23 junho 2012

SANZA.BIX do Planeta GRACYEA - 27.06.2012




Sou Sanza-Bix. Tinha por volta de oitenta anos terrestres de idade (mas tinha a aparência de um homem da Terra entrando na casa dos vinte anos) quando nossa espaço-nave aterrou no planeta Maldec. Mais de 300 anos de vôos espaciais (milhares deles) entre os planetas Gracyea e Maldec precedia nosso vôo. Eu nunca visitara Maldec. Durante a jornada a partir de Gracyea, que durou aproximadamente 12 dias terrestres, meus companheiros e eu recapitulamos inúmeras vezes nossos planos para a construção de edificações de projecto sagrado no planeta por vocês chamado Marte. Devíamos nos reunir a nossos colegas maldequianos e fazer os arranjos finais para iniciar a fase marciana de nosso projeto.


Talvez lhes interesse saber que um de nossos propósitos ao construir as pirâmides na Terra, Marte e Vênus era usar as estruturas acabadas para transportar pessoas (corpo e alma) e produtos instantaneamente de um planeta a outro, eliminando, assim, espaço-naves e o tempo gasto em viagens inter-estelares.

Os Maldequianos falaram-nos a verdade quando disseram que fora o desejo de nossos professores comuns, os Uranianos, estabelecerem essa forma de transporte, usando portões estelares, entre os povos de vários sistemas solares visando o benefício de todos. Sabe-se agora que os Uranianos haviam concluído com êxito uma dessas conexões por meio de portão estelar com o terceiro planeta do sistema solar/estelar Bantavalia. Essa conexão ficou desestruturada depois que eles, repentinamente, romperam relações com os Maldequianos, recolhendo-se a um estado no qual não mais reproduzirão sua própria espécie, nem terão qualquer relação com outras raças (com exceção raramente os Nodianos). Embora a nossa intenção fosse concluir o projeto do Portão Estelar anteriormente proposto pelos antigos professores de Urano, os Maldequianos tinham outros planos, que não nos revelaram, de construir pirâmides na Terra, Marte e Vênus. 

Fui um dos 36 Gracianos que chegaram a Maldec durante minha primeira vida. Permanecemos a bordo de nossa nave até que Karyo-Belum, à época o embaixador Graciano em Maldec, entrou em contato fisicamente conosco. 

Dentro de uma hora Karyo-Belum chegou juntamente com seu assistente Graciano, Halp-Donax, e dois Maldequianos (um era Darmin, o outro Quain). O Quain Ottannor-Micdin foi designado nosso guardião e guia. Os dois pequenos carros aéreos Gracianos tiveram de fazer aproximadamente 15 viagens para levar-nos e levar nossos pertences pessoais à residência que nos foi designada. Cada viagem de ida e volta levava mais que uma hora.

A residência era uma bela estrutura de mil anos de idade que fora construída pelos Uranianos. Estendia-se sobre e sob mais de 12 hectares de terra. Podia-se transpor montes de capim ceifado e, de repente, dar com uma parte do edifício que parecia estar irrompendo ou nascendo do subterrâneo. De vez em quando, encontrava-se uma clara-bóia no topo de um monte. Essas clara-bóias consistiam de uma membrana transparente que se expandia e contraía lentamente. Durante sua expansão a membrana silenciosamente expelia qualquer molécula de gás dispensável ao ambiente vital dentro do edifício. 

Ao entrar na estrutura, encontramos uma variedade do que vocês chamariam animais selvagens que podiam vagar livres pelo edifício. Esses grandes felinos, canídeos, paquidermes e várias outras espécie (todos animais de Maldec) não exibiam nenhuma forma de comportamento agressivo para com as pessoas ou entre si, ou seja, contanto que estivessem dentro do edifício. Contudo, quando estavam ao ar livre apresentavam seus comportamentos agressivos naturais. Vários dos animais de Maldec eram semelhantes aos da Terra actual, só que tinham aproximadamente duas vezes o seu tamanho. A única criatura Maldequiana de que tenho notícia nunca existiu na Terra: tinha pelagem com pequenas manchas brancas e azuis. Parecia um cruzamento entre um coelho e um dinossauro de língua bifurcada. Dava saltos e tinha cerca de 1,2 metro de altura. Nosso guardião e guia Maldequiano, Ottannor-Micdin, como qualquer outro de sua raça, não entrava no edifício. Deixou-nos na entrada depois de nos entregar aos cuidados de um Simms chamado Pallobey. Sempre apreciei a companhia dos Simms. Seu planeta natal, como vocês sabem, localiza-se no mesmo sistema solar /estelar (Lalm) que o meu planeta natal de Gracyea.

Aproximadamente 200 Simms e 500 Gracianos moravam naquela antiga maravilha arquitectónica Uraniana. Os corredores, saguões e aposentos de nossa residência eram construídos tanto de materiais naturais como sintéticos. Alguns blocos de material sintético absorviam os gases desprendidos pelas membranas da clarabóia descrita anteriormente. Outros produziam luz quando tocados. Alguns produziam ar frio ou aquecido. Ao se tocar uma pedra sintética emoldurada por esmeraldas naturais, podia-se ouvir uma linda música, mas apenas a pessoa que tocara na pedra a ouvia. Pensamentos simples podiam aumentar o volume ou interromper a música. Quem me dera saber agora a composição dessas pedras sintéticas, e de onde vinha aquela música, confortante. Nós, Gracianos, fazíamos nossas comidas com os Simms em qualquer das várias salas de jantar. A comida era obtida, preparada e servida pelo Simms. 

Nós, Gracianos, cada qual tinha um quarto e banheiro privativos. O interior desses aposentos, bem como todos os demais cómodos ou corredores do edifício podiam ter seu tamanho aumentado ou diminuído. No centro da maioria dos cómodos havia um bloco de pedra sintética que batia mais ou menos na cintura. Encaixados no bloco havia vários diapasões. Ao se fazer soar um ou mais deles, as paredes de pedra, que chegavam a pesar 100 toneladas, silenciosamente se deslocavam para cima, para baixo ou para os lados. O conhecimento dos tons correctos permitia que a pessoa ampliasse ou reduzisse o tamanho de um cómodo. Muitas vezes me perdi quando um corredor no qual passara anteriormente já não existia, pois alguém deixara lá uma parede, fechando o corredor. Acabei aprendendo o que significavam os antigos símbolos Uranianos de siga nesta direção.

Era Verão nesta latitude e todas as manhãs (de um dia de 34 horas) nós, Gracianos, reuníamos numa grande tenda verde com vários Maldequianos que eram nosso elo com seus líderes. Durante nossas reuniões discutíamos o que seria necessário para dar início a nossas construções em Marte. Depois de aproximadamente dois meses e meio terrestres, concluímos que estávamos prontos para começar.

Como presente de despedida nós, Gracianos, fomos levados por nosso guardião Maldequiano, Ottannor-Micdin, a uma excursão aérea monitorada a alguns dos antigos edifícios Uranianos que pontilhavam a superfície do planeta. Mais de 30% desses edifícios estavam vazios ou seja, os Maldequianos não entravam neles. Diziam ser sua maneira de demonstrar respeito e reverência aos que os construíram. Os restantes 70% dos edifícios eram usados pelos Maldequianos. Descobrimos depois que o Quains não conseguiam tolerar as vibrações benignas originadas do campo vital universal atraídas por alguns dos edifícios. Também ficamos sabendo (tarde demais) que os edifícios utilizados pelos Maldequianos tinham sido remodelados de forma imperceptível mesmo a olhos altamente treinados. Os Maldequianos tencionavam alterar todos os antigos edifícios de seu planeta. 

Quando deixamos Maldec, todos os Gracianos, exceto nosso embaixador, Karyo-Belum e seu assistente, partiram rumo a dois destinos separados Terra e Marte. Essa foi minha primeira e última visita ao planeta Maldec. Foram necessários cerca de oito dias terrestres para alcançar o planeta Marte, dada a velocidade por ele atingida em sua órbita solar. 

Nossa viagem a partir de Maldec finalmente terminou quando nós, Gracianos, em número de 334, aterramos na planície Marciana por vocês chamada Cidônia. Fomos saudados por dois integrantes de nossa raça, um dos quais tinha um olho preto. Os dois portavam escudos Marcianos. Disseram que passaram a carregar os escudos para desviar as pedras atiradas às vezes pelas crianças marcianas contra eles. Mostraram uma pilha de escudos ali perto, aconselhando-nos, a cada qual de nós, a pegar um. Os escudos eram presente do Zone-Rex marciano Rancer-Carr.

Ao entardecer, o topo dos muros do complexo de edificações por vocês denominado Cidadela (a sede do Zone-Rex) era iluminado por tochas que ardiam até o amanhecer. Os que chegaram antes de nós, os recém-chegados Gracianos, disseram-nos para tirar da cabeça qualquer pensamento de entrar na Cidadela. Ficamos, obviamente, muito decepcionados ao ficar sabendo que não éramos bem-vindos para observar e estudar os numerosos edifícios antigos Uranianos existentes dentro por trás de seus muros.

Nós, Gracianos, passamos nossa primeira noite em Marte a bordo de nossa espaço-nave. Quando nos levantamos ao amanhecer para contemplar o sol nascente e fazer nossas preces, reparei numa solitária figura parada a considerável distância ao lado de um camelo ajoelhado. Quando concluímos nossas orações, vi o homem montar seu camelo e conduzi-lo rumo à Cidadela. Quando se aproximou, os grandes portões se abriram e dois guardas Marcianos ajoelharam-se numa perna enquanto seguravam firme com ambas as mãos o punho de grandes espadas de folha larga fincadas no solo diante deles. Não nos foi difícil concluir que o cavaleiro montado no camelo era Rancer Carr, o Zone-Rex do planeta Marte. 

Entre os Gracianos que chegaram primeiro em Marte estava Tixer-Chock que, juntamente com vários outros, já concluíra a  afinação dos materiais naturais da região, tendo fabricado os diapasões dos quais, nós, os construtores, precisaríamos como ferramentas para cortar, desbastar e polir, deslocar e assentar os blocos de construção em suas respectivas edificações. Quando Tixer-Chock foi embora para a Terra, aconselhou-nos com veemência a não visitar a montanha sagrada marciana de Daren e usarmos de toda nossa diplomacia com os Marcianos. O procedimento para resolver qualquer problema com os Marcianos locais era enviar Gike-Nex, nosso colega que falava Marciano, aos portões da Cidadela para gritar nossas inquietações. Se dentro de uma hora saísse da Cidadela um cavaleiro montado num camelo e viesse na direção da cidade de Graniss, poderíamos ter certeza de que o Zone-Rex estava fazendo algo em relação a nosso problema. Se não saísse nenhum cavaleiro da Cidadela, considerávamos isso um sinal de que o Zone-Rex esperava que cuidássemos da situação como pudéssemos. 

Cerca de um mês Terrestre depois de minha chegada em Marte, nossa mão-de-obra Reltiana (vinda dos planetóides de Júpiter) começaram a chegar em várias fases. 

Depois que os reltianos e todo nosso equipamento de construção foram acomodados na planície de Cidônia, iniciamos nosso trabalho. Em honra de nossos antigos professores uranianos começamos a esculpir a face daquele que fora o chefe dos primeiros professores a vir a nosso planeta natal, Gracyea. Seu nome era Sormel. Nossa esperança era que esse monumento agradasse os professores e os trouxesse de volta a nós de onde quer que se encontrassem. Queremos que eles vejam que nós, seus alunos, estávamos levando adiante seu plano divino. O zone-rex marciano aprovou esse monumento aos professores. Os Maldequianos secretamente não aprovavam, mas nada podiam fazer a esse respeito na época. Se o plano Maldequiano para as pirâmides tivesse sido bem-sucedido, eles provavelmente teriam destruído uma boa parte de Cidônia ou de algum modo a teriam desfigurado. Tenho certeza de que teria sido uma emoção diabólica a qual eles não conseguiriam resistir. 

Foi na época em que estávamos esculpindo a grande face do professor Sormel que conheci Nisor de Moor, que viera a Marte de Wayda (Vênus) na qualidade de representante da casa de comércio nodiana de Domphey. Vi, com meu amigo Soakee-Loom, Nisor indo embora de Marte numa espaçonave evidentemente em mau estado de funcionamento pertencente à casa de comércio nodiana de Cre‘ ator.

Nosso trabalho em Marte teve início aproximadamente 18 meses terrestres antes de começarmos a construção das pirâmides de Mir (Egito) e da cidade de Miradol (Teotihuacán, México) na Terra. Muito pouco tínhamos a concluir em Marte quando Maldec foi destruído. Era noite em Cidônia quando se deu a tragédia. Durante o trágico acontecimento vários de nossos edifícios que tinham sido construídos segundo a ordem da geometria sagrada emitiram sons ensurdecedores. Nuvens de pó elevaram-se acima da região, tornando muito difícil enxergar mais que uns poucos metros à frente. De manhã, todos sabiam o que acontecera. 

Comunicamos telepaticamente com nossa gente na Terra, apenas para descobrir que ela estava sendo massacrada pelos krates maldequianos. Dispúnhamos de apenas quatro espaço-naves em Marte, que foram imediatamente enviadas à Terra juntamente com todos os carros aéreos que tínhamos para ajudar nossa gente no que fosse possível. A maior parte de nossa frota espacial local estava baseada em Maldec.

Ao meio-dia daquele dia, o Zone-Rex convocou-nos a nós, Gracianos, para uma reunião na Cidadela. Depois de entrar no complexo, demos com a visão de uma espaço-nave negra exibindo os símbolos das casas de comércio nodianas de Cre‘ator e Vonnor. A nave aterrara em algum momento durante a noite, sem que víssemos. Numa plataforma de pedra no centro do complexo, encontrava-se o Zone-Rex Marciano Rancer-Carr, e cinco Nodianos. Um Nodiano que falava nosso idioma  contou-nos que logo chegariam a Marte espaço-naves provenientes de Nodia para levar os Gracianos que desejassem retornar a nosso planeta natal. Informaram-nos que sentiam não poder ajudar nossa gente na Terra nem levar a qualquer de nós para lá. 

Nos dias que se seguiram, chegaram naves Nodianas, conforme prometido. Fui um dos Gracianos que se encontravam a bordo do primeiro pássaro negro (como chamávamos as espaço-naves Nodianas) que saiu de Marte. Nunca passei toda uma vida no planeta Terra, portanto não serei de nenhuma ajuda para descrever épocas passadas da Barreira de Frequência no planeta. 

Vários outros fatos poderiam interessar quem vem acompanhando as várias narrativas de acontecimentos passados na Terra depois da destruição de Maldec. O marido de Doy de Maldec, conhecido como príncipe Andart em sua primeira vida, foi identificado durante uma recente corporificação na Terra como coronel Claus Von Stauffenberg. Sabe-se que o coronel Von Stauffenberg foi responsável pela colocação e detonação de uma bomba no lugar em que se encontrava Adolf Hitler. Essa tentativa de assassinato fracassou e Stauffenberg (Andart) foi posterior-mente capturado e executado. Parece que Andart ainda estava tentando parar a matança.


Este texto é parte do livro Conexões ET - Através de Olhos Alienigenas.
Wesley H. Bateman, Telepata da Federação.
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