25 outubro 2012

Projeção Astral - 25.10.12



A minha primeira experiência na projeção do corpo astral - há diversas nomenclaturas para descrever este evento, de forma consciente ocorreu na minha adolescência, no início dos anos 70. Este acontecimento foi marcante naquela época porque abriu uma nova fase de pesquisas que vinha fazendo desde então. Nunca fui o tipo de pessoa que simplesmente aceita tudo de forma passiva, ou de acreditar em coincidências e até que tudo é obra do destino. Eu sempre questionei tudo.

Lembro-me que lia muitos livros - era constantemente repreendido por meu pai - que estavam na estante da sala. A maioria dos títulos falava sobre a espiritualidade e, abrangiam os temas de vários autores da Sociedade Teosófica, além de assuntos como yoga, budismo, cristianismo e outras religiões. Os meus autores preferidos sempre foram a H. P. Blavtsky (atualmente encarnada no Brasil), C. W. Leadbeater, Alice A. Baley, Mabel Collins, Annie Besant, Lobsang Rampa, Arthur E. Powell e vários outros, todos eles editados pela Editora Pensamento.

O estudo sobre vidas passadas que me interessaram muito na adolescência, acabaram me levando a pesquisar sobre a projeção astral, e um dos melhores livros que li naquele tempo foi de C. W. Leadbeater, porque ele mesmo fazia suas incursões neste plano dimensional através de suas projeções, para desvendar muitos mistérios sobre a nossa evolução espiritual e a existência de várias civilizações ao longo da nossa história.

A minha curiosidade sempre foi um instinto incorrigível, e às vezes me dava mal por isso. No fim sempre tirava alguma lição pelas "broncas" que levava (até surras), ou então pela alegria de uma descoberta. Uma força interior sempre me "empurrava" adiante e, nunca desistia de nada. Questionar era algo que fazia naturalmente e não conhecia o termo "pecado", isto porque tinha apenas 12 anos e comecei a questionar a Deus.


Sim, na época era um coroinha da igreja católica e seguia toda a cartilha, mas nada me impedia de querer saber do porque eu via muitas incoerências tantos nos rituais quanto na forma como era passada os ensinamentos. Pré-adolescente, ainda na inocência da vida, fiquei por dois anos "pegando" no pé de Jesus. Eu nunca aceitei aquela imagem em baixo do altar, vendo ele com o peito aberto e sangrando. Era demais para mim!

Esse evento em particular será narrado em "Caminhando com o Mestre", inclusive os encontros no nível de projeção que tenho com Ele até os dias de hoje.

Então, era assim que sempre prosseguia quando queria saber algo para poder entender, de uma forma que a minha cabeça pudesse compreender tantas angústias que envolviam a minha alma, com tantas perguntas e nada de respostas convincentes. Era tão persistente no estudo e na pesquisa. Ia fundo mesmo. Quando a cabeça ficava travada, aí parava e ia me distrair com outras coisas ou seguia para a fábrica do meu pai para trabalhar.

No início daquela década aconteceu a minha primeira experiência fora do corpo físico de forma totalmente consciente e lúcida. Ao perceber que estava projetado, sentado na cama, nem olhei para o meu corpo porque sabia que perderia a oportunidade de testar se tudo aquilo era real mesmo. Olhei para o teto e disse: "vamos ver se eu atravesso o telhado!" - e, flutuei. Assim que me vi volitando sobre a minha casa, a sensação de alegria que me envolveu naquele momento era indescritível.

- Nossa! E agora, como faço para voar?! - estava agoniado, sem saber o que fazer.

Como um marinheiro de primeira viagem, eu arrisquei sem medo. Mirei um trajeto além duma árvore e me joguei para frente. Aí, a coisa ficou preta. Eu parecia uma bala de canhão - igual aquele do homem-bala do circo - atravessando casas, árvores... tudo! Era cômico demais me ver girando de forma descontrolada. Estava sem controle e solto no ar. Mesmo nesta situação eu mantinha a minha lucidez e pensava... tentando achar um jeito de encontrar uma solução.

Estava rodopiando como um parafuso quando me veio à mente os filmes que eu assistia na TV e, adivinhe qual? - As aventuras do Superman!!!!!!!!! - Filme antigo, ainda em preto e branco, mas dava para o gasto e naquele instante eu disse para mim mesmo:

- Por que não!?... - E tentei aquelas manobras, usando mais a minha imaginação.

E deu certo. Assumi o controle da situação e comecei a fazer vôos mais aerodinâmicos. Meio patético para dizer a verdade, mas funcionava. Depois de algum tempo fazendo treinamentos, indo de um lado para o outro me veio uma pergunta terrificante: "Meu Deus, e agora? Como é que eu paro isso? Onde é o freio?!!!" Pronto... lascou-se! Olhava tudo em volta, não tinha como me agarrar em nada... nada mesmo! E olhava para baixo... era alto demais... seria uma aterrissagem desastrosa, perdi a coragem de fazer a tentativa.

E o tempo foi passando... Pouco depois caiu a ficha. Se eu estava projetado, então não teria problema algum. Morrer eu não ia... e ria disso. Então olhei para baixo novamente e pensei: - "Só vai ter um jeito de acabar com isto, até que aprenda outra forma da próxima vez. Já que este meu corpo aqui não pode se machucar, então lá vou eu!". E fui. Desci com toda a velocidade na direção do chão. De cabeça mesmo. Senti me espatifar todo! No mesmo instante acordei todo assustado no meu corpo físico... e ri tanto disso, que sempre me lembro disso quando o assunto é projeção.

Com o tempo fui fazendo diversos testes sempre com a intenção de aprender a lidar com este novo corpo que havia descoberto. Continuava estudando e pesquisando cada vez mais. Quando completei os meus dezoito anos, a minha vida sofreu uma guinada incrível com sérios acontecimentos que acabaram bloqueando todas essas experiências e segui outro caminho focado mais na vida material.

Apesar de tudo não perdi os "dons" que possuía. O nível da minha clarividência permanecia inalterável, somente que passei a ficar calado e não me abrir muito sobre o que eu via. As visões sobre o futuro continuam sempre presentes no meu cotidiano e muitos amigos e colegas, já não duvidavam mais quando eu os alertava sobre fatos que iam ocorrer na vida deles. Aconteciam. O meu lado intuitivo estava sempre ativo, fazia parte de mim mesmo de uma forma bem natural.

E foi assim que segui o meu caminho dali em diante, afastado das minhas pesquisas e me sentindo contrariado em tantas ocasiões, quando via meus livros sendo rasgados e jogados no lixo. Durante muito tempo aguentei tudo em silêncio até que aos 28 anos de idade, tive uma das mais lindas visões da minha vida. Eu poderia realizar os meus sonhos e ideais, mas teria que "pagar" um preço muito alto. E naquela época, isso me causou uma das maiores dores na alma. Mas eu tinha uma escolha. E, escolhi viver o meu sonho.

Desde a época dos meus 18 anos, eu vinha deixando um rastro de conquistas e perdas incríveis. Nada dava certo no final. Após anos de labuta, construindo uma vida melhor no lado profissional e empresarial, chegava ao ponto de ter sucesso e, quando era para usufruir os frutos do meu trabalho, vinha um terremoto e devastava tudo. Simplesmente me tiravam aquilo que havia feito com muito amor e carinho. Eram perdas desoladoras que me entristeciam muito. Mas apesar de tudo, eu seguia em frente.

E foi nesta caminhada que acabei indo para o Japão. Depois de muitos problemas em Brasília, surgiu outro no Japão. O meu pai estava doente e, a minha família me incumbiu de ir até lá busca-lo. Fui. Nunca imaginei o que me esperava do outro lado do planeta. O foco da minha viagem para aquele país nunca fora fazer um "pé de meia", pelo contrário. As circunstâncias ocorriam de uma forma que não tinha como fugir delas. Eram compromissos atrás de compromissos que surgiam um atrás do outro e que acabaram por me "prender" no Japão. Se era para ficar apenas 6 meses lá, permaneci por quase 16 anos.

O "cara" que um dia havia saído de Brasília de uma forma, voltava anos depois de outro jeito, totalmente transformado, que nada mais tinha a ver com aquela personalidade anterior. Era um paradigma que só! No Japão, tive as mais lindas e maravilhosas descobertas no campo da espiritualidade humana e foi em Okinawa que desvendei todo o meu passado, a minha história neste planeta chamado Terra. Uma história - parte dela revelada por Ramatís - que ultrapassa milhões e milhões de anos.

E, também, foi ali naquele país do sol nascente cuja energia é carregada de pura espiritualidade que aprendi a fazer diversas formas de projeções de consciência, na companhia de um mestre daquele país, que havia desencarnado pouco antes do meu nascimento nesta vida atual.

Foram tantas experiências vivenciadas de forma consciente e lúcida. Sempre dentro deste contexto. Estava lá para um aprendizado intenso. Quando escalei aquele monte sagrado, o Fujisan, não imaginava naquela época que ali, bem acima da boca do vulcão havia um imenso templo dourado e violeta, que anos depois fui informado que era do segundo e do sétimo raio. Foi neste templo que recebi as primeiras iniciações no Japão, projetado no corpo astral.

Logo após o evento do meu despertar da consciência física, que as minhas projeções se intensificaram e tornaram-se diárias, fazendo parte do meu cotidiano. E estava nesta rotina quando o comandante Ashtar me "convocou" para fazer parte das operações de resgates. A partir daí não parei mais. Até hoje, quando há necessidade de um trabalho do "outro lado", lá estou eu, trabalhando. E considero o mais lindo aprendizado no campo da espiritualidade. A participação consciente nos trabalhos inter-dimensionais.

De tudo já aconteceu no plano astral. Até batalhas que já foram travadas lá eu participei. Nos últimos anos, tem havido tanto trabalho do lado de lá, que às vezes mesmo trabalhando no plano físico, saía para atuar no astral, mantendo as duas consciências de forma lúcida. Até meus colegas de trabalho, viviam perguntando o que estava acontecendo comigo, porque sempre me achavam estranho quando eu estava projetado. Como não entendiam o que ocorria, eu ficava em silêncio.

Ultrapassar os limites da terceira dimensão que é composta destes quatro mundos inferiores - o físico, o astral, o mental inferior e o etérico -, foi outro acontecimento surpreendente. Não há limites, pois o universo é infinito e a capacidade de avançar para outras dimensões vai depender muito da aceitação e do fato se se acostumar a acreditar na grande realidade que há vida fora da terceira dimensão. E uma vida abundante e uma sociedade cósmica impressionante.

As histórias das minhas experiências sobre a projeção, acumuladas durante décadas, não podem ser resumidas neste pequeno espaço, nos artigos que escrevo, porque seriam impossíveis de descrever em detalhes essas maravilhosas vivências, das quais mantenho apenas na minha memória, como um arquivo vivo. E como se diz no ocultismo: "Quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade!". E, assim é.

Falar sobre a projeção astral - assunto abordado na projeciologia - é um tema fascinante. Acredito sinceramente que esta técnica promove um grande avanço no campo da espiritualidade, principalmente porque há uma espécie de impacto no projetor, cujo choque o faz acordar para uma nova realidade e, queira ou não acaba rompendo um dos grandes "nós", que impede uma pessoa de se libertar da prisão do corpo carnal. O medo latente no inconsciente do ser humano é um fato. Ninguém duvida disso.

Agora, quando o projetor se vê num outro corpo - o astral - que é o que ele vai prosseguir em sua caminhada após o desencarne, fica sabendo na "própria pele", o que é a ilusão da morte física. Depois dessa experiência perde de vez o medo de "morrer". Não necessita mais de doutrinas para orientar a sua jornada terrena, porque quebrou um paradigma que o impedia de compreender o propósito da sua vida neste mundo.

Com esse conhecimento um projetor sério e dedicado deixa de focar totalmente a sua vida no plano material e entra também para o mundo espiritual, onde aprende uma nova forma de conduzir a vida e, como se manifestar de forma correta, tanto em pensamentos, em sentimentos e, em suas atitudes diárias.

A convivência e as suas relações com as pessoas e o ambiente em que vive, sofre uma transformação diante daquilo que era considerado um "padrão" de vida cheio de regras e normas. A compreensão sobre si mesmo começa a brotar, levando-o para uma vida baseada no discernimento correto, focado numa nova realidade de ser.

Como mencionei num artigo anterior, vivemos num mundo de terceira dimensão física. E isto engloba na verdade quatro planos existenciais e, cada um desses planos se subdivide em vários níveis - espécies de camadas -, cujas frequências e vibrações foram criadas pelo próprio ser humano, em suas diversas encarnações terrenas. Então são criações humanas.

No projeto original havia apenas sete camadas em cada plano, mas a humanidade como um todo contribuiu nas criações posteriores. Até onde pude observar por minhas próprias experiências, atualmente, as subcamadas ultrapassam em mais de duzentos níveis. Tanto para cima como para baixo, ultrapassando os "umbrais" e caindo além dos "abismos" nos fundos dos oceanos.

Voltando ao tópico sobre a projeção astral, as minhas pesquisas neste campo tornaram-se interessantes com as novas descobertas que eu mesmo vivenciei ao longo da minha caminhada. E, é disto que gostaria de comentar neste tema. As minhas experiências com as projeções das consciências. Andei pesquisando muito sobre este assunto e encontrei muitas respostas confusas e complicadas até para mim mesmo. O assunto difere um pouco sobre a projeção astral, mas a finalidade de ambas é sempre com o mesmo propósito. Aprender.

Tudo começou no ano de 2000 quando estava em Brasília trabalhando na empresa de um amigo meu. Numa visita de rotina a um cliente, fui abordado por um dos diretores que havia visto o meu nome registrado na recepção. Convidou-me para ir até a sala dele e perguntou se eu conhecia uma certa pessoa. Quando ele disse o nome do meu pai, fiquei surpreso, mas confirmei que era o filho dele. Então esse diretor começou a explicar que era kardecista e que numa reunião lá no centro ficou sabendo que o meu pai já era esperado no mundo espiritual há mais de dois anos.

O meu pai havia sofrido um AVC em Okinawa no ano de 1992, e desde então viveu apenas com a metade do corpo paralisado e nos últimos anos, entrava constantemente em estado de coma, levando uma vida vegetativa. Suas idas a uma UTI eram frequentes. Quando voltei para o Japão no início de 2001, a situação do meu pai me intrigava muito. A pergunta que sempre martelava a minha cabeça era: "o que prendia o meu pai naquele corpo inerte?".

E a resposta somente veio três anos depois quando recebi um telefonema do Brasil avisando que o meu pai estava na UTI e que a situação era gravíssima. Estava em casa quando a notícia chegou e fiquei sem ação. Queria estar lá, mas estava do outro lado do planeta. Com a ajuda de uma pessoa amiga, que naquela época vivia no Japão, aprendi uma nova forma de fazer a projeção astral.

O fato de estar nervoso, agitado, complicava tudo, porque não conseguia entrar num estado de relaxamento. Levantei-me do "tatame" e sentei-me numa poltrona. Uma voz interior simplesmente me disse: "Vai!". E eu respondi: "Como?!". A resposta foi curta: "Vá!". Então fui. No mesmo instante estava lá na UTI do hospital no fim da W3 Sul, em Brasília, ao lado da maca onde o meu pai tentava se levantar naquele instante, no plano astral. Havia dois padioleiros bem próximos e uma luz iluminando um portal naquele ambiente.

Da última vez que havia visitado o meu pai, ele estava péssimo, com o corpo físico totalmente inutilizado. Mas vê-lo agora ali, sorridente, bem disposto, era maravilhoso! Fiquei emocionado com a cena. Enquanto ele ficava de pé ia conversando comigo e passando suas mensagens para a família que estava deixando para trás. No final, acrescentou umas frases e disse que eu sabia do que ele estava falando. E quando os padioleiros estavam colocando o meu pai na maca, eu vi um clarão intenso e assisti o meu pai sendo puxado de forma violenta para o corpo físico. Aquilo foi demais para mim.

Foi um choque e tanto que acabou me trazendo de volta ao meu corpo físico no Japão. Ao me recobrar do susto, tremia muito e não sabia o por que. Naquele instante chamei a mulher com quem vivia na época e disse para ela que eu estava indo para o Brasil. No dia seguinte consegui a passagem e embarquei dois dias depois. Assim que cheguei a Brasília fui direto para o hospital e, aproveitando que a família estava toda reunida ali, avisei que a minha vinda estava relacionada ao propósito de libertar o meu pai daquele sofrimento inútil.

Ao vê-lo, chorei. Estava somente em pele e osso. Nem parecia mais um corpo humano. Quando peguei em suas mãos, imediatamente senti uma pressão dos seus dedos me envolvendo e ao olhar para ele, suas pálpebras se abriram e vi lágrimas escorrerem e, sem mexer os lábios ele disse:

- Filho, me liberte desse sofrimento! - Comovido eu apenas sussurrei:

- Eu vim aqui para isso, pai!

À tarde fiquei sentado ao lado do meu pai que estava em coma, observando tudo o que acontecia em sua volta. Aquela cena no astral, que havia assistido explicava a causa do meu pai nunca ter podido ir embora deste mundo. E precisava descobrir o que o tinha puxado de volta com tanta violência. Estava absorvido nestes questionamentos quando uma enfermeira entrou para trocar o soro. E na sequência a minha mãe se aproximou dela e começou a falar e, a contar o que ela fazia sempre que o meu pai entrava em estado convulsivo. Enquanto ela falava eu conseguia rever cada cena que havia ocorrido ao longo destes 12 anos enquanto o meu pai ficou imobilizado numa cama. Aí foi que descobri tudo.

Estava chocado novamente. Assim que a enfermeira saiu do quarto e na presença de uma irmã, de um tio e de uma tia, eu chamei a minha mãe e comecei a conversar com ela de forma serena, evitando magoá-la. E quando disse que era ela que vinha prendendo o meu pai naquele corpo inerte, ela entrou em desespero e foi embora. Quando todos saíram do quarto, eu havia ficado escalado para permanecer com ele até que outra irmã que ia ficar de plantão naquela noite, viesse me substituir.

Sozinho no quarto com o meu pai comecei a conversar com ele, mesmo ele não podendo me responder, sabia que ele estava me ouvindo. Contei para ele o que ia fazer e passei as orientações que havia recebido para onde ele seria levado, quanto tempo ficaria adormecido até se recuperar e como era o lugar onde estaria internado no mundo espiritual. Em seguida comecei a fazer o desligamento espiritual dos cordões que ainda prendiam o corpo astral no corpo físico.

Quando terminei, ficou apenas um fio que se desvaneceria em algumas horas. Ele precisaria deste tempo. Esperei então a chegada da minha irmã e quando ela veio, eu lhe disse:

- Mana... como você é espírita não tinha pessoa melhor para estar com o pai esta noite. Hoje você vai presenciar algo e não se assuste. O pai vai embora logo e até o amanhecer ele já não estará mais aqui.

Deixei estas orientações e fui embora para casa descansar. Fora uma viagem longa e estava praticamente sem dormir. Ao amanhecer a minha irmã liga do hospital e avisa que o pai havia falecido. Seis meses depois, passei a reencontrar o meu pai no mundo espiritual e o grande presente que recebi no meu aniversário lá no Japão no ano seguinte ao seu desencarne, foi uma visita surpresa por parte dele.

Neste dia ele veio até o meu apartamento, disse palavras de gratidão, e me homenageou com um abraço "tão apertado", cuja energia era de puro amor. A emoção era forte demais. Chorei o dia inteiro, depois que ele se foi. Após a partida do meu pai, a minha vida no Japão entrou na reta final. E toda aquela experiência abriu outros questionamentos sobre a nova descoberta de como fazer projeções da consciência e não mais aquela forma de projeção astral que vinha fazendo até então.

Dentro das fábricas começaram a ocorrer encontros com seres desencarnados, que simplesmente apareciam na minha frente. Estavam perdidos, confusos e sem saber para onde irem. Acabava levando todos eles para os hospitais espirituais. A cada caso que ia surgindo, a minha curiosidade aumentava. O que estava acontecendo comigo?! Comecei a pesquisar mais sobre o assunto, mas nunca conseguia encontrar respostas plausíveis.

Sempre busquei conclusões técnicas, soluções práticas. Nunca aceitei dogmas ou processos complicados. A simplicidade para mim era tudo que sempre busquei na minha vida. Aprendi a ser assim, apenas observando a própria natureza. Tudo é simples! Quando fui chamado para participar das operações de resgate promovidas pelo comando Ashtar, jamais poderia imaginar que as experiências que iria viver, seriam as respostas para tantas indagações.

Comecei a observar tudo, estudando cada detalhe de como as coisas funcionavam. Percebia nitidamente e com tanta lucidez os movimentos que fazia no plano astral em todos os níveis que participava. Quando me vi projetado com a minha consciência mental, a resposta veio. Nunca tinha visto aquilo, muito menos vivenciado uma experiência daquela. A partir da minha projeção mental eu assistia o meu corpo astral em ação, atuando em todas as frentes. Gravava tudo na minha memória. Registrava tudo. E quando voltava ao meu corpo físico, anotava as minhas descobertas. Ponto por ponto.

Nas operações que se seguiam, ia fazendo novas experiências com esta incrível novidade. Havia desvendado algo inusitado. E isto prometia muito. Passei a analisar sobre tudo o que havia estudado até aquele momento, refletindo muito sobre como utilizar esta nova forma de projeção. A última indagação era como isso seria possível. Uma das verdades que tinha plena certeza sempre foi a de que se, a conscientização de algo, era um passo importante para a cura de uma doença, então servia também para quebrar velhos paradigmas.

Retornei aos meus estudos sobre o plano espiritual como um todo, remontando os esquemas que tinha traçado no passado. Como sabia que existia a Lei da Ordem que regia o nosso universo, parei neste ponto. Analisei todo o quadro sobre uma nova perspectiva, agora visualizando de cima para baixo, o nosso processo de involução. Pronto. Ali estava a resposta. Para ter certeza virei o quadro de cabeça para baixo. Ficou comprovada a teoria que havia feito.

Como faltavam os testes práticos, comecei a treinar neste novo processo. Sempre fui a "cobaia" de mim mesmo. A princípio fiquei um pouco perdido e confuso, mas fui em frente. As técnicas eram tão simples que comecei a praticar com algumas pessoas amigas, que viviam tanto no Japão como no Brasil. Os resultados foram maravilhosos, embora eu precisasse de mais tempo para por em prática uma série de variações, porque havia ultrapassado a barreira da terceira dimensão.

Os artigos que escrevo sobre as dimensões e os quatro corpos inferiores mostram os instrumentos e o campo de ação que a nossa consciência é capaz de atuar e se projetar. O raciocínio é bem simples. E o sucesso de qualquer empreendimento precisa-se de práticas constantes e, sendo algo novo, há a necessidade de se quebrar tabus. A mente física tridimensional está tão cristalizada com dogmas e crenças, condicionadas desde a infância, que ficam quase impossíveis essas mudanças de paradigmas.

O primeiro ponto a observar para se estudar é usar o termo científico. Separar tudo. Fragmentar novamente e analisar as partes. Começando pelo fato de que a terceira dimensão é composta por quatro mundos inferiores. Não confundir com quarta dimensão, porque não tem nada a ver. Em cada mundo há uma consciência se manifestando.

Então não adianta - o que é comum esta confusão - querer projetar a consciência física para o plano astral. Ela, simplesmente não funcionaria ali. 
A consciência física encarnou num corpo físico, por isso só funciona com um corpo material de carne e osso. O corpo astral é constituído do material do plano astral e sua consciência tem as mesmas características. Falando apenas destes dois planos, vamos ao que interessa. 

A encarnação das consciências ocorre de "cima" para "baixo", ou seja, é comprimida de fora para dentro. A matéria física é uma energia totalmente densificada, através da pressão gravitacional. É o mesmo que pegar um peixe da superfície e empurrar ele para o fundo de um oceano. Vai implodir se não possuir um corpo adequado para alta pressão. O corpo físico do ser humano é para viver "no fundo do oceano", enquanto o corpo astral é para viver em águas rasas da superfície do mar.

A dificuldade para fazer a projeção astral com tanta frequência de forma consciente relaciona-se ao fato de querer levar a consciência física junto com o corpo astral. É só focar a transferência para a consciência astral que o projetor vai estar lá. "Onde o pensamento está, é onde você vai estar!".

Se a tua intenção é estar no astral, basta pensar. A consciência astral é ativada e, nisso ela se veste do seu próprio corpo, o astral. Esta é a sequência normal das coisas. Não tente separar o corpo astral do físico com a consciência física. Isto vai prender um corpo no outro. Anule a consciência física e focalize na consciência astral, e tudo vai ocorrer de forma natural.  

No processo involutivo - na encarnação de uma alma - o corpo etérico é o registro de memória de todos os corpos gravados no nosso DNA, portanto num "nascimento", este corpo já está pronto. Por isso, necessitamos apenas de nove meses de gestação - 3 para cada corpo - para a formação do corpo físico tridimensional e, não de doze meses como seria o processo verdadeiro, seguindo a lei da criação.

A consciência mental é a primeira a se "vestir" de um corpo, seguida pela consciência astral, com o seu respectivo corpo e, por último a consciência física num corpo carnal. Analisando este processo, percebe-se que o corpo mental envolve o astral, e este, o corpo físico. Aí se vê que o último está confinado no "fundo do saco". A lógica neste caso, para um projetor é estar consciente disto, porque este conhecimento facilitará qualquer atividade de projeção.

A consciência física tem percepção apenas do seu plano de manifestação, enquanto a do astral consegue perceber seu próprio plano de existência, além daquela que está "abaixo" dela, por estar na verdade, contida nela. Esta situação se aplica perfeitamente à consciência mental, com uma diferença: o plano mental se subdivide em duas partes, quatro níveis inferiores e três níveis superiores.

Na encarnação, a alma - ego -, permanece somente nos quatro níveis inferiores do plano mental, que é o limite da "roda de samsara". Então a partir do corpo mental, a sua consciência pode transpor os limites da terceira dimensão, e vivenciar outras experiências interdimensionais. É elevar esta consciência mental de terceira dimensão para vibrar nas frequências do quinto plano mental, que o projetor vai conectar com a sua consciência superior, conhecido como o mentor espiritual de um ser encarnado, e através desta consciência poder "viajar" para além da quinta dimensão.

A atuação de um projetor astral vai ficar limitada dentro desse próprio "universo", que não ultrapassa muito além da órbita lunar. O plano mental inferior cobre parte do nosso sistema solar. E é com o mental superior que um projetor pega um "elevador" para visitar a imensidão cósmica, onde consegue contatar todas as esferas de vida - extraterrestres -, descobrindo através de suas vivências e experiências, a sua origem estelar, desvendando o grande segredo de quem somos, de onde viemos e para onde vamos!

Para finalizar é importante salientar um exercício que se torna fundamental em qualquer experiência extrafísica. Desbloquear a mente física sobre o rótulo que colocaram sobre a visualização, dizendo que a imaginação é uma fantasia, quando na verdade, tudo isto se relaciona à tela mental que é o instrumento do corpo mental, assim como o cérebro é o receptor da corpo físico. Esta informação é apenas um pequeno detalhe, mas que fará uma profunda mudança no foco da percepção extra-sensorial.

Paz!
Shima
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