03 abril 2016

A Vida Universal


Os planetas do nosso sistema solar serão todos habitados?... 
São habitados os milhares de mundos que povoam o infinito?...
Essas humanidades assemelham-se à nossa?...  
Conheceremos algum dia?...

– A época em que vives na Terra, a própria duração da Humanidade terrestre não é mais do que um momento na eternidade. Nenhuma razão há, para que todos os mundos sejam habitados agora. A época presente não tem mais importância do que as precedentes ou as que se hão de seguir. A duração da existência da Terra será muito mais longa – talvez dez vezes mais longa – do que a do seu período vital humano. Em uma dezena de mundos, tomados ao acaso na imensidade, poderíamos, por exemplo, conforme os casos, achar apenas um atualmente habitado por uma raça inteligente. Uns o foram outrora; outros sê-lo-ão no futuro; estes se acham em via de preparação, aqueles têm percorrido todas as suas fases; aqui, berços; além, túmulos; e depois, uma variedade infinita se revela nas manifestações das forças da Natureza, não sendo a vida terrestre de modo algum o tipo da vida extraterrestre. Seres podem viver em organizações inteiramente diversas das conhecidas no vosso planeta. Os habitantes dos outros não têm a vossa forma, nem os vossos sentidos. São outros.

Dia virá, e mui proximamente, pois que estás chamado a vê-lo, em que o estudo das condições da vida nas diversas províncias do Universo será o objeto essencial – e o grande encanto – da Astronomia. Bem depressa, em vez de se ocuparem simplesmente com a distância, com o movimento e com a massa material dos vossos planetas vizinhos, os astrónomos descobrirão a constituição física, os aspetos geográficos, a climatologia, a meteorologia; penetrarão o mistério da sua organização vital e discutirão a respeito dos respetivos habitantes. Afirmarão que Marte e Vénus se acham atualmente povoados de seres pensantes; que Júpiter está ainda no seu período primário de preparação orgânica; que Saturno plana em condições inteiramente diferentes das que presidiram ao estabelecimento da vida terrena e, sem jamais passar por estado análogo ao da Terra, será habitado por seres incompatíveis com os organismos terrestres. Novos métodos farão conhecer a constituição física e química dos astros, a natureza das atmosferas. Instrumentos aperfeiçoados permitirão mesmo descobrir os testemunhos diretos da existência dessas Humanidades planetárias e pensar em estabelecer comunicação com elas. Eis a transformação científica que há de assinalar o fim do décimo-nono século e que há de inaugurar o vigésimo. Se a vida não existisse na Terra, este planeta seria absolutamente destituído de interesse para qualquer espírito que fosse, e a mesma reflexão se pode aplicar a todos os mundos, que gravitam em torno de milhares de sóis, nas profundezas da imensidade. A vida é o fim da Criação inteira. Se não houvesse vida, nem pensamento, tudo isto seria como que nulo e não acontecido. A Criação é um poema, do qual cada letra é um sol. Estás destinado a assistir a uma completa transformação da Ciência. A Matéria vai ceder lugar ao Espírito.

Os astrónomos, que calculam os movimentos aparentes dos astros na sua passagem de cada dia pelo meridiano; os que anunciam a chegada dos eclipses, dos fenómenos celestes, dos cometas periódicos; os que observam com tanta atenção as posições exatas das estrelas, dos planetas de vários graus da esfera celeste; os que descobrem os cometas, os planetas das estrelas variáveis; os que buscam e determinam as perturbações produzidas nos movimentos da Terra, pela atração da Lua e dos planetas; os que consagram suas vigílias à descoberta dos elementos fundamentais do sistema do mundo; todos, observadores ou calculistas, são os preparadores de materiais, precursores da nova Astronomia. São imensos trabalhos, labores dignos de admiração, transcendentes obras que põem em evidência as mais elevadas faculdades do espírito humano. Mas é o exército do passado. Matemáticos e geômetras. Doravante o coração dos sábios vai pulsar por uma conquista mais nobre ainda. Todos esses grandes Espíritos, estudando o céu, não têm, na realidade, saído da Terra. O fim da Astronomia não é mostrar a situação aparente de pontos brilhantes, nem pesar pedras em movimentos no Espaço, nem nos fazer conhecer com antecedência os eclipses, as fases da Lua ou as marés. Tudo isso é belo, mas insuficiente. Tu vais despertar na Terra, tu admirarás ainda, e legitimamente, a ciência de teus mestres; mas, fica sabendo: a Astronomia atual das suas escolas e dos observatórios, a Astronomia matemática, a bela ciência dos Newton, dos Laplace, dos Le Verrier, não é ainda a ciência definitiva. Não está lá o fim que busco desde os dias de Hiparco e de Ptolomeu. Vê esses milhões de sóis análogos àquele que dá vida à Terra e, tal qual ele, fontes de movimento, de atividade e de esplendor; pois bem, é esse o objeto da ciência futura: o estudo da vida universal e eterna. Até hoje, não se há penetrado no templo.  Os algarismos não são um fim, mas um meio; não representam o edifício da Natureza, mas os métodos, os andaimes. Vais assistir à aurora de um novo dia. A Astronomia matemática vai ceder o lugar à Astronomia física, ao verdadeiro estudo da Natureza.

Urania
C.Flammarion

29 março 2016

Irmão da Natureza - S. Francisco de Assis





Falando a S. Francisco de Assis

Enquanto a sociedade estertorava nas guerras cruentas de dominação de povos e vidas, sentiste a necessidade de lutar pela Pátria, evitando o abuso daqueles que consideravam com o direito a escravizar os seus irmãos. Não compreendendo a luta que deverias travar, pensaste que as glórias antevistas em sonho referiam-se aos tesouros terrestres, e para melhor compreenderes o amor do Cristo, marchaste para a defesa dos fracos, pensando em servir a Deus e ao país.

Nascido para a paz, jamais poderias combater com armas destruidoras, e por isso tombaste prisioneiro dos hábeis verdugos, que te encarceraram e te fizeram sofrer. Humilhado e enfermo, retornaste ao lar, quando foste visitado pelo Amigo-Amor que te convocou para diferente luta, cujas armas seriam a mansidão, a renúncia, o sacrifício.

Eras jovem e sonhador, trovador das noites estreladas e amigo da ilusão. No entanto, possuías uma tristeza invencível que nada conseguia diminuir. Dissimulavas a melancolia com a jovialidade, mas sabias que a tua vida não te pertencia, embora não entendesses a solidão interior que te macerava, preparando-te para a soledade entre todos pelo resto da tua existência. Mas quando ouviste o chamado do Cantor da misericórdia, todo o teu ser tremeu de emoção e perdeste o interesse pela existência convencional.

Começaste o despojamento, liberando-te das coisas, para poderes libertar-te de ti mesmo, a fim de te entregares a Ele por inteiro. Os teus não te compreenderam, mas os leprosos de Rivotorto te receberam as doações de pão, de paz, de carinho com lágrimas que os olhos da alma vertiam em abundância, na decomposição em que se consumiam. Mais tarde, outros solitários vieram unir-se à tua soledade, a fim de formarem o rebanho submisso ao cajado do Pastor. Ignorando a teologia, sabias o Evangelho na sua integral pureza, sem disfarces nem dissimulações, e saíste a vivê-lo, enquanto o pregavas com palavras simples e atos de coragem incomum.

Transformaste as noites festivas de cantos e banquetes em um perene poema de beleza, enaltecendo os irmãos Sol, Lua, Chuva, Pássaros, Lobo, Neve, enquanto o mundo de então te espreitava com desconfiança e desinteresse. Mas, o teu exemplo de abnegação continuo sensibilizando outros corações ansiosos de vida nova, que te passaram a acompanhar pelas estradas da Úmbria, albergando-se na Porciúncula modesta e desprovida de tudo, menos da ternura.

Quando menos esperaste, havia multidões que se comprimiam para ouvir as tuas canções de esperança e caridade, tocadas pela tua presença e a dos teus cancioneiros, tão desprotegidos como tu mesmo, no entanto amparados pelo Sublime Cantor. Irmão Francisco! Canta outra vez para nós o teu poema de amor, nestes calamitosos dias que vivemos! As noites da Terra já não são ricas de cações, mas de expectativas dolorosas. Os grupos juvenis raramente se reúnem para sorrir ou para os folguedos inocentes, e sim para a embriaguez alcoólica ou o envenenamento por drogas alucinantes. O enamoramento que procede à união dos corpos foi sucedido pela volúpia do sexo em desalinho e a posterior dilaceração dos sentimentos face ao abandono e às suas conseqüências perversas.

O relacionamento fraternal tem sido transformado em gangues violentas que se arremetem umas contra as outras em fúria desconhecida. A literatura gentil e cavalheiresca cede lugar à pornografia desabrida e às narrações de funestos acontecimentos. A música romântica transformou-se em vulcão de ruídos metálicos que induzem à loucura e à bestialidade. A poesia perdeu a inocência e a beleza, passando às arremeti-das de palavras sem nexo ou construções de palavras sem ritmo, sem rima, sem mensagem. É certo que ainda permanecem em alguns grupos o sentimento de amor, de fraternidade, de beleza e de harmonia, afirmando que nem tudo está perdido na grande noite adornada de ciência e de tecnologia, na qual as almas estorcegam sob os camartelos do sofrimento. Existe muito conforto para uns e nenhum para outros. Aliás, também nos teus dias era assim, razão porque preferistes os últimos, oferecendo-lhes carinho por faltarem outros recursos.

O progresso facilitou o intercâmbio entre as criaturas e propiciou o desenvolvimento da criminalidade e do ódio. Há grandeza, sim, na arte e no pensamento, na cultura e no sentimento, porém, a fé empalideceu e agoniza ante a predominância do comportamento hedonista que se espalha por toda a parte. O firmamento está cortado a cada momento por grandiosas naves conduzindo milhões de indivíduos de um para outro lado, com todo luxo e facilidade. Todavia, milhares de ogivas nucleares carregadas de bombas de alta destruição aguardam o simples movimento para dispararem suas cargas terríveis de desagregação de tudo.

Nesse pandemônio de alegrias e pavor, de riquezas e misérias, de esperanças e desencantos, há milhões de pessoas anelando por conhecer-te ou reencontrar-te, a fim de que a tua canção, Irmão da Natureza, as reconduza a Jesus a quem tanto amas! Volta novamente à Terra, Trovador de Deus, para que tua pobreza inunde de poder todos aqueles que acreditam na força de não ter nada, nas infinitas possibilidades da não-violência e no infinito amor do Pai!

Irmão Francisco: O teu irmão lobo transformou-se no monstro devastador de drogas que consomem a juventude, em especial, e a outros indivíduos, em particular. As lutas de cidades, umas contra as outras, ainda continuam e agora mais graves, na violência urbana. A poluição química da atmosfera, que ameaça a Terra, filha daquela de natureza mental e moral, lentamente destrói a Irmã Natureza que tanto amas. Homens dominadores e perversos ameaçam-se ainda através da política escravizadora das moedas que subjugam os povos que não têm voz no concerto das Nações poderosas. As vozes que proclamam a paz estão muito comprometidas com a guerra.

O mundo de hoje aguarda o retorno da tua Canção, pobrezinho de Deus, porque ela impregna as vidas com ternura, amor e paz. Iremos fazer um grande silêncio interior, preparar os caminhos e aguardar que tu chegues, simples e nobre como o lírio do campo, bom e doce como o mel silvestre, amigo e irmão como o Sol, para que tua voz nos reconduza de volta ao rebanho que te segue e levas ao Irmão Liberdade, que é Jesus.

Mensagem Irmão da Natureza, escrita em Assis, Itália, no dia 27 de maio de 2001.

22 março 2016

O Verdadeiro Significado da Páscoa

Hoje quero falar-vos sobre esta festa que vocês chamam de Páscoa. Se hoje venho falar-vos, é porque muitos de vós ainda compreendem de forma equivocada aquele que foi o vosso amado Jesus.

Existem certas informações que vos levam a acreditar que Eu sou Aquele que veio para vos castigar. Mas não foi isso que Eu disse. O que ensinei foi que deveriam agir de forma harmoniosa, partilhando os vossos bens mais preciosos, entre eles o amor, com aqueles que dele necessitam.

Falei-vos da dádiva que brota do fundo do vosso ser e da importância de irem ao encontro do próximo para aprender aquilo que a vida vos tem para ensinar.

Aquilo que precisam de aprender encontra-se nas lições da vossa vida quotidiana. Uns necessitam de amor, outros necessitam de compreensão, outros de auxílio. Por isso vos disse: amai-vos uns aos outros, para que todos possam sentir-se amados.

Ainda me sinto responsável por aquilo que a humanidade fez com as minhas mensagens, e o Meu único desejo é colocar em ordem aquilo que foi desordenado por alguns.

Organizando informações

É importante que saibam que as vossas comemorações da Páscoa emitem vibrações que se caracterizam pelo culto à dor e ao sofrimento. É isso que se observa do alto, quando se medem os níveis de energia gerados por vós durante este período.

Aquilo que comemoram como sendo a minha ressurreição teve como objetivo mostrar-vos a possibilidade da chamada ascensão em corpo físico, alcançada após um trabalho interior de aproximação com o meu Eu superior.

No entanto, essa ideia foi deturpada e modificada, levando-vos a acreditar que o caminho para o Pai passa pelo sofrimento, pela dor e pela culpa. Fizeram-vos acreditar no sofrimento.

Fizeram-vos acreditar que elevar as vossas vibrações estaria associado ao sofrimento físico, afastando-vos assim dos vossos próprios caminhos. E essa ideia expandiu-se muito para além dos Meus seguidores.

Para manterem os seus domínios sustentados no medo e no sofrimento, fizeram-vos acreditar que Eu aceitei vivenciar a dor e apresentaram-Me como alguém sem poder sobre o Meu próprio Ser, privado da ajuda do Pai que tanto Me ama.

Pergunto-vos: Seria isso verdade? Deixaria um Pai que o Seu Filho legítimo permanecesse entregue ao sofrimento?

Crucificação: uma história inventada?

Quero que saibam que nem todos os acontecimentos da história que vos contaram estão fundamentados na Verdade. É necessário examinar os verdadeiros fundamentos dos factos que vos foram apresentados.

Transformaram a verdadeira história num culto ao meu sofrimento. Isso levou-vos a sentir culpa, medo de um eventual castigo e até a acreditar que existe uma obrigação de sofrer nas vossas experiências terrenas.

Muitos de vocês acreditam que, ao sofrer, estão a redimir os vossos pecados. Mas Eu pergunto-vos: Quais são os vossos pecados? Voltem no tempo através da vossa mente, onde todos os registos permanecem armazenados. Elevem-se acima do ego e poderão sentir aquilo que realmente foi a chamada "crucificação".

Permitem que a ideia do sofrimento entre na vossa mente?

Quando utilizam uma celebração para cultuar a dor e o sofrimento, algo que não existiu da forma que imaginam, estão a reforçar essa ideia. E, ao fazê-lo, permitem que a dor, o sofrimento, o medo e a culpa entrem novamente nas vossas mentes.

Hoje venho até vós para vos pedir, mais uma vez, que comecem a olhar para a história que vos contaram pelos "olhos de Deus", que habitava em mim e que  agora também habita em  vocês.

Um dos meus objetivos ao nascer aqui  foi mostrar-vos o Deus que habita dentro de cada Ser, apresentar-vos a realidade da transformação em corpo físico e indicar-vos os caminhos pelos quais isso poderia ser alcançado.

Eu deixei-vos o caminho. A Minha ascensão  para outro plano ocorreu em público, fora do contexto da crucificação.

Parti deste vosso plano

Eu parti para o mesmo lugar que deixei antes de vir a este planeta, diante dos meus discípulos e de alguns outros que testemunharam esse momento. Contrariamente ao que muitos imaginam, tudo aconteceu de forma suave e alegre.

A minha transformação incomodou muitos, especialmente aqueles que desejavam manter a humanidade subjugada ao ego.

Porque nos contaram outra história?

Para manter o controlo, inventaram factos para que vocês pensassem que o "comando" não vinha de Deus. Hologramas foram criados para que a minha mensagem fosse desviada e sem importância.

Quis o poder do ego, vigente na época, transformar um acontecimento maravilhoso em sofrimento, dando-lhes a impressão de que não se chega ao Pai senão através da dor e do sofrimento. Isto gerou medo em muitos e levou-os a abandonar o caminho.

Vocês sabiam que acreditar na dor pode fazer-vos sofrer?

Vocês possuem escolhas pessoais, possuem o livre-arbítrio. Nisso, Eu não posso interferir, e ao escolherem a realidade do sofrimento, acreditam nela e acabam por viver as mais diversas dores.

Eu sabia que isto poderia acontecer. Sabia que muitos de vocês não estariam prontos para aceitar e acreditar num acontecimento tão "bizarro" quanto aquele que vos mostrei. Porém, este é um momento de amadurecimento da Humanidade, e à medida que crescem, podem deixar de acreditar naquilo que alguns desejam que acreditem.

É chegado o momento de sair das vossas mentes infantis e olhar para todos os acontecimentos com os olhos do Eu superior, aquele que habita dentro de vós e possui a sabedoria necessária para discernir o que é real e o que não é.

Nesta Páscoa

Eu peço para fazerem algo diferente. Proponho-vos que abandonem a imagem da crucificação e se conectem com o facto real: o meu caminho para o Deus. Peço-vos que olhem para além da história que vos foi contada.

Desejo que saibam que não existe sofrimento no caminho que conduz a Deus. Ele, que vos gerou, jamais criaria uma veneração à dor física. Da mesma forma, jamais deixaria um Filho Seu percorrer caminhos tão amargos e cruéis.

A minha passagem pela Terra foi suave e serena. Eu passei a minha mensagem, viu quem quis. Acreditou quem quis acreditar. Subi em espirito, com alegria. 

Eu sabia que um dia me compreenderiam, e esse momento chegou.

Vocês estão a crescer e as vossas mentes estão prontas. Verá quem quiser ver. Verá quem estiver pronto para abandonar as camadas do ego e das suas próprias crenças limitadoras.

Podemos mudar a história

Lembro-vos que, de onde Eu vos vejo, não existe tempo. Para mim, tudo aconteceu há apenas um instante. 

Vocês podem mudar a história, há sempre tempo. Podem decidir ver a verdade por detrás dos factos. Têm capacidade para isso. Ver para além das aparências significa posicionar-se dentro da Verdade que hoje vos mostro.

Qual é a mensagem para hoje?

Desejo que despertem. Despertem agora. A minha mensagem desta vez é simples: Despertem deste sonho de sofrimento.

Olhem para mim, Eu e o meu Eu superior, e vejam que estamos bem aqui, exatamente onde pensam não nos poder encontrar. Saiam do sonho do sofrimento e despertem. O mundo que acreditam ser real é apenas uma ilusão.

Desejo que comecem a reflectir sobre o verdadeiro significado do que vocês chamam de  ressurreição. É necessário olhar para além de tudo aquilo em que acreditaram até hoje. Olhem com os olhos do Eu superior. O Universo é muito maior do que imaginam.

Os motivos pelos quais estão na Terra vão muito além daquilo que os vossos olhos físicos conseguem ver. Ampliem os vossos horizontes. Expandam as vossas consciências. Vejam quem verdadeiramente são. Olhem para a vossa realidade de outra forma.

Relacionem-se uns com os outros de outra forma. Vivam as vossas vidas de outra forma. Façam diferente. Ousem fazer diferente. Experimentem acreditar em algo diferente desta vez. É necessário olhar para além das aparências.

Desapegar-se da ideia da dor: um sacrifício de Páscoa?

Despertar neste momento significa fazer ressurgir das cinzas a vossa Consciência Divina. Neste período, desejo que se desapeguem da crença e do culto à dor e ao sofrimento. 

Este é o único sacrifício que vos peço nesta Páscoa. Um sacrifício que consiste em abandonar a ideia do sofrimento. Um sacrifício de abandono das crenças no irreal, para que a Verdade possa surgir diante daqueles que realmente desejam vê-la.

Mais uma vez, mostro-vos o caminho: Peçam para ver. Intencionem ver e sentir o universo de Deus. Aceitem Deus nos vossos corações e decidam nunca mais ser manipulados através do medo.

As forças de Deus estão disponíveis para todos. Eu, como vosso Irmão de outra dimensão, mostrar-vos-ei que o caminho que conduz a Deus é suave e alegre.

Sei que alguns poderão sentir-se chocados com estas palavras. A esses, peço apenas que me compreendam. É chegado o momento de as vossas mentes se abrirem à verdade.

O que utilizam para se sentirem felizes? Como preenchem o vosso ser? Desafio-vos a pensar de forma diferente nesta celebração.

Desafio-vos a abandonar os meros "brinquedos" que vos mantêm presos a uma realidade confusa e distante do universo de Deus. Percebam que os chocolates não poderão oferecer o preenchimento interior que tanto procuram.

Que a ressurreição de hoje seja a expansão da consciência de todo um universo que vibra Amor e se manifesta numa ordem que beneficia a todos.

Que, desta forma, possam restabelecer a ligação com o Eu superior, assim como Eu fiz e como declarei ser possível fazer.

Em bênçãos de despertar, neste momento decisivo de foco na única verdade que existe, sempre existiu e sempre existirá.

Eu Sou Jesus, o Cristo.

Ao Serviço de Deus que está em vocês também


18 março 2016

O Despertar da Consciência e a Construção da Autenticidade




"Entre a Aprovação dos Outros e a Verdade Interior"
Amados,

O ser humano, enquanto amadurece psicologicamente, enfrenta frequentemente momentos de dúvida quanto ao seu lugar no mundo e à forma como deve relacionar-se com os outros. A insegurança pode levá-lo a esconder aspectos autênticos da sua personalidade para corresponder às expectativas exteriores.

Muitas vezes, na tentativa de ser aceite, a pessoa procura agradar constantemente aos outros, sacrificando os próprios sentimentos, opiniões e aspirações. Sem se aperceber, passa a viver mais em função da aprovação alheia do que da sua verdade interior.

Quando isso acontece, corre o risco de perder o contacto consigo mesma. Torna-se um reflexo das expectativas dos outros, adaptando-se continuamente para se sentir valorizada. No entanto, essa estratégia raramente produz a paz ou a segurança que procura.

As relações humanas são complexas e estão em constante mudança. Aquilo que agrada alguém hoje pode não agradar amanhã. Quando a identidade pessoal depende excessivamente da validação externa, surgem inevitavelmente frustrações, conflitos e sentimentos de desilusão.

Por vezes, após longos períodos de adaptação e silêncio interior, a pessoa reage de forma brusca, procurando afirmar-se através de atitudes defensivas ou agressivas. Contudo, a verdadeira autenticidade não nasce da revolta nem da necessidade de provar algo. Surge quando aprendemos a expressar quem somos com equilíbrio, respeito e serenidade.

Muitos indivíduos vivem como se estivessem parcialmente adormecidos para a própria realidade. Funcionam segundo hábitos, condicionamentos e padrões adquiridos ao longo da vida, sem questionar profundamente se esses caminhos correspondem realmente àquilo que desejam viver.

Preocupam-se tanto com as expectativas dos outros que acabam por esquecer as suas próprias necessidades, valores e objetivos.

Ao mesmo tempo, podem deixar-se conduzir por modelos sociais, tradições ou influências culturais que nem sempre refletem a sua verdade interior. A pressão do grupo, a influência dos meios de comunicação, o receio da rejeição ou o desejo de pertença podem afastar a pessoa daquilo que realmente é.

Por isso, torna-se essencial desenvolver momentos de reflexão consciente. Perguntar a si próprio:

Quem sou verdadeiramente?
O que desejo construir na minha vida?
Os meus comportamentos estão alinhados com os meus valores?
Estou a viver de acordo com aquilo que considero significativo?

Essas perguntas podem abrir caminhos importantes de autoconhecimento.

A autenticidade não exige exibicionismo nem isolamento. Não nasce da necessidade de chamar atenção nem da tentativa de se esconder do mundo. Surge da capacidade de viver com naturalidade, reconhecendo tanto as próprias potencialidades como as limitações.

Neste contexto, permanecem atuais as palavras do apóstolo Paulo:

"Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará."
Entre a Aprovação dos Outros e a Verdade Interior"

Independentemente da interpretação religiosa, esta passagem pode ser compreendida como um convite ao despertar da consciência.

Dormir, simbolicamente, significa viver sem questionar, sem refletir e sem assumir responsabilidade pelo próprio crescimento. Despertar significa tornar-se consciente das escolhas, dos pensamentos e dos caminhos que orientam a existência.

O processo de libertação interior exige compromisso consigo mesmo. Implica descobrir o que realmente se deseja da vida e agir de forma coerente com essa descoberta.

Nenhum ideal se concretiza sem dedicação. Qualquer crescimento significativo requer perseverança, disciplina e coragem para enfrentar desafios.

Também é importante libertar-se da autocomiseração. Embora seja natural sentir fragilidade em determinados momentos, permanecer permanentemente identificado com a condição de vítima impede o desenvolvimento da força interior.

Cada ser humano possui recursos interiores capazes de o ajudar a superar dificuldades, aprender com as experiências e crescer através dos desafios.

Isso não significa negar o sofrimento nem ignorar as necessidades emocionais. Significa reconhecer que existe dentro de cada pessoa uma capacidade de renovação muito maior do que muitas vezes imagina.

Nos relacionamentos humanos, aqueles que cultivam equilíbrio, segurança interior e alegria de viver tornam-se naturalmente fontes de inspiração e bem-estar para os outros.

Por isso, vale a pena aprofundar a reflexão sobre aquilo que são e sobre aquilo que aparentam ser. Esse exercício favorece o fortalecimento da identidade e liberta-vos dos mecanismos de fuga que frequentemente vos afastam da realidade.

O verdadeiro despertar começa quando deixam de viver apenas para corresponder às expectativas exteriores e passam a construir uma relação sincera, consciente e harmoniosa com vocês.

É nesse encontro com a própria verdade que nasce a liberdade interior.

Um ser que vos acompanha e cuida todos os dias da vossa vida.

Por: Matéria Sublime

Necessidades Humanas - 18/03/2016



O ser humano estabeleceu como necessidades próprias da sua vida aquelas que dizem respeito aos fenômenos fisiológicos, com toda a sua gama de imposições: alimentação, habitação, agasalho, segurança, reprodução, bem-estar, posição social. Poderemos denominar essas necessidades como imediatas ou inferiores, sob os pontos de vista psicológico e ético-estético.

Inevitavelmente, a conquista dessas necessidades não planifica integralmente o ser e surgem aqueles outros de caráter superior, que independem dos conteúdos palpáveis imediatos: a beleza, a harmonia, a cultura, a arte, a religião, a entrega espiritual. Toda a herança antropológica se situa nos automatismos básicos da sobrevivência no corpo, na luta com as demais espécies, na previdência mediante armazenamento de produtos que lhe garantam a continuação da vida, na procriação e defesa dos filhos, da propriedade... Para que pudesse prosseguir em garantia, tornou-se belicoso e desconfiado, desenvolvendo o instinto de conservação, desde o aprimorar do olfato até a percepção intuitiva do perigo.

Desenhadas no seu mundo interior essas necessidades básicas, indispensáveis à vida, entrega-se a uma luta incessante, feita, muitas vezes, de sofrimentos sem termos, por lhe faltarem reflexão e capacidade de identificação do real e do secundário.

Aprisionado no círculo estreito dessas necessidades, mesmo quando intelectualizado, sua escala de valores permanece igual, sem haver sofrido a alteração transformadora de objetivos e conquistas. Todas as suas realizações podem ser resumidas nesses princípios fisiológicos, inferiores, de resultado imediato e significado veloz. Atormenta-se, quando tem tudo organizado e em excesso, dominado pelo medo de perder, de ser usurpado, e atira-se na volúpia desequilibrada de querer mais, de reunir muito mais, precatando-se contra as chamadas incertezas da sorte e da vida. Se experimenta carência, porque não conseguiu amealhar quanto desejaria, a fim de desfrutar de segurança, aflige-se, por perceber-se desequipado dos recursos que levam à tranquilidade, em terrível engodo de conceituação da vida e das suas metas. Ninguém pode viver, é certo, sem o mínimo de recursos materiais, uma existência digna, social e equilibrada.

Mas, esse mínimo de recursos pode atender e sustentar outros valores psicológicos, superiores, que situam o ser acima das circunstâncias oscilantes do ter e do deixar de ter. A grande preocupação deverá ser de referência a como conduzir-se diante dos desafios da sua realidade, não excogitada como essencial para a própria auto identificação, autorrealização integral. A luta cotidiana produz resultados imediatos, que contribuem para atender as necessidades básicas da existência, mas é indispensável alongar-se na conquista de outras importantes exigências da evolução, que são as de natureza psicológica, que transcendem lugar, situação, posição ou poder. Enquanto um estômago alimentado propicia reconforto orgânico, uma conversação edificante com um amigo faculta bem-estar moral; uma propriedade rica de peças raras e de alto preço oferece alegria e concede comodidade, mas um momento de meditação enriquece de paz interior inigualável; o apoio de autoridades ou guarda-costas favorece segurança, em muitos casos, entretanto a consciência reta, que resulta de uma conduta nobre, proporciona tranquilidade total; roupas expressivas e variadas ajudam na aparência e agradam, no entanto, harmonia mental e correção de trato irradiam beleza incomum; o frenesi sexual expressa destaque na vida social, todavia, o êxtase de um momento de amor profundo compensa e renova o ser, vitalizando-o; a projeção na comunidade massageia o ego, mas a conquista do Si felicita interiormente.

As necessidades básicas fisiológicas são sempre acompanhadas de novas exigências, porque logo perdem a função. Aquelas de natureza psicológica superior se desdobram em va- riantes inumeráveis, que não cessam de proporcionar beleza. Por isso mesmo, a realidade do ser está além da sua forma, da roupagem em que se apresenta, sendo encontrada nos valores intrínsecos de que é constituído, merecendo todo o contributo de esforço emocional e moral para conseguir identificar-se. Somente aí a saúde se torna factível, o bem se faz presente e os ideais de enobrecimento da sociedade como da própria criatura se tornam legítimos, de fácil aquisição por todo aquele que se empenha na sua conquista.

Livro Vida