26 janeiro 2016

Decisão e Verdade - 26/01/2016




Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um. 
* * * * * 

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber. Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite. 

Freqüentemente rogam em prece: 
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!...

Mostra-me o que devo fazer!.... 

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo: 

- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa!  Não tenho forças.  Ai de mim que sou inútil!... 


Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar sem servir. Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.  Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras. 


Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.  Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação. 

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação  surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é
preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta. 


Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!... 


Não te ponhas à espera deles sob a imaginária  incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te  marcaram ontem.  Realização pede apoio da fé. 


Mãos à obra.  Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e  construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.


(Livro:Rumo Certo - Emanuel)
Enviar um comentário