22 abril 2016

As 4 Leis do Desapego para a Libertação Emocional




É possível que a palavra desapego lhe cause uma sensação de frieza e egoísmo. Nada está mais longe da realidade. A palavra desapego, compreendida dentro do contexto do crescimento pessoal, é um valor interno precioso que todos nós devemos aprender a desenvolver. Praticar o desapego não significa abrir mão de tudo o que é importante para nós, rompendo vínculos afetivos ou relacionamentos pessoais com aqueles que fazem parte do nosso cotidiano. “Desapego significa saber amar, apreciar e se envolver nos relacionamentos com uma visão mais equilibrada e saudável, libertando-se dos excessos que o prendem”. Liberação emocional é viver mais honestamente, de acordo com as suas necessidades. Crescer, progredir com conhecimento de causa, sem prejudicar ninguém e não deixando ninguém o limitar. Conheça abaixo as 4 leis do desapego para a liberação emocional. 

1 – Lei do desapego: você é responsável por si mesmo
Ninguém pode viver por você. Ninguém pode respirar por você, se oferecer como voluntário para carregar suas tristezas ou sentir suas dores. Você é o arquiteto da sua própria vida e de cada passo que dá em seu caminhar. Portanto, a primeira lei que deve ter em mente para praticar o desapego é tomar consciência de que você é totalmente responsável por si mesmo. Não responsabilize os outros pela sua felicidade. Não imagine que para ser feliz é necessário encontrar o parceiro ideal ou ter o reconhecimento de toda sua família. Se a opinião dos outros é a sua medida de satisfação e felicidade, você não vai conseguir nada além de sofrimento. Raramente os outros suprirão as nossas necessidades. Cultive sua própria felicidade, seja responsável, maduro, conscientize-se das suas escolhas e consequências e nunca deixe que seu bem-estar dependa da opinião alheia.

2 – Lei do desapego: Viva no presente, aceite e assuma a sua realidade
Muitas vezes, não conseguimos aceitar que nesta vida nada é eterno, nada permanece sempre igual; tudo flui e retoma seu caminho. Muitas pessoas estão sempre focadas no que aconteceu no passado, e isso se torna um fardo pesado que carregamos no presente. Mesmo que seja doloroso, aceite, assuma o passado e aprenda a perdoar. Isso o fará se sentir mais livre e o ajudará a se concentrar no que realmente importa: “o aqui e agora”. Liberte-se!

3 – Lei do desapego: Liberte-se e permita que os outros também sejam livres
“Assuma que a liberdade é a forma mais plena, íntegra e saudável de aproveitar e compreender a vida em toda a sua imensidão” Ser livre não nos impede de criar vínculos com os outros. Criar vínculos, amar e ser amado, fazem parte do nosso crescimento pessoal. O desapego significa que você nunca deve assumir a responsabilidade pela vida dos outros, que eles não podem lhe impor seus princípios e nem tentar prendê-lo. É assim que surgem os problemas de relacionamento e o sofrimento. Os apegos exagerados nunca são saudáveis. Temos como exemplo aqueles pais obcecados por proteger os filhos, que os impedem de crescer e avançar com confiança para explorar o mundo. A necessidade de desapegar-se é fundamental nesses casos; cada um um deve sair dos seus limites de segurança para enfrentar o imprevisto e o desconhecido.

4 – Lei do desapego: As perdas irão acontecer mais cedo ou mais tarde
Devemos aceitar que, nesta vida, nada dura para sempre. A vida, os relacionamentos e até os bens materiais acabam desaparecendo como fumaça, escapando por uma janela aberta ou deslizando através dos nossos dedos. As pessoas vão embora, as crianças crescem, alguns amigos somem e perdemos alguns amores… Tudo isso faz parte do desapego. Temos que aprender que isso é normal e enfrentar essa situação com tranquilidade e coragem. O que nunca pode mudar é a sua capacidade de amar. Comece sempre por você mesmo.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

14 abril 2016

Adolescência , Idade Crítica? Crise de Identidade ?



Na adolescência, a conquista da identidade é muito relevante e relativamente complexa.

Fase de mudanças sob todos os aspectos, ao jovem parece confuso distinguir qual, quem ou como é o verdadeiro eu. Igualmente, diante de tantos papéis a desempenhar na sociedade, é por ele iniciada uma busca na tentativa de encontrar a sua identidade no conjunto, aquela que melhor se ajuste à sua escala de conceitos. A identidade é o resultado dos valores que facultam a percepção do eu, separado e diferente de todos os demais, que esteja em equilíbrio e continue integrado, permanecendo, através dos tempos, como sendo o mesmo, podendo ser conhecido pelas demais pessoas e descobrindo como os outros são, o que constitui senso global de caracterização do ego.

Quaisquer influências que prejudiquem esta autopercepção geram confusão de identidade, problemas para conseguir a participação, a integração e o prosseguimento da construção da auto-imagem. O conceito de identidade varia de povo para povo, diferindo muito o dos orientais em relação aos ocidentais, em razão das diferentes culturas e heranças históricas. Em todas elas, no entanto, a pessoa deve perceber-se consistente, distinta, e até certo ponto independente das demais. No período da adolescência essa busca se torna afugente, porque o jovem se preocupa muito com a aparência, em relação ao que os outros pensam, de certo modo rompendo com o passado e definindo os rumos do futuro. Surgem, então, as identidades individual e  ou coletiva. A depender do estado psicológico do adolescente, ele pode destacar-se, surgindo com os seus caracteres próprios, ou perder-se no grupo, identificando-se com a maneira massiva de apresentação, normalmente como rebeldia contra o status. 

Para conseguir a sua identidade individual, pessoal, o jovem depende muito das suas possibilidades cognitivas, que lhe apresentam os recursos de diferenciação dos demais e lhe oferecem as resistências para empreender a tarefa de fixação desses valores num todo harmônico, desenvolvendo os seus comprometimentos pessoais, sexuais, ocupacionais, culturais, etc. Há, naturalmente, muitos impedimentos para que esse fenômeno aconteça com o êxito que será de desejar. Um deles é a interrupção do processo de construção da identidade, que pode acontecer de forma a definir, prematuramente, a auto-imagem, que irá perturbar a caracterização de outros valores e recursos que trabalham pela autodefinição, pela auto-realização. A sua escala de compreensão é deficiente e se estrutura na maneira pela qual os outros o vêm, permitindo-se ceder ante pressões, tornando-se assim pessoa- espelho, a refletir outras imagens que não o seu próprio si. Quase sempre, o jovem que sofre esse tipo de impedimento, encontra nos pais, especialmente no genitor, quando do sexo masculino e, na mãe, quando do sexo feminino, uma identificação muito forte que o impede de ser livre, não sabendo responder adequadamente quando confrontado com deveres desafiadores, atividades exigentes e comportamentos inesperados.

Outros, também confrontados com os problemas e desafios das mudanças que neles se operam, perdem o senso de identidade, não se libertando das vinculações anteriores, não conseguindo encontrar-se, ou desligando-se da família, do grupo social, do país, e sendo vítima de uma adaptação enferma, que se prolonga indefinidamente, sem capacidade para relacionamentos duradouros, para atitudes normais, para as expressões de lealdade e de afeição. Muitas vezes, esse conflito, essa dificuldade de identificação, pode oferecer maior maturidade ao jovem, no futuro, porque trabalha em favor da sua seleção de valores e de conteúdos, adquirindo maior capacidade criativa, melhor maneira de elaborar idéias e de caracterizar definições, do que os outros que precipitadamente se firmaram em determinados quesitos que elegeram como forma de identidade. Os jovens, igualmente experimentam dificuldade em estabelecer os padrões que a constituem, e esses variam muito de acordo com os relacionamentos domésticos — valores religiosos, familiares, sociais, econômicos — culturais e subculturais e mesmo as constantes mudanças sociais, que trabalham conteúdos diferentes.

Alguma confusão, portanto, nesse período, pode redundar saudável para a formação da identidade do adolescente, sem o exagero de um transtorno prolongado. Outro fator que merece análise é o da identidade sexual. Há jovens que logo definem e aceitam a sua natureza essencial, masculina ou feminina. Nessa oportunidade surgem os conflitos mais fortes do transexualismo e do homossexualismo, alguns deles como resultado de fatores genéticos, trabalhados pelo Espírito na constituição do corpo através da reencarnação, que se utilizou do perispírito para a modelagem da forma orgânica, outros como efeito da conduta familiar ou social, e, outros mais, ainda, pela necessidade de ser trabalhada a sexualidade como diretriz preponderante para a aquisição de recursos mais elevados e difíceis de serem conquistados.

Quando essa identidade sexual é prematura, o adolescente sofre de um efeito apenas biológico, sem preparação psicológica para o comportamento algo estressante. Quando atrasada, reações igualmente psicológicas podem levar a uma hostilidade ao próprio corpo como ao dos outros. A identificação sexual do indivíduo equilibrado faz-se definir quando se harmonizam a expressão biológica —anatômica — com a psicológica, expressando-se de forma natural e progressiva, sem os choques da incerteza ou da incapacidade comportamental diante da realidade do fenômeno sexual. Uma identidade amadurecida faculta-lhe uma boa dose de auto-estima, de tolerância em relação às demais pessoas, de afetividade sem prejuízos emocionais, de comportamento sem estereótipo, de lucidez que facilita enfrentar desafios com naturalidade.

Assim, a adolescência é uma idade crítica, no que diz respeito ao processo de adaptação e definição de conceito, de comportamento, de realidade. Para o adolescente, o mundo parece hostil, agressivo, com padrões difíceis de ser alcançados, e que o ameaçam. Sentindo-se diferente das demais pessoas, luta, interiormente, para reconhecer como agir e quais os recursos de que dispõe, para colocar a serviço da sua realização pessoal. Por outro lado, muitas culturas consideram o jovem como um rebelde, egoísta, agressivo, equipando-se de conceitos que exigem do jovem submissão e dependência, dificultando-lhe o acesso a oportunidades de trabalho, de criação, de realização pessoal, porque ainda não está definido, nem possui experiência... Convenha-se que experiência é resultado da habilidade adquirida mediante o desempenho do trabalho, e somente será conseguida se for facultada a oportunidade de realização. Esse choque entre o velho e o novo constitui desafio para ambos se afinarem, adaptando-se o jovem ao contexto social, sem abdicação dos seus valores, como também da inútil luta agressiva contra o que depara, porém trabalhando para a mudança dos paradigmas; e ao adulto cabe a aceitação de que a vida é uma constante renovação e ininterrupta mudança, rica de transformação de conceitos que avançam para o sentido ético elevado e libertador, no qual as criaturas se encontrarão felizes e unidas.

Divaldo Franco – J.A

03 abril 2016

A Vida Universal


Os planetas do nosso sistema solar serão todos habitados?... 
São habitados os milhares de mundos que povoam o infinito?...
Essas humanidades assemelham-se à nossa?...  
Conheceremos algum dia?...

– A época em que vives na Terra, a própria duração da Humanidade terrestre não é mais do que um momento na eternidade. Nenhuma razão há, para que todos os mundos sejam habitados agora. A época presente não tem mais importância do que as precedentes ou as que se hão de seguir. A duração da existência da Terra será muito mais longa – talvez dez vezes mais longa – do que a do seu período vital humano. Em uma dezena de mundos, tomados ao acaso na imensidade, poderíamos, por exemplo, conforme os casos, achar apenas um atualmente habitado por uma raça inteligente. Uns o foram outrora; outros sê-lo-ão no futuro; estes se acham em via de preparação, aqueles têm percorrido todas as suas fases; aqui, berços; além, túmulos; e depois, uma variedade infinita se revela nas manifestações das forças da Natureza, não sendo a vida terrestre de modo algum o tipo da vida extraterrestre. Seres podem viver em organizações inteiramente diversas das conhecidas no vosso planeta. Os habitantes dos outros não têm a vossa forma, nem os vossos sentidos. São outros.

Dia virá, e mui proximamente, pois que estás chamado a vê-lo, em que o estudo das condições da vida nas diversas províncias do Universo será o objeto essencial – e o grande encanto – da Astronomia. Bem depressa, em vez de se ocuparem simplesmente com a distância, com o movimento e com a massa material dos vossos planetas vizinhos, os astrónomos descobrirão a constituição física, os aspetos geográficos, a climatologia, a meteorologia; penetrarão o mistério da sua organização vital e discutirão a respeito dos respetivos habitantes. Afirmarão que Marte e Vénus se acham atualmente povoados de seres pensantes; que Júpiter está ainda no seu período primário de preparação orgânica; que Saturno plana em condições inteiramente diferentes das que presidiram ao estabelecimento da vida terrena e, sem jamais passar por estado análogo ao da Terra, será habitado por seres incompatíveis com os organismos terrestres. Novos métodos farão conhecer a constituição física e química dos astros, a natureza das atmosferas. Instrumentos aperfeiçoados permitirão mesmo descobrir os testemunhos diretos da existência dessas Humanidades planetárias e pensar em estabelecer comunicação com elas. Eis a transformação científica que há de assinalar o fim do décimo-nono século e que há de inaugurar o vigésimo. Se a vida não existisse na Terra, este planeta seria absolutamente destituído de interesse para qualquer espírito que fosse, e a mesma reflexão se pode aplicar a todos os mundos, que gravitam em torno de milhares de sóis, nas profundezas da imensidade. A vida é o fim da Criação inteira. Se não houvesse vida, nem pensamento, tudo isto seria como que nulo e não acontecido. A Criação é um poema, do qual cada letra é um sol. Estás destinado a assistir a uma completa transformação da Ciência. A Matéria vai ceder lugar ao Espírito.

Os astrónomos, que calculam os movimentos aparentes dos astros na sua passagem de cada dia pelo meridiano; os que anunciam a chegada dos eclipses, dos fenómenos celestes, dos cometas periódicos; os que observam com tanta atenção as posições exatas das estrelas, dos planetas de vários graus da esfera celeste; os que descobrem os cometas, os planetas das estrelas variáveis; os que buscam e determinam as perturbações produzidas nos movimentos da Terra, pela atração da Lua e dos planetas; os que consagram suas vigílias à descoberta dos elementos fundamentais do sistema do mundo; todos, observadores ou calculistas, são os preparadores de materiais, precursores da nova Astronomia. São imensos trabalhos, labores dignos de admiração, transcendentes obras que põem em evidência as mais elevadas faculdades do espírito humano. Mas é o exército do passado. Matemáticos e geômetras. Doravante o coração dos sábios vai pulsar por uma conquista mais nobre ainda. Todos esses grandes Espíritos, estudando o céu, não têm, na realidade, saído da Terra. O fim da Astronomia não é mostrar a situação aparente de pontos brilhantes, nem pesar pedras em movimentos no Espaço, nem nos fazer conhecer com antecedência os eclipses, as fases da Lua ou as marés. Tudo isso é belo, mas insuficiente. Tu vais despertar na Terra, tu admirarás ainda, e legitimamente, a ciência de teus mestres; mas, fica sabendo: a Astronomia atual das suas escolas e dos observatórios, a Astronomia matemática, a bela ciência dos Newton, dos Laplace, dos Le Verrier, não é ainda a ciência definitiva. Não está lá o fim que busco desde os dias de Hiparco e de Ptolomeu. Vê esses milhões de sóis análogos àquele que dá vida à Terra e, tal qual ele, fontes de movimento, de atividade e de esplendor; pois bem, é esse o objeto da ciência futura: o estudo da vida universal e eterna. Até hoje, não se há penetrado no templo.  Os algarismos não são um fim, mas um meio; não representam o edifício da Natureza, mas os métodos, os andaimes. Vais assistir à aurora de um novo dia. A Astronomia matemática vai ceder o lugar à Astronomia física, ao verdadeiro estudo da Natureza.

Urania
C.Flammarion

29 março 2016

Irmão da Natureza - S. Francisco de Assis





Falando a S. Francisco de Assis

Enquanto a sociedade estertorava nas guerras cruentas de dominação de povos e vidas, sentiste a necessidade de lutar pela Pátria, evitando o abuso daqueles que consideravam com o direito a escravizar os seus irmãos. Não compreendendo a luta que deverias travar, pensaste que as glórias antevistas em sonho referiam-se aos tesouros terrestres, e para melhor compreenderes o amor do Cristo, marchaste para a defesa dos fracos, pensando em servir a Deus e ao país.

Nascido para a paz, jamais poderias combater com armas destruidoras, e por isso tombaste prisioneiro dos hábeis verdugos, que te encarceraram e te fizeram sofrer. Humilhado e enfermo, retornaste ao lar, quando foste visitado pelo Amigo-Amor que te convocou para diferente luta, cujas armas seriam a mansidão, a renúncia, o sacrifício.

Eras jovem e sonhador, trovador das noites estreladas e amigo da ilusão. No entanto, possuías uma tristeza invencível que nada conseguia diminuir. Dissimulavas a melancolia com a jovialidade, mas sabias que a tua vida não te pertencia, embora não entendesses a solidão interior que te macerava, preparando-te para a soledade entre todos pelo resto da tua existência. Mas quando ouviste o chamado do Cantor da misericórdia, todo o teu ser tremeu de emoção e perdeste o interesse pela existência convencional.

Começaste o despojamento, liberando-te das coisas, para poderes libertar-te de ti mesmo, a fim de te entregares a Ele por inteiro. Os teus não te compreenderam, mas os leprosos de Rivotorto te receberam as doações de pão, de paz, de carinho com lágrimas que os olhos da alma vertiam em abundância, na decomposição em que se consumiam. Mais tarde, outros solitários vieram unir-se à tua soledade, a fim de formarem o rebanho submisso ao cajado do Pastor. Ignorando a teologia, sabias o Evangelho na sua integral pureza, sem disfarces nem dissimulações, e saíste a vivê-lo, enquanto o pregavas com palavras simples e atos de coragem incomum.

Transformaste as noites festivas de cantos e banquetes em um perene poema de beleza, enaltecendo os irmãos Sol, Lua, Chuva, Pássaros, Lobo, Neve, enquanto o mundo de então te espreitava com desconfiança e desinteresse. Mas, o teu exemplo de abnegação continuo sensibilizando outros corações ansiosos de vida nova, que te passaram a acompanhar pelas estradas da Úmbria, albergando-se na Porciúncula modesta e desprovida de tudo, menos da ternura.

Quando menos esperaste, havia multidões que se comprimiam para ouvir as tuas canções de esperança e caridade, tocadas pela tua presença e a dos teus cancioneiros, tão desprotegidos como tu mesmo, no entanto amparados pelo Sublime Cantor. Irmão Francisco! Canta outra vez para nós o teu poema de amor, nestes calamitosos dias que vivemos! As noites da Terra já não são ricas de cações, mas de expectativas dolorosas. Os grupos juvenis raramente se reúnem para sorrir ou para os folguedos inocentes, e sim para a embriaguez alcoólica ou o envenenamento por drogas alucinantes. O enamoramento que procede à união dos corpos foi sucedido pela volúpia do sexo em desalinho e a posterior dilaceração dos sentimentos face ao abandono e às suas conseqüências perversas.

O relacionamento fraternal tem sido transformado em gangues violentas que se arremetem umas contra as outras em fúria desconhecida. A literatura gentil e cavalheiresca cede lugar à pornografia desabrida e às narrações de funestos acontecimentos. A música romântica transformou-se em vulcão de ruídos metálicos que induzem à loucura e à bestialidade. A poesia perdeu a inocência e a beleza, passando às arremeti-das de palavras sem nexo ou construções de palavras sem ritmo, sem rima, sem mensagem. É certo que ainda permanecem em alguns grupos o sentimento de amor, de fraternidade, de beleza e de harmonia, afirmando que nem tudo está perdido na grande noite adornada de ciência e de tecnologia, na qual as almas estorcegam sob os camartelos do sofrimento. Existe muito conforto para uns e nenhum para outros. Aliás, também nos teus dias era assim, razão porque preferistes os últimos, oferecendo-lhes carinho por faltarem outros recursos.

O progresso facilitou o intercâmbio entre as criaturas e propiciou o desenvolvimento da criminalidade e do ódio. Há grandeza, sim, na arte e no pensamento, na cultura e no sentimento, porém, a fé empalideceu e agoniza ante a predominância do comportamento hedonista que se espalha por toda a parte. O firmamento está cortado a cada momento por grandiosas naves conduzindo milhões de indivíduos de um para outro lado, com todo luxo e facilidade. Todavia, milhares de ogivas nucleares carregadas de bombas de alta destruição aguardam o simples movimento para dispararem suas cargas terríveis de desagregação de tudo.

Nesse pandemônio de alegrias e pavor, de riquezas e misérias, de esperanças e desencantos, há milhões de pessoas anelando por conhecer-te ou reencontrar-te, a fim de que a tua canção, Irmão da Natureza, as reconduza a Jesus a quem tanto amas! Volta novamente à Terra, Trovador de Deus, para que tua pobreza inunde de poder todos aqueles que acreditam na força de não ter nada, nas infinitas possibilidades da não-violência e no infinito amor do Pai!

Irmão Francisco: O teu irmão lobo transformou-se no monstro devastador de drogas que consomem a juventude, em especial, e a outros indivíduos, em particular. As lutas de cidades, umas contra as outras, ainda continuam e agora mais graves, na violência urbana. A poluição química da atmosfera, que ameaça a Terra, filha daquela de natureza mental e moral, lentamente destrói a Irmã Natureza que tanto amas. Homens dominadores e perversos ameaçam-se ainda através da política escravizadora das moedas que subjugam os povos que não têm voz no concerto das Nações poderosas. As vozes que proclamam a paz estão muito comprometidas com a guerra.

O mundo de hoje aguarda o retorno da tua Canção, pobrezinho de Deus, porque ela impregna as vidas com ternura, amor e paz. Iremos fazer um grande silêncio interior, preparar os caminhos e aguardar que tu chegues, simples e nobre como o lírio do campo, bom e doce como o mel silvestre, amigo e irmão como o Sol, para que tua voz nos reconduza de volta ao rebanho que te segue e levas ao Irmão Liberdade, que é Jesus.

Mensagem Irmão da Natureza, escrita em Assis, Itália, no dia 27 de maio de 2001.

22 março 2016

O Verdadeiro Significado da Páscoa

Hoje quero falar-vos sobre esta festa que vocês chamam de Páscoa. Se hoje venho falar-vos, é porque muitos de vós ainda compreendem de forma equivocada aquele que foi o vosso amado Jesus.

Existem certas informações que vos levam a acreditar que Eu sou Aquele que veio para vos castigar. Mas não foi isso que Eu disse. O que ensinei foi que deveriam agir de forma harmoniosa, partilhando os vossos bens mais preciosos, entre eles o amor, com aqueles que dele necessitam.

Falei-vos da dádiva que brota do fundo do vosso ser e da importância de irem ao encontro do próximo para aprender aquilo que a vida vos tem para ensinar.

Aquilo que precisam de aprender encontra-se nas lições da vossa vida quotidiana. Uns necessitam de amor, outros necessitam de compreensão, outros de auxílio. Por isso vos disse: amai-vos uns aos outros, para que todos possam sentir-se amados.

Ainda me sinto responsável por aquilo que a humanidade fez com as minhas mensagens, e o Meu único desejo é colocar em ordem aquilo que foi desordenado por alguns.

Organizando informações

É importante que saibam que as vossas comemorações da Páscoa emitem vibrações que se caracterizam pelo culto à dor e ao sofrimento. É isso que se observa do alto, quando se medem os níveis de energia gerados por vós durante este período.

Aquilo que comemoram como sendo a minha ressurreição teve como objetivo mostrar-vos a possibilidade da chamada ascensão em corpo físico, alcançada após um trabalho interior de aproximação com o meu Eu superior.

No entanto, essa ideia foi deturpada e modificada, levando-vos a acreditar que o caminho para o Pai passa pelo sofrimento, pela dor e pela culpa. Fizeram-vos acreditar no sofrimento.

Fizeram-vos acreditar que elevar as vossas vibrações estaria associado ao sofrimento físico, afastando-vos assim dos vossos próprios caminhos. E essa ideia expandiu-se muito para além dos Meus seguidores.

Para manterem os seus domínios sustentados no medo e no sofrimento, fizeram-vos acreditar que Eu aceitei vivenciar a dor e apresentaram-Me como alguém sem poder sobre o Meu próprio Ser, privado da ajuda do Pai que tanto Me ama.

Pergunto-vos: Seria isso verdade? Deixaria um Pai que o Seu Filho legítimo permanecesse entregue ao sofrimento?

Crucificação: uma história inventada?

Quero que saibam que nem todos os acontecimentos da história que vos contaram estão fundamentados na Verdade. É necessário examinar os verdadeiros fundamentos dos factos que vos foram apresentados.

Transformaram a verdadeira história num culto ao meu sofrimento. Isso levou-vos a sentir culpa, medo de um eventual castigo e até a acreditar que existe uma obrigação de sofrer nas vossas experiências terrenas.

Muitos de vocês acreditam que, ao sofrer, estão a redimir os vossos pecados. Mas Eu pergunto-vos: Quais são os vossos pecados? Voltem no tempo através da vossa mente, onde todos os registos permanecem armazenados. Elevem-se acima do ego e poderão sentir aquilo que realmente foi a chamada "crucificação".

Permitem que a ideia do sofrimento entre na vossa mente?

Quando utilizam uma celebração para cultuar a dor e o sofrimento, algo que não existiu da forma que imaginam, estão a reforçar essa ideia. E, ao fazê-lo, permitem que a dor, o sofrimento, o medo e a culpa entrem novamente nas vossas mentes.

Hoje venho até vós para vos pedir, mais uma vez, que comecem a olhar para a história que vos contaram pelos "olhos de Deus", que habitava em mim e que  agora também habita em  vocês.

Um dos meus objetivos ao nascer aqui  foi mostrar-vos o Deus que habita dentro de cada Ser, apresentar-vos a realidade da transformação em corpo físico e indicar-vos os caminhos pelos quais isso poderia ser alcançado.

Eu deixei-vos o caminho. A Minha ascensão  para outro plano ocorreu em público, fora do contexto da crucificação.

Parti deste vosso plano

Eu parti para o mesmo lugar que deixei antes de vir a este planeta, diante dos meus discípulos e de alguns outros que testemunharam esse momento. Contrariamente ao que muitos imaginam, tudo aconteceu de forma suave e alegre.

A minha transformação incomodou muitos, especialmente aqueles que desejavam manter a humanidade subjugada ao ego.

Porque nos contaram outra história?

Para manter o controlo, inventaram factos para que vocês pensassem que o "comando" não vinha de Deus. Hologramas foram criados para que a minha mensagem fosse desviada e sem importância.

Quis o poder do ego, vigente na época, transformar um acontecimento maravilhoso em sofrimento, dando-lhes a impressão de que não se chega ao Pai senão através da dor e do sofrimento. Isto gerou medo em muitos e levou-os a abandonar o caminho.

Vocês sabiam que acreditar na dor pode fazer-vos sofrer?

Vocês possuem escolhas pessoais, possuem o livre-arbítrio. Nisso, Eu não posso interferir, e ao escolherem a realidade do sofrimento, acreditam nela e acabam por viver as mais diversas dores.

Eu sabia que isto poderia acontecer. Sabia que muitos de vocês não estariam prontos para aceitar e acreditar num acontecimento tão "bizarro" quanto aquele que vos mostrei. Porém, este é um momento de amadurecimento da Humanidade, e à medida que crescem, podem deixar de acreditar naquilo que alguns desejam que acreditem.

É chegado o momento de sair das vossas mentes infantis e olhar para todos os acontecimentos com os olhos do Eu superior, aquele que habita dentro de vós e possui a sabedoria necessária para discernir o que é real e o que não é.

Nesta Páscoa

Eu peço para fazerem algo diferente. Proponho-vos que abandonem a imagem da crucificação e se conectem com o facto real: o meu caminho para o Deus. Peço-vos que olhem para além da história que vos foi contada.

Desejo que saibam que não existe sofrimento no caminho que conduz a Deus. Ele, que vos gerou, jamais criaria uma veneração à dor física. Da mesma forma, jamais deixaria um Filho Seu percorrer caminhos tão amargos e cruéis.

A minha passagem pela Terra foi suave e serena. Eu passei a minha mensagem, viu quem quis. Acreditou quem quis acreditar. Subi em espirito, com alegria. 

Eu sabia que um dia me compreenderiam, e esse momento chegou.

Vocês estão a crescer e as vossas mentes estão prontas. Verá quem quiser ver. Verá quem estiver pronto para abandonar as camadas do ego e das suas próprias crenças limitadoras.

Podemos mudar a história

Lembro-vos que, de onde Eu vos vejo, não existe tempo. Para mim, tudo aconteceu há apenas um instante. 

Vocês podem mudar a história, há sempre tempo. Podem decidir ver a verdade por detrás dos factos. Têm capacidade para isso. Ver para além das aparências significa posicionar-se dentro da Verdade que hoje vos mostro.

Qual é a mensagem para hoje?

Desejo que despertem. Despertem agora. A minha mensagem desta vez é simples: Despertem deste sonho de sofrimento.

Olhem para mim, Eu e o meu Eu superior, e vejam que estamos bem aqui, exatamente onde pensam não nos poder encontrar. Saiam do sonho do sofrimento e despertem. O mundo que acreditam ser real é apenas uma ilusão.

Desejo que comecem a reflectir sobre o verdadeiro significado do que vocês chamam de  ressurreição. É necessário olhar para além de tudo aquilo em que acreditaram até hoje. Olhem com os olhos do Eu superior. O Universo é muito maior do que imaginam.

Os motivos pelos quais estão na Terra vão muito além daquilo que os vossos olhos físicos conseguem ver. Ampliem os vossos horizontes. Expandam as vossas consciências. Vejam quem verdadeiramente são. Olhem para a vossa realidade de outra forma.

Relacionem-se uns com os outros de outra forma. Vivam as vossas vidas de outra forma. Façam diferente. Ousem fazer diferente. Experimentem acreditar em algo diferente desta vez. É necessário olhar para além das aparências.

Desapegar-se da ideia da dor: um sacrifício de Páscoa?

Despertar neste momento significa fazer ressurgir das cinzas a vossa Consciência Divina. Neste período, desejo que se desapeguem da crença e do culto à dor e ao sofrimento. 

Este é o único sacrifício que vos peço nesta Páscoa. Um sacrifício que consiste em abandonar a ideia do sofrimento. Um sacrifício de abandono das crenças no irreal, para que a Verdade possa surgir diante daqueles que realmente desejam vê-la.

Mais uma vez, mostro-vos o caminho: Peçam para ver. Intencionem ver e sentir o universo de Deus. Aceitem Deus nos vossos corações e decidam nunca mais ser manipulados através do medo.

As forças de Deus estão disponíveis para todos. Eu, como vosso Irmão de outra dimensão, mostrar-vos-ei que o caminho que conduz a Deus é suave e alegre.

Sei que alguns poderão sentir-se chocados com estas palavras. A esses, peço apenas que me compreendam. É chegado o momento de as vossas mentes se abrirem à verdade.

O que utilizam para se sentirem felizes? Como preenchem o vosso ser? Desafio-vos a pensar de forma diferente nesta celebração.

Desafio-vos a abandonar os meros "brinquedos" que vos mantêm presos a uma realidade confusa e distante do universo de Deus. Percebam que os chocolates não poderão oferecer o preenchimento interior que tanto procuram.

Que a ressurreição de hoje seja a expansão da consciência de todo um universo que vibra Amor e se manifesta numa ordem que beneficia a todos.

Que, desta forma, possam restabelecer a ligação com o Eu superior, assim como Eu fiz e como declarei ser possível fazer.

Em bênçãos de despertar, neste momento decisivo de foco na única verdade que existe, sempre existiu e sempre existirá.

Eu Sou Jesus, o Cristo.

Ao Serviço de Deus que está em vocês também