atenta daquele livro, procurando nele o sentido profundo, profético e real que, frequentemente, tem escapado no meio da infinidade de coisas sem sentido que sobre a minha obra tem sido ditas por aqueles que tudo analisam mas nada sentem. Daí, também, que vos solicite que me acompanheis no esmiuçamento daquela frase que consta, afinal dum poema dominado pela figura do maior de todos os Portugueses, Infante Dom Henrique. 

«Deus quer...» Sim irmãos, Deus tem uma Vontade, um Plano para todo o Universo, com todos os seus seres. Da vastidão incomensurável e da beleza inefável desse Plano, não podemos nós, simples peregrinos no caminho de regresso à Casa do Pai, fazer mais do que uma pequena e limitada ideia. Sabemos apenas que a culminação desse Plano Cósmico, é a Alegria absoluta e a Perfeição total; e que o Bem supremo que então reinará está muito além da nossa pobre compreensão. 

É para essa Glória final que todos os seres e todos os Universos (que também são seres) evoluem. Na verdade, todos nós não somos mais do que um grande exército subindo o Monte do Gólgota, abrindo caminho em luta contra as forças involutivas em nós, até chegarmos ao topo, onde crucificada a nossa parte mais baixa., na qual se aloja a raiz do mal, ressuscitaremos para a Glória da Vida Eterna que é a nossa herança como Filhos de Deus. Então, percebemos que todas as lutas, todas as separações, todas as barreiras entre os seres, são filhas do mesmo pecado original. 

Largando as armas com que nos ofendíamos, apertar-nos-emos todos num grande abraço, cimentando pela Vida de Deus Uno e pelo Amor puro que é o anseio profundo das nossas almas. Mas este Plano que Deus tem, esta Glória final que Ele quer para todos nós, vai-se concretizando por etapas, através de Eras sucessivas, cada uma trazendo mais avanços ao caminho que temos que percorrer. 

Estamos agora no limiar de uma Nova Era potencialmente portadora de conquistas ainda por fazer. E também para ela a Providência divina, expressão em que incluímos não só mas também os Seres que servem, e tem uma Vontade e um Plano. Uma vez e um Plano que são, é certo ser apenas uma celula daquele outro Plano mais vasto de que falei; mas que nem por isso deixam de ser grandiosos e sublimes. Temos agora que, avançar mais no Caminho da Luz e desenvolver e aperfeiçoar certas qualidades. 

Porque Deus quer... «...O homem sonha...». Sim irmãos, o homem sonha, lúcida e profunda é que os arquétipos do Plano de Deus atinge sua compreensão. Pelo estado da mente, podemos chamar de sonho, os homens abrem o seu ser à intuição dos propósitos do Alto. As grandes coisas que são novas começam por surgir timidamente, antes de se revelar ao mundo, nas almas daqueles que são como, de sonhar com perspectivas mais elevadas, a mais nobre aspiração do ser humano, razão por mais Luz, mais Verdade e conquistas nas realidades superiores que distancia a primeira ponte entre os Planos do mundo dos homens. É na nossa alma interior de nós, que os progressos começam a nascer, pois Cristo não estava fazendo jogos florais mas proclamando uma Grande Verdade, quando contrapunha aos que esperavam que o Reino de Deus viesse de fora para dentro, em vez de vir do interior para o exterior: «O Reino de Deus está dentro de VÓS!».

Eis pois irmãos, que devemos mergulhar na profundidade das nossas almas, e por intuição, por conquista de Amor, por contacto íntimo com a Realidade das coisas, perceber um pouco do Plano que Deus tem para a Nova Era, a Nova Era que já está presente no mundo quando o homem sonha... A obra nasce...». E depois que sonhamos, irmãos, as nossas mentes começam a habituar-se cada vez mais às deliciosas brisas das intuições que nos chegaram. Desses sonhos ou inspirações tira das nossas mentes produtos para trabalharem e reflectirem. E então, pode a obra começar a nascer no mundo físico. 

Nasce, quando as correntes psíquicas, que criámos ao pensar nessas novas qualidades, e ao desejá-las começam a influenciar o ambiente psíquico, e asumirem nas mentes, e nos sentimentos de outros irmãos. Nasce quando, pela palavra, pela escrita, pelo exemplo, pela acção, damos aquilo que recebemos do Alto, ensinando, mostrando a Luz e ajudando os outros irmãos a saber também sonhar e a fazer desses sonhos obras visíveis. É assim que o progresso se tem feito através das Idades. 

Irmãos com quem comungo a filiação do mesmo Deus, que a todos dá a Vida, de que sou companheiro na viagem que nos leva ponto que Cristo já nos propôs em dizer, Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial é feito», com quem sou solidário na aspiração, e um mundo melhor, abri as vossas almas sonho da Nova Era, e ajudai a edificá-la no Mundo! Abri os vossos braços ao Cristo que de novo há-de vir! Abri os vossos corações ás boas-novas que se aproximam dizendo: «Bendito o que vem em Nome do Senhor»! Abri vossas mentes à Luz, saí para fora dos domínios do sectarismo, e qualquer que seja a vossa escola do pensamento espiritualista uni-vos no mesmo esforço, reconhecendo, e aproveitando as contribuições de todas! 

Trabalhai, aprendei, sonhai e ensinai, sem nunca desanimar, mesmo se não virdes de imediato, resultados espectaculares, pois, conforme também escrevi, «tudo vale a pena, se a alma é  pequena»! Seja bendito o Mestre, que de novo com Sua compaixão incomparável, vem trazer Luz às trevas, e encher as Taças dos que buscam o elixir da Vida Eterna, com Ensinamento Sagrado! E sejam benditos os que sonham com o que Deus quer, para que no edifício da Nova Era, nasça no Mundo físico. 

Fernando Pessoa


8ª mensagem
Isabel de Aragão

"Queridos irmãos: Fala-vos a vossa serva Isabel que há tanto tempo acompanha o caminho deste País (PORTUGAL); venho trazer-vos novas de coisas que estão para vir e incitar-vos a nunca deixar de fazer o que puderdes para que tudo se passe em ordem. 

Esta pátria, cujos reais fundamentos são já mais que milenários tem as condições para se fazer novamente grande, desta vez em Luz e inspiração. Dela partirá o anúncio formal ao mundo da vinda do Cristo, com toda uma hoste de Mestres de anjos, e servidores para dar ao mundo um novo impulso as («Novas Escrituras» estão já traduzidas nas principais línguas e espalhada por todo o Planeta). Dela também queridos irmãos, partirá palavras de alegria e esperança a manter perante tempos conturbados de desastres sociais, fomes, epidemias, catástrofes naturais (parece que já estamos vivendo o princípio das dores). 

Como consequência do retomo das energias negativas acumuladas nos planos psíquicos, como sejam os vícios, a ambição, a impiedade, o egoísmo, a desonestidade, a corrupção, virá pois, um período de provação, que fará apurarem-se na prova do fogo as novas ideias, a nova sociedade que há-de substituir a velha que está a desaparecer, almas novas herdarão o novo mundo redimido. Digo-vos, ciente do que afirmo, que este país está já a começar a ter um papel crucial em tudo isto que afirmo, nele residindo um escol de discípulos capazes de muito fazer e muito saber. Alguns desconhecedores ainda das suas potencialidades estão entre vós. 

Aqui em Portugal em fraterna comunhão com todo o planeta existe um grupo, que entre dificuldades, incompreensão e solidão, tudo está a fazer, e tudo fará para que quando o Cristo chegar ninguém possa dizer: eu não sabia, ou não me ensinaram a conhece-lo, por isso falhei. Esse grupo avança já em terrenos que desconheceis. Ele está activo em níveis espirituais, e o punhado de irmãos nossos que o constituem, encarnados fisicamente, lutam para realizar aquilo que antevê. Eles sabem que com Cristo, a quem servem tudo é possível. Contudo sem vós, e sem a vossa disposição, de em lugar de passivos, vos fizerdes activos contribuidores do Plano Divino que se realize, o país não desempenhará a parte que lhe compete. Vós podeis e deveis interrogar-vos acerca da maneira como podereis ajudar a manifestação dos desígnios Divinos. Não é digno que simplesmente procureis provas e mais provas, que mendigueis o contributo dos Espíritos de Luz para as vossas pequenas vidas, sem nada oferecerdes em troca. E o que podeis oferecer? 

Irmãos, seria mais fácil explicar-vos o que não podeis oferecer. Vós podeis oferecer sempre uma vontade diligente de aprender, e investigar sobre as realidades espirituais; podeis também oferecer, na vida diária o vosso amor, a disponibilidade perante os outros, e uma grande alegria de viver. Não é bom que vos preocupeis apenas com as vossas mazelas corporais ou espirituais, pois assim não se cultiva a liberdade do espírito, e a coragem de enfrentar os desafios, a Luz da esperança renovada às vossas vidas; porque agora começa o tempo de os homens trabalharem para outros reinos da natureza, outras evoluções para todas as criaturas. 

Agora é-vos dito que podeis estar entre os primeiros a instituir uma nova maneira de viver, num mundo renovado pela misericórdia de Deus e acção do Novo Cristo que se aproxima do mundo dos homens. As simples preces devem tornar-se afirmações. As vossas almas trazem em si a potencialidade que reanimada pela irradiação energética do Cristo, e dos seus servidores abriria novos caminhos de serviço. Deveis aprender a não pedir nada para vós próprios mas tudo para o bem da Humanidade, e de todas as criaturas que estão com ela, incluindo os irmãos do reino animal. 

Deveis aprender que a energia segue o pensamento, e que podemos já antever que os pensamentos negativos de muitas gerações desencadearam as energias que agora estão a produzir grandes provações, podemos também antever algo mais: que se todos aprendermos desde já a usar a mente para produzir energia positiva intencionalmente, muito poderá ser feito para aliviar a dor do mundo e para começar a construir-se um mundo Novo."

Isabel de Aragão
Rainha Santa Isabel



MARAVILHOSO, PORQUE SALAZAR SE RETRATA COM O POVO PORTUGUÊS


9ª mensagem
Antonio de Oliveira Salazar

Irmãos, foi uma maravilhosa e extraordinária concessão, a autorização que me foi dada para me dirigir a vós, neste ciclo de mensagens. Concessão maravilhosa, porque a minha estatura espiritual não se assemelha nem de longe à das insignes figuras que aqui têm vindo, deixar as suas palavras, os seus testemunhos. Concessão extraordinária, porque ao contrário dos demais, não virei ilustrar com os exemplos positivos de uma encarnação vivida no seio do Povo Lusitano as palavras que lhes trago. Pelo contrário, é pelos exemplos negativos daquilo que fiz, e alguns apontarei e que espero poder ser-vos útil.

Fui senhor absoluto dos destinos dos portugueses durante quatro décadas. Ninguém deve, ninguém pode ser senhor absoluto. A liberdade, o livre-arbítrio, são o dom mais sagrado que possui o ser humano. Nem o próprio Criador levanta o mais pequeno obstáculo a esse livre-arbítrio, porque é através dele que o Homem progride, evolui. Errando hoje, seguro amanhã. Receoso hoje, determinado amanhã. Um conselho vos dou a todos, sem excepção: Respeitai integral, e solenemente a liberdade de todos quantos vos rodeiam, e convosco convivem.

Sêde tolerantes para com os vossos filhos. Sede bondosos para com os vossos pais. Respeitai, e honrai aqueles a quem servis, para serdes respeitados, e honrados por aqueles que vos servem. Durante quatro décadas impedi o progresso, e a modernização do meu país. Ninguém deve, ninguém pode opor uma barreira ao Progresso. O medo da mudança é uma atitude reaccionária, e anti-natural. Tudo tem que mudar, tudo tem que progredir. Não pode haver sociedades estáticas. É no dinamismo que se processa a evolução, e a ascensão.

Colaborai activa e voluntariosamente no progresso, e na modernização da sociedade em que estais integrados. Abri as portas às novas ideias, às novas tecnologias, aos novos processos. Se é verdade que uma coisa não é necessariamente boa só por ser nova, também é verdade que se fechássemos as portas à modernização, ainda viveríamos nas cavernas. Durante quatro décadas impedi o meu País de aprofundar ligações com outros países, tendo instituído o lema do «orgulhosamente sós».

Que monstruosidade! Afirmo-lhes que a separatividade é o maior de todos os males. Ninguém deve, ninguém pode ficar orgulhosamente só. É na união, na sã cooperação entre os Homens, entre os Povos, entre as Nações, que se construirá a unidade planetária dos milénios vindouros. E mesmo quando este planeta Terra for uma só Nação, nem então ficará orgulhosamente isolado no Universo. Porque estarão já construído uniões mais elevadas, com outros planetas, com outros sistemas, com outras galáxas. Caminhando sempre para uniões cada vez mais elevadas até que toda a Criação se reúna com o Criador. Durante quatro décadas defendi uma Ortodoxia Religiosa Anquilosada e Retrógrada e persegui aqueles que professavam outras crenças...

Ah, como eu errei, Irmãos! Ninguém deve, ninguém pode julgar ser detentor da verdade única sobre Deus. A casa do Senhor tem muitas moradias. Tantas quantas as religiões, as doutrinas, as correntes de pensamento. E todos os habitantes de todas as moradias são igualmente filhos de Deus, e por conseguinte irmãos. Que me perdoem aqueles que professam hoje as ideias que eu julgava professar então, mas na realidade, a moradia que eu habitava era daquelas que mais necessitavam de um restauro, e de umas obras de ampliação, principalmente das portas, e das janelas que são os meios pelos quais se contacta com o exterior, e com os habitantes das outras moradias!

Respeitai, e abraçai o vosso irmão Budista, o vosso irmão Hindú, o vosso irmão Muçulmano, o vosso irmão Teosofista, o vosso irmão Rosacruciano, o vosso irmão Espiritualista de outra escola de pensamento. Tomai deles a pureza de intenções. Rejeitai o sectarismo, o fanatismo a separatividade religiosa. Amai o vosso próximo como Deus vos ama a vós, que não conseguistes aprender este princípio durante os dois últimos milénios.

Durante quatro décadas eu fui um travão para com o meu País, não cumpri a sua verdadeira maravilhosa, e elevada missão. Mas porque Portugal está destinado a ser o traço de união entre os povos, porque Portugal será um exemplo de liberdade, e de comunhão entre as gentes, porque Portugal abraçará o progresso e a modernização, e sobretudo porque Portugal abrirá as portas do Quinto Império, do Quinto Reino, e será o Espírito Santo das nações, eu não podia deixar de cumprir aqui e agora, em quatro folhas de papel manuscrito transmitidas, a quem é muito mais do que eu, aquilo que em quatro décadas não cumpri. Que me perdoem os portugueses e o mundo, todos os erros que cometi, e são escassos os que enumerei. O meu exemplo é aquele que não se deve seguir. Porque não leva ao Cristo.

António de Oliveira Salazar


Eça de Queiroz
10ª mensagem

Meus irmãos,
Na minha última encarnação vivi, como vós agora, em Portugal. Este país representa assim um denominador comum entre mim e todos os habitantes da pequena pátria portuguesa. Pequena em extensão, mas grande na sua alma no passado, presente e futuro. No passado foi Portugal grandioso pela sua obra expansionista que contribuiu para a aproximação dos povos, e foi grandioso também pelo esforço dos homens que levaram a bom termo esta nobre missão. No presente é grandioso, porque embora se encontre numa época menos próspera do ponto de vista terreno, nele existe um grupo de homens, que apesar de lutarem com os mesmos problemas com que vós lutais, se entregou devotadamente ao serviço redentor.

Na verdade, contribuem para tal da forma mais directa que humanamente é possível, pois constituem um dos principais instrumentos do elevado Ser, que irá abrir a porta da Nova Era que se aproxima. No futuro, Portugal será grandioso porquanto a alma portuguesa unir-se-à à alma do Brasil centro vital da era Aquariana. Assim, pelo seu passado, presente e futuro, foi, é, e será um país particularmente servidor dos propósitos evolutivos de progresso e união. Como Eça de Queirós, tive oportunidade de conhecer e reflectir sobre a alma portuguesa. Pude observar quão grandiosas são as suas potencialidades, mas infelizmente quanto adormecida ela se encontrava. Não pretendo, neste momento que é de júbilo, tecer críticas ou elogios não merecidos mas o Portugal, que eu conheci há quase cem anos, encontra-se hoje pouco diferente.

Os propósitos de serviço de um povo devem, ser activos e não passivos, grupais e não individuais, altruístas e não egoístas, de amor e não de quezílias mesquinhas, de união e não de separatividade, de perdão e não de vingança. Se reflectirem, vereis que não é de acordo com estes Princípios a quem ninguém pode enganar, pois a si próprio se enganará,  que embora no limiar do ano dois mil, o homem tem pautado a sua vida. Os acontecimentos que já alguns de vós (infelizmente poucos) pressentis como muito próximos vão alterar profundamente a civilização dos últimos dois milénios. A evolução precisa de todos: todos têm muito que dar para assim poderem receber. É preciso afastar para sempre a errada forma de pensar, que só se dá quando se recebe (do ponto de vista do mundo visível) porque, nos planos de Deus, quem der receberá sempre, e voltando a servir, voltará a ser retribuído.

De outra forma poderia ter sido concebido, senão de acordo com a máxima justiça, o mundo de Deus? Na sua morada habitam o amor, a compaixão e o perdão, que não são mais do que partes integrantes da sua justiça. A sugestão que vos dou, para que em conjunto possamos redimir o mundo, é a de que vivais de acordo com as regras do Pai: segui-as e assim segui-lo-eis. Esta mensagem pretende encorajar todos os que já lutam por um amanhã melhor; um amanhã de verdadeira liberdade (de autêntica Libertação). Que ela sirva também de incentivo a todos os nossos irmãos em quem ainda não despontou o desejo de servir no mundo diferente que se aproxima, para que cedo reduzam às devidas proporções as preocupações materiais e tomem plena consciência da sua real missão encarnada.

Eça de Queirós




11ª mensagem
D. João de Avis

Irmãos, foi a minha comunicação seleccionada para ser divulgada ao Mundo, nesta série de doze, imediatamente antes daquela que vos trará o maior de todos os Portugueses, a qual encerrará este ciclo de Mensagens: o Mestre Henrique. Esse grande Ser que, como Rei Afonso Henriques, iniciou a autonomia e individualização permanente do Povo Lusitano e que como Infante D. Henrique (a quem tive a honra de servir como progenitor físico), iniciou a expansão universal da Ideia Lusitana, instrumento privilegiado da exteriorização do Quinto Reino, que se consubstanciará na fundação do Quinto Império, que desponta já no horizonte.

No plano da manipulação das energias, encontram-se em afanoso trabalho, grupos de Irmãos, encarnados e desencarnados que tanto em Portugal como no Brasil, seguem rigorosamente as instruções cuidadosamente preparadas pelo Mestre Henrique e sua plêiade de colaboradores e assessores. Muitos dos que colaboram fazem-no sem conhecimento consciente ao nível da mente física mas é necessário que a capacidade mediadora (em todos mais ou menos latente) seja devidamente desenvolvida para que cada vez maior número de homens e mulheres possam dar o seu contributo activo e consciente para os trabalhos em curso, e para os que se aproximam. Pegando na sugestão já feita pelo querido Irmão Gualdim Pais, venho recomendar a todos que tentem essa maravilhosa e útil ferramenta de serviço e mediação que é a psicografia.

Como já foi insistentemente solicitado ao Mundo pelo Irmão Diamantino Coelho Fernandes (de cujas magníficas obras psicográficas recomendo a leitura seria óptimo que, pelo menos uma pessoa em cada família, desenvolvesse o dom da psicografia. Haveria então em cada núcleo familiar um elemento de ligação ao Quinto Reino, o Espiritual, encarregado de retransmitir instruções e energias oriundas deste.

Terminado que seja este ciclo de Mensagens, sobre as quais deveis profundamente reflectir e divulgar por todos os meios, nomeadamente através da aquisição, e oferta do maior número possível de exemplares do livro que as conterá, e será prontamente publicado, será divulgado um pequeno conciso, e prático «Manual do Psicógrafo» esquematizando os passos essenciais da auto-aprendizagem da mediação psicográfica. Até lá deveis simplesmente retirar-vos para um local sossegado, abstrair-vos de preocupações mundanas, e após focalizardes a vossa atenção mental nas zonas superiores da consciência, pronunciar com convicção concentração a «Fórmula de Protecção», publicada como apêndice a esta Mensagem.

Depois, pousai a vossa caneta sobre uma folha de papel branco sem linhas e esperai. Se a vossa propensão for ainda para a escrita automática, o vosso braço começará a mover-se, e as palavras surgirão no papel sem que disso vos apercebais. Se pelo contrário, a vossa propensão for para a escrita inspirada, essas mesmas palavras e frases surgirão na vossa mente e passá-las-eis conscientemente à linguagem escrita.

É essencial que afasteis completamente de vós as ideias egoístas, de carácter pessoal, fazendo antes uma afirmação de intenção de serviço de carácter universal, em prol da Humanidade globalmente entendida. Abstendo-vos de fazer qualquer tipo de perguntas limitando-vos a ser receptores das instruções, que para bem da Humanidade, o Quinto Reino haja por bem fazer transmitir através de vós.

É inestimável o serviço que prestareis se acaso (e quando) tiverem sucesso as vossas tentativas. Até ao pleno estabelecimento do Quinto Império, em que encarnados e desencarnados se comunicarão directa e universalmente, porque terão sido removidas as barreiras que (aparentemente) os separam, será pela via da psicografia que as grandes comunicações, e contactos se farão.

Está para breve o regresso do Cristo. A Humanidade anseia pela Sua manifestação, e pelo maravilhoso reencontro do rebanho com o seu Pastor. Compenetrai-vos bem da importância desta afirmação, e crede que a concretização de tal regresso depende em grande medida, da amplitude do apelo de todos nós a esse regresso. Por isso foi compilada uma importante oração a «Invocação Intermédia», publicada também no fim desta Mensagem, que deveis dizer com ênfase e intenção, pelo menos três vezes ao dia: ao alvorecer, ao meio-dia e antes de vos recolherdes. Foi-lhe chamada «Intermédia» por dois motivos principais:

1. Porque é dirigida por vós, intermediários entre a Humanidade e o Cristo, a ele Filho, que é intermediário entre vós e o Pai.

2. Porque é a oração intermédia entre todas as orações anteriores, e uma outra a «Invocação Maior», que será divulgada ao Mundo na altura da manifestação do Messias da Nova Era.

De todos vós é conhecido o poder da oração. A presente foi concebida pelos Irmãos desencarnados, sob orientação superior, segundo uma fórmula perfeitamente adequada à utilização por toda a Humanidade, tendo em vista a consecução do melhor efeito magnético e vibratório conducente ao reaparecimento do Cristo.

Quero endereçar um especial pedido a todos os Irmãos de Portugal e do Brasil: Nos dias 13 de Maio, Agosto e Outubro estejam em sintonia vibratório com todos os Discípulos da Sabedoria Oculta, e também com os crentes de todas as religiões, nomeadamente com aqueles que se encontrarão reunidos em Fátima orando por um futuro melhor, pronunciai a «Invocação Intermédia» 12 vezes, num pungente apelo ao regresso do Cristo. Contai sempre com a colaboração deste vosso irmão que espera ansiosamente pelo desenvolvimento das vossas capacidades mediadoras e psicográficas, para também através de vós, fazer chegar ao Mundo a certeza da vida eterna, e a esperança na redenção pelo Cristo em nós e connosco.

D. João de Avis


INVOCAÇÃO INTERMÉDIA


Ó Cristo, ó nosso Irmão! Recolhe as emanações incipientes da nossa Vontade, dos nossos Corações, da nossa actividade! Emanações que procuramos tornar mais perfeitas. Cada dia, cada hora, cada minuto!
Elas contêm um apelo ao teu rápido regresso e também uma promessa de colaboração Integral e consciente Na Tua Obra, no Teu Plano, no Teu Amor, Que são para nós e connosco devem contar. Por isso Te afirmamos que esconjuramos o Mal e que por Ti esperamos para Te saudar em glória!. Estamos contigo, ó Santo! Estamos contigo, ó Redentor! Estamos contigo, ó Cristo! Aleluia!

FÓRMULA DE PROTEÇÃO


Ó Senhor da Luz Universal! Permite que o Serviço mediador que me proponho fazer, Seja cumprido sem interferências Oriundas de dentro ou de fora de mim!
Permite que os nossos Irmãos caídos na Sombra Sejam mantidos fora do círculo Em que se polariza a minha mediação! 
Como penhor das minhas intenções Prometo solenemente manter o anonimato Consciente que estou Da minha função de mero instrumento Ao Serviço da Luz! Com a Luz EU SOU! Na Luz EU SOU! De Luz EU SOU!




FONSO HENRIQUES

12ª mensagem
Henrique

As minhas palavras são de gratidão. Gratidão, em primeiro lugar, para as almas ilustres que transmitiram as mensagens que esta antecede, irmãos que comigo ajudaram a criar, e a engrandecer a bem-amada Pátria Lusitana, que trago ainda no meu coração; que a ela vieram em épocas de crise para inverter o seu rumo, em épocas de glória para aumentar o seu fulgor ou em épocas de trevas para iluminar o Futuro. Eles vos trouxeram o perfume, a cor e o som das qualidades grandes que todos têm mostrando-vos um pouco do radiante Futuro que se abre a todos os homens. E faço questão de repetir as qualidades que todos têm porque mesmo aquele que humildemente veio reconhecer os erros, e as faltas que teve na última encarnação — e sem dúvida os teve igualmente teve e sobretudo tem méritos, qualidades e virtudes. Gratidão, em segundo lugar, para o conjunto de irmãos de que nos servimos para transmitir estas mensagens. Eles são um exemplo de entrega e receptividade aos impulsos do Alto, exemplo esse que em todos desejamos ver efectivado para que na grande messe do Senhor, não faltem os trabalhadores que se fazem necessários à realização do Seu Plano de Amor, Luz e Alegria.

Gratidão finalmente, para os destinatários destas mensagens, aqueles a quem viemos servir para que, por sua vez, possam também eles servir cada vez mais e melhor. Deus permita que estas palavras que vos estamos dirigindo toquem bem fundo nas vossas almas, e encontrem tradução nas vossas condutas. Deus permita que o sonho da Nova Era, cujas primícias vos oferecemos torne repleto o Cálice do vosso Coração, e vos dê ânimo e vontade para serdes Guerreiros da Luz, Combatentes activos do Bem, Servidores consagrados do Plano de Deus e do Seu Cristo. Deus permita enfim, que os portugueses e portuguesas dos nossos dias sejam dignos dos seus Egrégios a vós, de alguns dos quais estais ouvindo a voz, e que fazendo cada um a sua parte, permitam que se cumpra Portugal, na missão que lhe foi indigitada na Nova Era que está nascendo. 

A Pátria Portuguesa é como um Templo erguido pela Fé, pela Coragem, e pelo Amor dos seus Grandes Sacerdotes. Tal Templo porém, está hoje ocupado por vendilhões, por irmãos nossos, de várias crenças e quadrantes ideológicos, que têm em comum nada terem percebido da Alma Portuguesa, e que por isso, aqui fazem comércio de vícios, de baixezas, de ideias pervertidas, e de sentimentos indignos. É preciso que, como o Cristo (que vai voltar em breve) fez em Jerusalém há dois mil anos, os «expulseis», a eles os ignoras, os cegos, os profanadores do Sagrado. Expulsai-os não por ódio, por violência ou por tolas manifestações de instintos descontrolados; mas ofuscai-os com o brilho da Luz que fordes capazes de receber do Alto. Fazei-o com Amor e Compaixão; mas também com Coragem, Decisão e Vontade, pois ISTO TEM QUE SER FEITO! 

Só quem sabe realmente pode ensinar. Só quem vê o Caminho, o Caminho de Deus, e não os atalhos do mundo tem o direito de conduzir outros homens. Os Caminhos de Deus levam à Ascensão, os atalhos do mundo levam à queda, à decadência e ao desastre! 

Surpreendem-vos estas palavras? Julgai-las demasiado voluntariosas e ousadas? Irmãos, esta é a época das palavras e das atitudes fortes! Não é tempo de violinos e de harpas, de doces e ilusórios embalos na convicção de que tudo está bem no mundo dos homens. Não irmãos! Este é o tempo dos sinos tocando a rebate, chamando os Fiéis para o batalha! Este é o tempo das trombetas anunciando o desfraldar das bandeiras dos Guerreiros da Luz! Esta é a hora de reunir os exércitos do Senhor, pois a Vontade de Deus impõe que os castelos das trevas têm de ser conquistados, e o mal a ignorância, o ódio, o pecado e a dor varridos da Terra! 

Mas como os conquistaremos? Eu vos digo, amados irmãos: com Sabedoria, com Poder Espiritual, com Harmonia, com Ordem interior, com Misericórdia, com todas as qualidades superiores e, sobretudo, com muito Amor! Este Amor, todavia, não é o Amor passivo, e quase neutro dos preguiçosos. É o Amor forte, activo, voluntariosamente generoso, sabiamente distribuído, e superiormente iluminado. É o Amor suficiente grande e transbordante para impedir que os lábios fiquem calados, e as mãos paradas quando as verdades sublimes do Reino de Deus têm que ser anunciadas, manifestadas, EVIDENCIADAS A TODOS!

Ai daqueles que se opõem ao Plano de Deus colaborando com as Trevas, pois estarão adiando a hora do regresso ao Pai. Mas ai também daquele que, tendo a possibilidade — logo a responsabilidade — de ser activos no verdadeiro Serviço, forem passivos, negligentes e preguiçosos! A estes se aplicam as palavras de Cristo: «Quem não é por Mim é contra Mim!». 

Não tenhais medo, porque os servos de Deus afirmam-se pela sua coragem. Vós precisais de coragem para combater o mal, através da afirmação do bem. E quanto a isto, ficai sabendo que o medo é egoísmo!  Vós precisais de coragem também, porque os próximos anos serão conturbados e plenos: de transformações, algumas bem dolorosas. Mas. a dor não vem pela dor pois, passado esse Cabo das Tormentas, vereis que ele era afinal o Cabo da Boas Esperança, para além do qual se abre o caminho para o Reino de Deus... 

Permiti agora que fale um pouco da Minha profunda ligação à Pátria Portuguesa, e por favor, acompanhai-me na explicitação que ao mesmo tempo farei da verdadeira História oculta de Portugal. Muito do que direi sobre essa História felizmente, foi já intuído pelos dois maiores poetas portugueses (Pessoa e Camões) e bem assim, por vários outros investigadores passados e contemporâneos. A última palavra no entanto, ainda não foi dita nem tão pouco o poderíamos fazer hoje. 

Séculos atrás, no cumprimento de planos previamente acordados com o sublime Mestre Jesus, encarnei como Afonso Henriques, com a incumbência premente de dar nascimento físico, e objectivo à Pátria Portuguesa. 

Estava essa nação de acordo com esses planos, destinada a desempenhar na evolução planetária valiosas missões, aparentemente físicas mas realmente de âmbito muito mais elevado, e que haveriam de servir de base à Nova Era de Universalismo e Comunhão. Foi pois, com honra e alegria que aceitei ficar como iniciador e representante perante o Alto dessa Pátria, então ainda por nascer no mundo físico. Para com Ela colaborarem, desde logo se ofereceu um notável número de almas de nobre estirpe, incluindo alguns Apóstolos de Jesus, alguns Cavaleiros do Santo Graal, e vários santos, filósofos e artistas (naturalmente refiro-me a passadas encarnações dessas almas). 

Os sacrifícios (para mais na minha limitada, condição humana) que, como Afonso Henriques, suportei são impossíveis de descrever. Mas, mais forte que todas as provas dolorosas ou que todos os excessos de uma época de costumes violentos e rudes, havia em mim uma voz que me impulsionava irresistivelmente, a tudo suportar e a tudo vencer. Essa voz era a Vontade de Deus e do Plano dos Seus Representantes. E o Reino de Portugal nasceu. Porque Deus quis! 

Passaram-se os séculos, e o Reino que tinha fundado foi crescendo e ganhando formas mais definidas e credíveis, graças aos esforços, à vontade, e à visão de reis como Sancho I, Afonso II , Pedro, e sobretudo, Dinis (este com o previlégio da companhia de sua grande esposa Isabel) e de vários outros homens. Em Fernando, último rei da primeira dinastia, sussurravam já os propósitos de ir mais longe mas o tempo não era ainda chegado... 

Foi então que um punhado de homens grandes João de Aviz, Nuno Álvares Pereira, João das Regras, Álvaro Pais... num exaltar de Coragem, e de Força predestinadas despertaram as energias íntimas da Alma e do povo português, e viraram um país a morrer num país revigorado e cheio de vontade de crescer. 

Deu-se nessa altura o casamento entre o rei D. João I e Filipa de Lencastre, símbolo da ligação entre as Ilhas Britânicas e Portugal, fundamentada no Santo Graal que lá se ocultou da profanação no início da Era de Peixes, e que aqui se fará de novo visível nos alvores da Era de Aquário. E dessa união abençoada do Alto, entre Calaaz (João), o esforçado Cavaleiro do Santo Graal e Guinevere (Filipa), que havia sido a esposa do Rei Artur, sob o olhar de Lancelot (Nuno Álvares Pereira), nasceram, nomeadamente, o Rei D. Duarte, hoje encarnado em Portugal, na figura de um conhecido pintor, o infante D. Fernando, que esteve mais recentemente no mundo físico como Fernando Pessoa (ele que tinha sido São Bernardo) o Infante D. Pedro, no Presente fisicamente encarnado ao serviço do Cristo, e que havia sido Uthor, o progenitor físico do Rei Artur, e eu próprio que do mesmo Artur do Santo Graal havia sido o pai adoptivo. 

A hora tinha chegado para que o mar já não separasse mas unisse, e a Terra surgisse redonda " do azul profundo. E sob a égide da eterna demanda, e transbordância do Santo Graal, a obra dos Descobrimentos haveria de começar, para que os povos, as raças, as civilizações e as culturas se pudessem unir, e para que o Homem não temesse o mundo externo. Nesse momento a Voz Interior de novo falou em mim e pus-me à frente dos lusíadas, no impulso e no comando dessa missão gigantesca, feita empresa nacional, pois tinha que ser cumprida! E menos de um século depois, o rei D. Manuel colhia os frutos das naus que como D. Dinis havia plantado, e dois outros Cavaleiros do Santo Graal, Gawain (Vasco da Gama) e Parsifal (Pedro Alvares Cabral) chegava à índia e ao Brasil fazendo a união das partes todas do mundo, de que o Graal também é símbolo. Esse triângulo India, Portugal, Brasil viria, quinhentos anos depois, a colaborar grandiosamente na obra mais bela que seres humanos já conceberam e talvez nunca o sabereis!... 

Entretanto, sempre movido pela vontade de bem fazer rapidamente, muito mais rapidamente que a norma, havia eu reencarnado como Afonso de Albuquerque. E lá nesse Oriente onde «nasce» o Sol, físico e espiritual, coloquei mais uma pedra na Obra unindo as raças, assegurando e impulsionando o contacto entre os povos do Oriente e do Ocidente. Os frutos dessa união ainda estão a ser colhidos! Dois séculos mais tarde, Portugal não era já tão poderoso, mas a Obra feita à custa da expansão da Alma Portuguesa, prosseguia ainda. 

Havia que preparar o «solo» da Grande Fraternidade do Brasil, filho e irmão de Portugal, e Terra Prometida do Terceiro Milénio. Na passagem do século XVII para o século XVIII, de novo encarnado, em personagem desconhecida da História profana (que vê os efeitos ou as causas próximas e não as causas reais (fiz sob a direcção da Grande Fraternidade Branca, a magnetização, e modelação do ambiente psíquico das terras de Vera Cruz ajudando-as a prepararem-se para o advento das correntes espiritualistas que hoje aí florescem: no solo preparado, as colheitas são mais férteis! 

Irmãos hoje ainda, mais uma vez, comando-vos à fundação dum Reino, o Reino de Deus na Terra! Envio-vos a descobrir novos mundos, os mundos subtis das realidades superiores e do Espírito! Incito-vos a unir os povos, as raças, as civilizações, as culturas, não já do ponto de vista físico mas sim na Luz única da Verdade Eterna, da Sabedoria de Deus! Conjuro-vos a preparar os caminhos que Cristo percorrerá na Terra! 

Falei-vos do Passado, do Presente e do Futuro. Neste ressalta a grandiosa, a avassaladora, a sublime Boa-Nova de que Cristo em breve virá à Terra! Eis aqui irmãos, algo porque vale a pena viver e lutar. Perante isto, tudo o resto, as coisas corriqueiras mil vezes já ditas e feitas tornam-se ainda mais pequenas e insignificantes. Erguei a vossa Espada de Luz, elevai os vossos corações e lutai, lutai, lutai para que o Plano de Deus se cumpra! 

No Coração de cada português vive essa ânsia que se chama Saudade. Nós vos demos as primícias da Nova Era. Possam esses primeiros frutos despertar em vós a saudade do Futuro próximo e fazer-vos deitar mãos à obra, para que a colheita seja abundante! Que a Paz esteja convosco, para que haja guerra contra as trevas! Que o Amor de Cristo una todos os que querem servir! Que a Luz do Senhor Que vem ilumine toda a Pátria Portuguesa!

Vinde, Senhor Cristo!

Afonso Henriques


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