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23 setembro 2026

Mulheres Terapeutas - A Versão de Hoje das Terapeutas de Ontem

As mulheres que hoje chamamos de terapeutas, facilitadoras, mentoras, praticantes de terapias integrativas, são as mesmas que, em tempos antigos, eram conhecidas como erveiras, raizeiras, benzedeiras, parteiras, mulheres sábias.


Por séculos, caminharam nas sombras, silenciadas ou escondidas. Hoje, retornam com certificados, pós-graduações, formações holísticas, mas trazem nos olhos o mesmo brilho ancestral — aquele sorriso maroto de quem sabe que o seu dom é mais antigo que qualquer diploma.

O nome mudou: Terapias alternativas, medicina vibracional, práticas complementares, fitoterapia, cura energética. Mas a essência é a mesma. São mulheres que carregam um saber que não se aprende apenas em livros — ele nasce da alma.

Não tem nada a ver com idade. Este arquétipo vive em todas as mulheres que sentem o chamado para criar, aprender, transformar. Mulheres que nunca param de buscar conhecimento, que sabem que são obras em andamento, mesmo quando a vida cansa, derruba, desafia. A alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e o espírito… eternamente jovem.

Talvez seja por isso que toda mulher se parece com uma árvore. Nas profundezas da sua alma existem raízes vivas, que puxam força da terra para alimentar folhas, flores e frutos. Ninguém entende de onde uma mulher tira tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando é cortada, ferida, limitada… das suas raízes brotam novos ramos, e tudo renasce outra vez.

As terapeutas de hoje compreendem isso intuitivamente. Entendem as plantas que curam, os ciclos da lua, as estações que giram na roda do sol. Têm um pacto silencioso com a natureza — essa fonte sábia e misteriosa que sempre as guiou. Por isso estão sempre nas salas de aula, nos cursos, nas formações, prontas para recomeçar, expandir, aprofundar. Elas não param de voltar a crescer.

O arquétipo da curadora faz parte da essência do feminino — e pode ser vivido também por homens que carregam essa sensibilidade. É algo que existe além dos rótulos, além do género. É um conhecimento ancestral guardado no inconsciente coletivo.

Perdemos, por um tempo, a capacidade de olhar o mundo com encantamento. Mas podemos reaprender. Basta prestar atenção às histórias, aos mitos, às presenças invisíveis que sempre nos acompanharam: fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras… Os elementais que habitam jardins, florestas, fontes de água e o próprio coração da Terra.

Eles são símbolos daquilo que vive em nós. Somos todas as mulheres que, em outras épocas, foram perseguidas por usar os seus dons. Hoje, voltamos para honrar esses dons — para praticá-los com liberdade, respeito e reconhecimento.

Somos as curadoras de agora. Somos as que renascem. Somos as que lembram. Somos as que continuam.

Por: Matéria Sublime