09 março 2016

A Luta Necessária - 09/03/2016



A LUTA NECESSÁRIA 
Joio e Trigo

Infelizmente a maioria das criaturas não gosta de reconhecer os seus limites. A vaidade e a ambição levam muita gente a dar passos mais largos do que as pernas permitem. É o que hoje vemos, de maneira assustadora, em nossos meios espirituais.. Os casos de fascinação multiplicam-se ao nosso redor. Pessoas que podiam ser úteis se transformam em focos de confusão e perturbação, entravando a marcha de muitos trabalhadores na senda do bem  com a sustentação de teorias absurdas que levam o evangelho  ao ridículo. Em nosso país esses casos se tornam mais graves por causa da falta geral de cultura. As pessoas incultas e ingênuas se deixam levar muito facilmente ao fanatismo, ante o brilho fictício de pessoas inteligentes e cultas, mas dominadas por fascinações perigosas.

A mania do cientificismo vem produzindo grandes estragos no  ensinamento  do evangelho. Qualquer possuidor de diplomas de curso superior se julga capacitado a transformar-se em cientista  do dia para a noite. E logo consegue uma turma de adeptos vaidosos, prontos a seguir o iluminado que lhes empresta um pouco do seu falso brilho. O desejo de elevar-se acima dos outros, conhecendo mais e sabendo mais, é praticamente incontrolável na maioria das pessoas. O resultado é o que vemos. Há mais joio do que trigo na  seara dos trabalhadores da luz.

A luta contra essa situação é das mais árduas. Mas, árdua ou não, tem de ser enfrentada pelos que vêem as coisas de maneira mais clara. Temos de ferir suscetibilidades, magoar o amor próprio de amigos e companheiros, levantar no próprio meio espiritual  inimigos gratuitos, provocar revides apaixonados. Mas, de duas, uma: ficamos com a verdade ou ficamos com o erro, defendemos os preceitos do  evangelho do Cristo  ou nos acomodamos na falsa tolerância, clamando por uma paz de pantanal, que nada mais é do que covardia e traição à verdade. Aí estão, diante de nossos olhos, as fascinações da vaidade nos empatando os caminhos da evolução natural e necessária dos preceitos do evangelho. 

Podemos enumerar as mais acentuadas e nefastas vertentes:  O Divinismo ou Espiritismo Divinista,  o espiritualismo e mestres ascencionados falsos, e que são o oposto da verdadeira doutrina do evangelho do Cristo,  contradizem a própria essência racional do Cristianismo e do Espiritismo; o ramatisismo que ainda hoje não foi completamente eliminado da sua estrutura; o heterodoxismo ou armondismo  andam de mãos dadas com o ramatisismo; a teoria do continuum mediúnico, que vem de fora, com ares de teoria sociológica, estabelecendo confusões, com suposto apoio científico, entre Espiritismo e Umbanda; o andreluizismo, que à revelia de André Luiz é sustentado por instituições que se apoiam na caridade para desviar adeptos ingênuos da verdadeira compreensão doutrinária; e outras subcorrentes que amanhã se tornarão fortes e dominadoras, se não forem sustadas a tempo.


Todos esses movimentos se valem de uma arma contra os que perseveram no campo limpo da doutrina: a acusação de sectarismo. Fazem seitas e acusam os outros de sectários. Clamam pelo direito de alargar e arejar os conceitos fundamentais evangélicos, sem que os seus expoentes se lembrem de que não possuem condições culturais para essa tarefa de gigantes. Afrontam e amesquinham os preceitos do evangelho na vaidosa suposição de que o estão praticando, quando não o deturpam  abertamente, com o menosprezo ao seu objetivo  espiritual e à sua qualificação... Não foram ainda capazes de encarar esta obra  sem pensar primeiro em si mesmos e nas suas supostas capacidades culturais ou supostas habilitações espirituais

Em meio a esse panorama de confusões, mutilado em suas pretensões iniciais, mas ainda atuando em desvios estratégicos, subsiste a ameaça do espiritualismo corpuscular. E ao seu lado surgem outros movimentos pseudoculturais, com sua direção entregue às mãos de um leigo, a suscitar inovações aberrantes na prática doutrinária, em nome de uma suposta evolução, e uma onda de culturalismo místico que se opõe à restauração do verdadeiro Evangelho nos quadros de instituições representativas da verdadeira doutrina.

Fica a critério  de cada um dos trabalhadores da senda, usar do discernimento.

(Observações a luz do Evangelho)




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